capítulo 7

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—Você denovo? — Perguntei.

—Você é quem esbarrou em mim dessa vez.

—Tem razão, me desculpe professor.

—Você está bem? - Ele parecia chocado com minha resposta.

—Sim - falei isso saindo dali, eu precisava ver Frã.

Quando cheguei na biblioteca , ela estava trancada, também estava quase na hora da faculdade fechar. Então liguei para Frã, mas para minha surpresa o celular tocava dentro da biblioteca, tentei chamar por ela, mas ninguém respondia. 
Tentei procurar por ela nó banheiro, talvez ela tivesse apenas esquecido o celular na biblioteca. Nada de Frã em toda Faculdade, e eu já não sabia o que fazer, então procurei por  qualquer funcionário da escola, pra abrir a biblioteca pra mim, algo me dizia que Frã estava lá dentro.
Procurei por quase todo lugar e nenhum sinal de alguém que pudesse me ajudar, até eu ver Arthur entrando nó carro.

—Professor Arthur - Gritei enquanto corria pra mais perto dele, já era quase noite.

—O que foi ? Você está bem? — Ele perguntou me analizando, assim que cheguei mais perto.

—Não, eu preciso da sua ajuda, por favor.

— O que aconteceu?

— Nada grave, eu espero, mas ainda não sei e não dá para explicar. Será que você poderia me ajudar a entrar na biblioteca.

— Não está fechada?

— Está, mas por favor professor - implorei fazendo minha melhor cara de cachorro sem dono, ele pareceu pensar por um tempo mas depois concordou em me ajudar.

—Tá certo, acho que a fachineira ainda está por aqui, vem comigo.

Quando finalmente encontramos a fachineira, ela estava quase saindo da faculdade, já não estava de uniforme, estava vestindo uma calça legging e um bolusão, ela não parecia muito mais velha, talvez idade do Arthur.

—Senhorita Cíntia, como vai - perguntou Arthur assim que chegamos perto dela.

—Bem e o senhor?

—Não exatamente, eu preciso de uma ajudinha sua.

—Qual — a senhora perguntou sem tirar os olhos do Arthur, ela parecia muito na dele.

— Teria como a senhorita me deixar com às chaves da biblioteca?

—Hm sei não, isso é complicado, se acontecer algo? E além do mais sou eu quem abre sempre , eu preciso abrir bem cedo.

—Eu sei, e pode deixar que nada acontecera , eu só preciso de alguns livros para às aulas amanhã, eu prometo que chego cedo só para entregar às Chaves - ele falou isso tentando um sorriso para ipnotizar a pobre senhora. E ainda bem que ele conseguiu.

—Ta certo — disse a senhora abrindo sua bolsa para tirar às chaves - por favor , cuide bem delas.

—Certo, obrigado. A senhorita não vai se arrepender. 

Dito isso nos seguimos até a biboioteca. Quando finalmente entramos, não tinha sinal de Frã lá, então decidi ligar pra o celular dela e segui o som, encontramos Frã caída ao lado de uma das estantes, recém acordada de um desmaio talvez, ela ainda estava tonta e fraca.

—O que aconteceu com você Frã? - Perguntou Arthur ele parecia mais assustando que eu, e também tive a impressão de eles serem muito íntimos, até parecia que se conheciam a bastante tempo.

— Eu não sei, não lembro, aliás eu estava aqui na biblioteca e depois tudo ficou escuro — Respondeu tentando se acomodar melhor no chão, uma tentativa falha por sinal, mas Arthur a ajudou.

O diario de duas irmãsOnde histórias criam vida. Descubra agora