𝓬hapter 30

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Tocou três vezes antes de ele atender, com a voz baixa.

- Fala, Ruby.

- Jungkook... - suspiro e penso em cada palavra antes de continuar. - Tem alguma coisa errada.

- Com o plano?

- Mais ou menos. Na verdade, acho que é um pouco comigo e... o Taehyung também. Ele tá estranho.

Como se alguém me chamasse de volta à realidade, lembrei que precisava ir embora. Então comecei a caminhar para fora da escola.

- Por que eu tenho a impressão de que isso seja culpa sua? - reviro os olhos e demoro a responder.

- Eu só estou tentando manter as coisas em ordem. Agora que tudo voltou ao normal, eu não posso me distrair. - entro no carro e afasto o celular para cumprimentar Matias.

- Que normal é esse, meu Deus? - ele ri do outro lado da linha enquanto devolvo o celular ao ouvido. - Jennie, meu bem, você só tem 17 anos. Dá uma relaxada. Vai viver.

- O que você quer dizer com isso?

- Para de bancar a controlada e pega esse garoto logo. - ouço ele mastigar alguma coisa.

- Mas eu não... como assim? - as palavras começam a fugir da minha mente, e eu encosto a cabeça na janela.

- Ratinha, pelo que me parece, você já se apaixonou por ele e não tem mais como evitar. Mas você, do jeito que é, acha isso um absurdo, nega e tenta controlar. Só que, infelizmente, se tem uma coisa que a gente não controla, é o amor.

Penso por alguns segundos. Eu saberia se realmente estivesse apaixonada. E eu não estou. Eu acho.

- Kookie, você tá louco. - rio, sem graça alguma.

- Se você diz... Jen, agora preciso terminar de almoçar pra voltar ao trabalho. Qualquer coisa, me liga.

- Uhum. - desligo.

Matias estaciona o carro assim que guardo o celular na bolsa.

...

Bato duas vezes na porta do quarto de Hanni antes de ela abrir. Estava se arrumando para ir à escola.

- Nunca entendi essa sua preferência por estudar de tarde. - digo entrando no quarto em tons de rosa e branco.

- Odeio acordar cedo. - ela responde mais seca que o normal enquanto enfia cadernos na mochila.

Observo seu semblante por um instante. Alguém irritou ela. Ou magoou. Ela definitivamente não estava bem.

Sento na cama arrumada.

- Desembucha. - olho pra ela com tédio, e ela resmunga um "hm?". - O que aconteceu? Tirou nota ruim? - pergunto, esperando que ela diga sim.

Quase todas as vezes em que Hanni ficava emburrada era por causa das notas. Que eram sempre excelentes, mas menos de 9,5 já era o fim do mundo pra ela.

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