7. Acampando sob o Luar

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Lupin encarara aquele teto desconhecido, seus olhos ainda se retesavam a se abrir. Mas ele podia ouvir uma voz distante, o comandando a acordar — pode se permitir a quase amaldiçoar esta pessoa — era como se suas costas pesassem quilos e mais quilos.

Não podia nem imaginar o que estava acontecendo consigo mesmo, tentara de mil formas abrir os olhos, era como se não comandasse o seu próprio corpo —tudo estava deixando cada vez mais irritado. Era difícil se sentir assim no dia a dia, mas agora inevitavelmente, queria poder bater em alguém.

Sentiu alguém tocar em sua mão, e mesmo em uma multidão de homens e mulheres. Reconheceria esse toque em todas as vidas. Remus pode se permitir a aproveitar o carinho breve em que recebeu nos longos cabelos. Sirius sempre tocava ali, de forma fugaz, como se tivesse medo de ficar tempo demais.

Depois da grande brincadeira de Black, nada foi mais o mesmo. Um enorme muro foi construído entre eles, e não havia um dia sequer que Sirius não se desculpava. Todos os dias, de diversas maneiras ele estava lá, pronto para se desculpar. Mas uma culpa tinha fundido seu peito e se abrigava ali, eles não eram mais os mesmos e não se tinham mais.

Seu amigo era outro e ele mesmo era outro, nunca conseguiu culpar Black por isso. Ele se sentia um monstro em relação a tudo, então não culparia alguém de enxergar ele dessa forma.

Mas agora, ali. Tudo era confuso e distante, eles estavam quebrando essa enorme muralha e se tornando alguém um para o outro novamente. Se tornando o abrigo um do outro, alguém com quem eles confiavam. Isso dava medo, deixava Remus apavorado.

De alguma forma, todo o sentimento que estava nutrindo pelo amigo, diminuíra com o que tinha acontecido — ele imaginava e queria muito isso — mas tudo estava voltando à tona, mais forte do que poderia evitar.

Ao abrir os olhos, pode ver aquela cabeleira de perto. Seu coração acelerou como nunca e ele se sentia tão em casa, ficou por alguns segundos — acreditava que tinha durado anos — encarando seus enormes olhos. Um cinza escuro tomava de conta, olheiras grandes permanecia ali, mas nunca tinha visto o amigo tão bonito.

Black era de longe o bruxo mais bonito de todos os tempos e Remus o odiava tanto por isso. Odiava aqueles braços e grandes mãos, que traziam lembranças distantes. Sentiu todo o seu corpo acelerar, e de alguma forma todo cansaço e sono que morava dentro de si sumiram. Sirius era seu remédio.

— Ainda se sente indisposto a levantar? — Moody invadirá a mente de Lupin no mesmo minuto.

Quando Remus pode admirar o local que estava, viu particularmente muitas pessoas da Ordem o encarando. Dumbledore estava distante, em alguma conversa profunda com Severus Snape. Percebeu de repente o local que estava, encarando rapidamente aquela cama, aquele cheiro. Mesmo sendo impossível, podia sentir o seu coração mais acelerado, sentia que tremia só de lembrar do que havia feito na última noite.

— Moony? — Padfoot suplicou, seus olhos abrigando algo a mais do que preocupação. — Estamos ficando preocupados, pelo amor de Merlin... — Percorreu as mãos pela sua longa cabeleira.

— Sirius, meu bem! cale-se. — Suspirou na tentativa de levantar. Mas como imaginava, seu corpo não correspondia ao seus próprios comandos.

— Oh. — Lupin pode notar o pulso de Black acelerado em seu pescoço, um sorriso se abria em seu rosto e pode ver o quão nervoso ele estava. Encarou por tempo demais os grandes lábios de Sirius, quase suplicando para que ele o beijasse ali mesmo.

Pode sentir a mão do mesmo divagando pelo interior de suas costas, sentia que mal respirava. Pelas barbas de Merlin, não poderia ter um ataque gay na frente de todos da Ordem. Xingava em pensamento cada parte de Black, toda a sua vida e provavelmente como o mataria agora mesmo.

Sob O Mesmo Teto || WolfstarHistórias para pegar e não largar. Descubra agora