╰┈➤ 𝐄m andamento {JNK+KTH}
Controle era a palavra favorita de Jennie.
Criada entre fama, dinheiro e a habilidade de moldar tudo ao seu favor, ela sempre esteve no topo. A mais popular, admirada, desejada - intocável. Namorada do capitão do time...
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Pego o pulso de Karina deixando-a surpresa. Levo a morena para o mesmo lugar em que eu estava com Yoongi.
— Muito bem... Vamos lá. - olho dentro dos olhos de Karina que estão como o de meu ex, perdidos, medrosos mas um pouco arrependidos.
— Me desculpa, amiga! Ele me agarrou! Você sabe que eu nunca faria isso com você, né? - gargalho ao ver a peça da garota. Como é falsa, mentirosa e traíra.
— Eu duvido que esteja falando a verdade . Você é tão inocente. — digo imitando seu rosto de coitadinha. — Se humilha todos os dias para ter a minha fama, finge ser minha amiga, e sabe quem sai ganhando com tudo isso?
Fico em silêncio por alguns segundos vendo o rosto dela passar para confusão.
— Exato, eu! — levanto o rosto de Karina pelo queixo. — ou você some da minha vida para sempre, ou eu faço a sua um inferno! — o rosto de Karina de enche de ódio e ela sai assim como Yoongi.
Entro novamente na casa e vejo Yuna consolando Karina que está sentada com as mãos no cabelo. Passo por elas e sinto uma mão segurar meu pulso.
— Amiga- não deixo Yuna terminar e eu solto meu pulso da sua mão.
— Continua consolando sua amiga. — saio da casa como se os rostos confusos e curiosos das pessoas a volta não me afetasse.
Por sorte, as ruas estavam vazias. Dirigi em alta velocidade me lixando para as multas que poderiam vir. Estacionei o carro na garagem, deitei minha cabeça no banco, suspirei e pensei: Inferno.
Agora vou ter que dar um jeito dessa fofoca não se espalhar e fingir que eu terminei com ele e que não houve traição. Espero que nada saia dos meus planos, espero mesmo.
Entro na banheira quente e meus músculos relaxam automaticamente. Pego meu celular e começo a apagar todas as fotos que postei no feed com Yoongi, que são muitas, já que as postagens com ele sempre me davam mais curtidas. Jogo o iPhone em cima da privada, afundo na água e fico por alguns segundos lá em baixo, apreciando o silêncio. Ao subir novamente eu levo um susto quando vejo Hanni no meu banheiro.
— O que você está fazendo aqui? — pergunto depois do susto.
— Eu estava te chamando e batendo na porta mas você não estava escutando, então entrei. — ela diz mexendo em alguns produtos que estavam em cima da pia de mármore.
— Achei que tinha trancado. — falo para mim mesma. Devo ter esquecido por causa do estresse.
— Só vim te falar que vamos viajar para o Japão no próximo fim de semana. — ela diz simples.
— Primeiro: porque não esperou eu terminar de tomar banho? Segundo: porque mamãe não veio me falar e mandou você?
— Porque eu quero dormir logo, amanhã tenho prova. E ela vai passar a semana inteira trabalhando, e vai dormir 4 horas por dia novamente. Resumo ela não vai poder esperar você ter a boa vontade de ir falar com ela. — reviro os olhos com a resposta.
Balanço minha mão molhada indicando que Hanni saia.
— Tchau. — ela acena de forma debochada, sai do banheiro e fecha a porta.
Passei meia hora na banheira, apenas balançando a água enquanto a espuma se dissolvia aos poucos. São 1:10, e eu estou sentada, nua em cima da minha cama tentando pensar em alguma coisa. Mas a minha cabeça não permite, pelo cansaço. Tento reorganizar as informações que recebi hoje mas não consigo, minha mente é o puro caos. As vezes eu só quero sumir, ir para Barcelona, com o dinheiro da minha herança, comprar um apartamento de frente para a praia e viver loucamente, sem status, sem pessoas me seguindo e querendo satisfação da minha vida todos os dias.
Visto meu pijama e deito na cama sem olhar o celular, como faço todos os dias. Olho para o teto e com um tempo meus olhos começam a se fechar lentamente.
[...]
Acordo com batidas na porta. Após perceber a insistência levanto e abro a porta lentamente. Vejo o rosto da minha mãe deslumbrante em plenas... Observo o relógio da minha cômoda. 5:45 da manhã?!
— Omma, o que faz aqui? — pergunto esfregando meus olhos.
— Vim te dar um beijo... Faz tanto tempo que não nos falamos, meu bem. — ela se senta na minha cama batendo nela com sua mão para que eu também sentasse.
— Realmente. Esse último ano você tem ficado muito atarefada com o trabalho, e o papai, nem se fala. — ela assente com uma expressão culpada. — mas tudo bem, vocês só querem dar seu melhor para nós. — digo tentando tirar um pouco do peso de suas costas.
Mas não tava tão bem assim. Eu sentia eles distantes e cada vez mais interessados em negócios, dinheiro e menos em nós, na nossa família. Mas eu não iria dizer isso.
— Em breve nossa rotina será diferente, prometo! — ela diz abrindo um sorriso que logo se fecha.
No fundo eu sabia que não seria diferente.
E como se ela percebesse algo, questiona.
— Aconteceu alguma coisa, filha? — a habilidade de observação da minha mãe era incrível, o que as vezes me incomodava um pouco.
Ela percebeu que havia algo errado, e eu não conseguiria contestar.
— Nada de mais, problemas de adolescente, mãe. — tento desviar o assunto.
— Não precisa dizer nada, mas dê um abraço na sua mãe. — ela estica os braços e eu quase me jogo no abraço. Eu precisava dela, mais do que qualquer pessoa no mundo.
Lágrimas de repente deslizam sobre meu rosto e ela não solta do abraço. Quando menos espero começo a soluçar enquanto choro como um bebê, e minha mãe apenas acaricia meu cabelo deixando que tudo que estava preso se dissolva. Quando me acalmei o sono me incomodou e eu acabei adormecendo nos braços mais quentes e confortáveis do mundo.