11. A Missão.

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Se encontrava extasiado, estava exausto pela grande missão que tivera. Mas tinha algo em ver Sirius que enlouquecia sua mente, entorpecia o seu sangue divagando entre os piores pesadelos.

Remus mal respirava com as lembranças frescas, lembrava do amigo sem roupa a sua frente. Suas mãos o tocando com tanta precisão, era viver a beira do precipício. Aos poucos se preparando para pular ali.

Estava tão louco que mal conseguia viver o mundo ao seu redor, porque era isso que sentia por Black. Sentia os sentimentos mais loucos e incomuns, desejava ele da forma mais profunda e pecaminosa. Era isso que se fundia cada vez mais no coração de Lupin.

Observou os músculos de Sirius tensionarem a escrever a carta precisa a Dumbledore. Seu corpo se repuxando a caminhar até ele, dar um beijo necessitado no amigo e depois — bom, saciaria todos os seus desejos.

Suspirou profundamente, e o pouco de juízo que tinha foi restaurado a sua mente importuna. Caminhando em direção ao amigo, colocando as mãos vagamente sob seus ombros — não que tivesse realmente a intenção de algo malicioso.

Remus sentiu todo o sangue se esvair do rosto com a aparição da coruja sobre a janela. Os pelos da cor preta e os olhos enormes da mesma cor, trazendo um ar mórbido ao cômodo.

Voou no mesmo instante que Black dera a missão a ela, mandando a enorme carta explicativa a Dumbledore.

— Espero que Albus venha o mais rápido que conseguir. — Sirius mexerá nos anéis ansioso.

— Você vai mudar muita coisa com isso Pads. — Caminhou na direção do amigo, parando no instante em que os sapatos tocou o pé livre de Sirius. Pode sentir o arrepio atingir seu corpo dos pés a cabeça.

— Quem fez isso foi ele Moony, não eu. — Naquele momento desejava muito descobrir o que se passava na mente dele. Conheceu Regulus, viu de perto como era a inimizade de ambos. Mas viu como tudo aquilo atingia forte o peito de seu melhor amigo, viu as marcas que sua mãe deixava espalhados por todos os lados.

Ali não tinha um culpado, nem certo. Existia pessoas, que reagiram a tortura de maneiras diferente. Reg deixará a vingança habitar seu sangue, deixou tudo ser apenas sobre isso.

— E com isso, você vai fazer a diferença agora. Meu amor. — A pupila de Black triplicou, encarava o rosto de Lupin com precisão. Os dois mais próximos do que nunca.

— Eh... Hum... Ahem — George limpou a garganta, fazendo o casal virar abruptamente. — Dumbledore está procurando por Sirius lá em baixo, com bastante pressa. — Um sorriso de canto se abrangeu pelo rosto do Weasley. — Desculpa ter interrompido o que quer estivesse acontecendo, podem terminar. — Se virou descendo as escadas o mais rápido que pode.

Deixando os dois ali envergonhados, as bochechas inchadas e vermelhas de tanta vergonha.

— É... V-vamos descer? — Remus murmurou, descendo rapidamente as escadas, como se não houvesse amanhã.

Um Dumbledore exasperado esperava os amigos na sala. Suas mãos se agitavam, como se estivesse pirando de ansiedade. Após passarem pelo arco da sala, o mesmo saiu murmurando contra feitiços sobre as paredes, até ficarem sob uma bolha, muito perto um do outro.

— Black, Lupin. — Murmurou os comprimentos, voltando a sentar no sofá velho e fedorento. — Podem se apressar com o assunto? Creio que a carta me deixou muito intrigado, tive que vir no mesmo minuto.
— Os amigos se sentaram lado a lado, de frente para o professor, que mantinha os olhos densos, mais abertos do que jamais virá.

— Certo, encontrei um diário de Regulus uns dias atrás. — Remus pode ver Sirius engolir em seco. Como se o nome do irmão fosse difícil de ser falado. — Em um dos cômodos da casa, dentro dele tem algumas informações. — Engolirá em seco novamente, Lupin pode observar a dificuldade do amigo de falar, o nervosismo tomando de conta do seu corpo.

Sob O Mesmo Teto || WolfstarHistórias para pegar e não largar. Descubra agora