capítulo 55

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Gabi:

- estava por ai mãe me distraindo - respondo a minha mãe que me olha por cima do óculos, assim como meu pai

- boa noite família - manu chega na mesa e se senta

- Boa noite - respode meu pai, manu me olha chocada e retribuo o olhar

- como está a escola? - minha mãe pergunta

- está bem - manu responde

- e você gabi? Como está a escola?

- está bem mãe - respondo ela, uma empregada chega e nos serve o jantar

- chegou algum aluno novo na escola? - mãe pergunta

- um Monte

- fez amizade com algum? - me engasgo com o suco quando ela pergunta

- Bom.. Só com alguns - respondo - vocês estão bem? - pergunto mudando de assunto

- sim - responde meu pai seco sem ao menos olhar para minha mãe, é claro que eles não estão bem

- você e Patrícia não estão conversando por quê? - mãe pergunta

- foi ela quem te falou isso?

- Bom ela ligou para mim, me informando do ocorrido - explica

- ela não é uma boa amiga mãe

- por que?

- não sei se entenderia - bebo um gole de suco

- não sei o que é mas tatre de fazer as pazes com ela - diz ela enrolando o macarrão no garfo

- Desculpe mãe mas isso não vai ser possível

- como não Gabriela? - pergunta meu pai entrando na conversa

- eu já falei que não, meu Deus, essa menina não é boa companhia para mim pai, vocês como pai deveria saber disso - eles me olha chocado pelo tom de voz que usei

- o que aconteceu com você Gabriela? - diz minha mãe com os olhos arregalados

- isso é sua culpa Natália - meu pai acusa minha mãe

- culpa minha? - sorri sem humor

- sim culpa sua o seu dever é educa as nossas filhas e nem isso você faz - diz irritado

- você também tem culpa, você não educa elas e vem colocando a culpa em mim - bate as mãos com força na mesa, assustando a mim e a manu

- não precisa brigar gente - tento acalmar eles - eu só não quero voltar a sem amiga da Patrícia - completo

- cala boca Gabriela é conversa de adulto - meu pai me interrompe

- agora é conversa de adulto né? - minha mãe sorri com os olhos cheios de fúria - mas quando eu chamei para conversa você fez foi me ignorar

- ignorei mesmo Natália - fala - você é uma chata isso que você é

- sou chata mesmo Anderson, e você mais ainda, quer saber perdi a fome - se levanta jogando o guarda napo na mesa, meu pai se levanta também

- o pior de você é que não conversa comigo sempre é sem paciência - fala meu pai

- você só tem paciência para sua secretária oferecida - minha mãe revela com os olhos cheios de lágrimas

- eu já falei que com você que eu não tenho nada com essa mulher Natália - diz meu pai - o que está acontecendo com você em? Está mais chata que o normal

- PARA DE DIZER QUE SOU CHATA PORRA - minha mãe grita deixando as lágrimas caírem

- mãe se acalma - manu tenta falar com ela mas ela se descontrola

- CALA BOCA MANUELA VAI PARA SEU QUARTO AGORA

- PARA DE GRITAR COM ELA ASSIM NATÁLIA - meu pai também começa a gritar - NINGUÉM É OBRIGADO A FICAR OUVINDO O SEUS GRITOS, EU JÁ ESTOU CANSADO DESSA PORRA

- SE ESTÁ CANSADO SE DEVORÇIA DE MIM - foi a vez da minha mãe falar, eu e manu nos olhamos com o medo visível no nossos rostos, meu pai para de falar com medo também, eu sei que ele ama a minha mãe e minha mãe a ele mas no meio das brigas eles saem do controle

- se é isso que você quer? - ao dizer sai de passos duro da sala, minha mãe se desaba chorando

- mãe não fica assim - encosto nela e lhe dou um abraço, me surpreendo ao ver que ela retribui

- talvez ele tenha razão - fala entre o choro - eu sou uma chata mesmo

- não é não mãe - tento a confortar - a senhora precisa descansar

- para de me chamar de senhora, não sou velha - ele se afasta e limpa os olhos - agora é vocês que precisam descansar amanhã tem aula - disto isso sai da sala deixando eu e Manuela

Rafael:

Faz uma semana

Apenas uma semana que eu e a Gabriela não estamos nos falando, pode parecer até infantil, mas ela tem que aprender a escutar

Ver ela andando para cima e para baixo com aquela bunda gostosa está me matando, ver aquelas pessoas olhando para ela me da uma coisa no peito

Mas não é ciúmes

Agora estou eu aqui em frente ao portão de ferro, vir pagar a metade da dívida que meu pai deixou

Depois que ele morreu descobrimos uma dívida grande que ele deixou, descobrirmos e
Que ele saia para beber gastava o dinheiro da família, também descobrimos que ele tinha uma mulher mas não sabemos quem é essa Pessoa

Ela nunca deu as caras

Mas eu sinto que ela está mais perto do que imaginamos

Ao entrar no lugar o cheiro de cigarro e suor adentra as minhas narinas, a vontade de vomitar se aposta de mim

- fala meu caro - o homem sentando atrás da mesa com o semblante de assustar diz para mim

- eu vir da a metade do dinheiro - estendo o envelope - eu juro que vou da a outra metade, só me da mais um tempo

- já está paga meu caro, pode sair - diz sem da importância

Quem é essa mulher? Palpites?

Deixem a estrelinha

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