12. Eu quero você.

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Capítulo não revisado, perdão desde já por algum erro.
Fiquei ansiosa para publicar <3

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Estar bebado para Sirius era como um escape. Estar em momentos de assombro, a única luz no fim do túnel era uma enfermeira garrafa de hidromel. Não compreendia direito o seu cérebro, nem seus sentidos.

Mas o que firmava firme em sua mente, ocasionando em fortes dores de cabeça — seria pensar na possibilidade de um Moony machucado — ou na possibilidade de perder seu melhor amigo, numa missão tão importante.

Ou dele mesmo morrer.

Mergulhou novamente no Whisky de fogo, sentindo seus sentidos aguçados, sua pele formigar e sua visão escurecer. E em seu corpo todo pedir por Remus Lupin, sua mente gritava pelo mesmo, e de alguma forma se sentia incontrolável.

Após a saída rápida de Dumbledore. Sirius divagou a sua mente, conseguiu escutar ela mais alto do que sua própria voz fazendo com que tudo se descontrolasse. O medo impulsionou suas atitudes, e tudo que conseguiu fazer foi expulsar Remus.

Implorando para que ele se afastasse do seu corpo. Lupin até insistirá em levá-lo para cima, mas Black berrava.

Confuso a bebida o deixava. Mas sabia muito bem o que poderia ser feito se não tivesse expulsado Remus. Poderia muito bem atacar o mesmo e nunca mais soltar — não que fosse uma atitude ruim.

Se levantou apressado percorrendo as mãos pelo cabelo, tentou acordar o seu cérebro para ficar o mais sóbrio possível — o que foi impossível — sua visão não o ajudava tanto assim, fazendo ele cambalear pelos cômodos da casa.

Quando encontrará as escadas, sua mente berrando por Remus fez com que ele conseguisse recuperar um pouco que fora da embriaguez. Alcançando os degraus rapidamente.

Não sabia o que falaria quando pisasse na frente de seu quarto. Tinha apenas a certeza que queria divagar por seis cabelos, tocar suas mãos lisas e beijar todo o seu corpo marcado pelas cicatrizes que tanto amava.

Deu de cara com a enorme porta, mesmo que fosse impossível — Sirius pode sentir o cheiro de seu amigo dali — respirando profundamente enquanto aguardava a coragem vir a tona para bater naquela porta intimidante.

Droga, Black era da Griffyndor, aquilo exigia sua coragem. Mas ali parecia que todo sangue do corpo tinha sido esvaído dele mesmo. Expulsara Remus da sala, proibiu ele de tocar no seu corpo, o que falaria para quando olhasse nos seus olhos?

— Por favor me coma. — Sirius bateu na porta, torcendo para si mesmo que o universo ouvissem seus pedidos.

Dera de cara com o rosto inchado de Lupin. Os olhos verdes enormes com a pupila dilatada, cabelos desgrenhados, com os fios loiros espetados para cima — estava beijável demais — como iria resistir aquilo?

— Sirius. — A voz fora firme, como um pedido para que saísse dali. — O que está fazendo aqui? Pensei que não quisesse minha presença atrelada a seu corpo. — Black observou o corpo de Lupin se mover. As costas apoiadas na porta, enquanto as mãos trêmulas se agarravam em si para não tocar em nada.

Não sabia o que dizer, então apenas entrou. Deixando um Remus na porta paralisado, observando o que quer aquilo significasse.

— Porra você é bipolar? Deixa de ser louco. — Batera a porta com força. Black estava escorado na parede perto da cama, encarando o humilde quarto do amigo. Era um espaço solitário, Sirius gostaria de poder preencher com sua própria presença. — Responda Sirius Black, responda antes que eu te enforque. — Os olhos fumegantes de ódio, enquanto observava também todos os traços de Black.

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⏰ Última atualização: Jul 21 ⏰

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