Eu não consigo respirar.
Como da primeira vez,
Ainda hoje isso é agonizante.
Essa dor que eu costumo ignorar
As vezes começa a me ferir.
E eu só não consigo respirar.
Bem como da primeira vez,
Quando o meu tudo não foi o bastante,
E me questionei,
Se tudo o que eu tinha era tão pouco e desinteressante,
Tao pouco para alguém que parecia imensidão.
Mas sabe?
Na verdade você era apenas uma face morta.
Perdida na própria escuridão.
Escuridão que até hoje parece me engolir as vezes.
E nesses momentos,
Como da primeira vez, eu não consigo puxar o ar.
Minha mente fica ausente
E a visão escurece bem rapidamente
"alguém me ajuda?"
É o que eu penso em vão.
E eu que era formada de pequenos fractais já quebrados.
Ainda assim,
Te mostrei cada parte.
E cada parte você estilhaçou em mais mil pedaços.
Pedaços de mim que eu nunca mais consegui reconstruir completamente.
- um texto tirado do fundo do baú sobre o inferno que foi o começo das minhas crises
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PoetryPoesias sobre tudo, sobre nada, sobre ciclos, amores perdidos e paixões encontradas.
