Era desesperador em todo o seu ser, ver cada troca de olhar, cada toque, detalhes despercebidos que Siriús delirava. Todo o seu corpo se contorcia. Podia jurar que estava tremendo.
A atenção de Remus era um privilégio que não o pertencia. E isso estava matando cada parte dele.
O jantar se estendia com um pesar no ambiente, cada um se alimentava em silêncio. Tiveram a pior reunião de todas, notícias devastadoras que só mantinham a cabeça de todos em risco. Mas Siriús não podia se concentrar em nada disso, pois seus olhos se cravaram nas mãos de Tonks, e como ela tocará seu grande amigo.
Houve um tempo em que ele era desejado, houve um tempo que se entendia, que conseguia armazenar todas as informações trancafiada dentro do peito. Mas ali, de frente para toda aquela situação, Black sentia que poderia surtar, possivelmente estava em seu pior momento.
Se sentia trocado, Remus elogiará seus olhos pela tarde, mas estava elogiando os olhos de outra pessoa neste exato momento. Alguém na qual ele poderia beijar e tocar sem ser tão errado.
Como poderia sentir ciúmes de Remus? Alguém que não era dele. Alcançou o copo de Whiskey engolindo tudo que tivera que presenciar.
O jantar se alegrou e em seu peito, havia uma cicatriz. Talvez de algo que nunca conseguia ser curado, algo que talvez não tivesse cura.
— ...Harry Potter deverá ser trazido para cá em segurança, por Merlin. — Molly Desabou em sua cadeira. Discutia constantemente com Sirius, o mesmo acreditava cegamente que deveria buscar o afilhado. Se arriscar saindo da Ordem era algo que o mesmo estava acostumado. Adorava rotinas noturnas em parques, em boates, em qualquer lugar que lhe cabia.
— Sirius não irá buscar Potter, estou certo Six? — Remus acabou com o silêncio que havia se instalado pela casa. Olhava atentamente para Black, com a tentativa de compreender sua mente, tentando entender porque estava agindo daquela forma.
— Certo, Remie. — Um sorriso amarelo se alastrou em seu rosto.
Gostaria de imaginar como seria ter Potter por perto, sua mente divagava para grandes memórias ao lado de James. Um lampejo de esperança estava por ali, algo dentro dele gritava por uma vontade de ser ouvido, por uma vontade de ter seu amigo por perto novamente.
O mundo bruxo de alguma maneira o fez maquiar esta dor. Maquiar todo o sentimento de saudade, nos 13 anos trancafiado dentro de uma torre sentia que tudo que pertencia a ele havia sido roubado. Agora, sentado naquela cadeira de jantar, estava acreditando que tudo estava voltando para ele, seus sentimentos. Se sentia vulnerável, sensível e cansado.
O jantar se encerrará, mas boa parte das pessoas continuavam sentadas. Se negando de dormir, ou talvez se negando para que o amanhã chegasse.
Suas pernas o obrigaram a se levantar, seus olhos se mantiveram sobre Remus por tempo demais.
— Uma boa noite a todos, estou me rendendo ao cansaço de hoje. — Algumas risadas se percorreram pela sala de jantar.
Ele caminhou calmamente até o final do corredor, abriu a porta direita se enfiando em um cômodo escondido da casa dos Black. Orion havia feito para que ficasse longe da esposa, e dos filhos barulhentos.
Regulus mostrou aquele lugar para ele, mostrou como era as passagens do cômodo secreto. Se culpava por ter abandonado o irmão naquela casa monstruosa, mas o que ele poderia ter feito? Morrido nos braços de Walburga?
Divagou os olhos sobre a mesa do pai, o Black sempre deixará seus pertences em ordem. Mas a mesa se encontrava em caos, papéis espalhados, muitas varinhas sobre a mesa. Varinhas que Siriús acreditava não ser dele, nem de bruxos de Sangue Puro.
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Sob O Mesmo Teto || Wolfstar
FanfictionRemus Lupin decide deixar sua posição em Hogwarts, sem um plano claro para o futuro. No entanto, ele rapidamente recebe um convite do amigo Sirius Black para se instalar na sede da Ordem da Fênix. Agora, sob o mesmo teto, os dois amigos se tornam ma...
