Amber Lopez uma garota com habilidade um tanto diferente, ela pode fazer com que personagens saiam de suas histórias e venham ao nosso mundo e no caso dela parar dentro da história. Com esse dom que ela acha que é uma maldição vidas poderam ser salv...
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Aquele seria o primeiro natal que iríamos curtir somente eu meu marido e meu bebê, por que no último eu estava no hospital me recuperando do parto de Anthony.
Eu estava olhando a neve rodopiar lá fora enquanto ajudava Edward a terminar de montar nossa árvore de natal.
- Está ficando linda - falo dando uns passos para trás afim de ter uma boa visão da árvore - Fizemos um bom trabalho amor.
- Sim - ele ri e se posiciona atrás de mim me abraçando - Só falta por os presentes no lugar.
Eu ia responder só que nessa hora Anthony começou a chorar em seu berço.
- Ele acordou - solto uma risada baixa - Você termina de arrumar?
- Claro - ele diz calmo me dando um beijo no ombro - Se precisar de alguma ajuda com ele é só chamar.
Já estava a meio caminho do quarto quando meu pequeno bebê parou de chorar.
~ Esse menino ainda vai me deixar doida da cabeça ~ penso comigo mesma ao terminar de subir as escadas.
A porta do quarto dele sempre fica aberta para podermos escutar melhor caso ele acorde e como eu tenho uma audição além da considerada normal para seres humanos eu pude ouvir uma respiração estranha.
Apressei meus passos e fiquei horrorizada com o que vi. Um homem totalmente desconhecido estava olhando para meu filho de forma estranha enquanto aproximava uma faca do pequeno peito dele.
- Se afaste do meu filho agora - corri desesperada tentando evitar o pior.
O homem claramente não esperava me ver ali, ele pareceu assustado e deixou a faca cair no chão.
- Você deveria estar morta - ele disse assombrado me olhando com uma mistura de sentimentos que eu não pude identificar.
Eu não respondi até ter meu bebê seguro em meus braços e longe daquele homem louco.
- O que está falando seu maluco? - graças aos deuses que meu Anthony dormia calmo, não sei se conseguiria acalma-lo caso ele estivesse chorando agora - Quem é você?
Pela minha visão periférica pude ver meu marido se aproximando preocupado.
- Quem é esse homem? - ele me pôs atrás dele para me proteger.
O homem deu um passo para trás quando ouviu Edward.
- Eu não sei. Ele estava tentando matar nosso filho - respirei um pouco mais aliviada por ter Edward ali.
Anthony resmungou no meu colo por eu tê-lo apertado um pouco demais. Eu só queria ter certeza de que ele continuava vivo e bem.
- Eu.. - aquele homem nos olhava com os olhos tristes e cheios de lágrimas como se estivesse vendo fantasmas - Pensei que nunca mais veria vocês.
Quando ele começou a chorar pude sentir que o perigo já tinha passado. Na minha frente só restava um homem totalmente quebrado e perdido.
- Quem é você? - Edward perguntou impaciente.
O homem não respondeu de imediato. Ele chorou mais um pouco e quando se acalmou secou suas lágrimas com a manga de sua blusa. Foi ai que vi algo.
Fiquei lado a lado com meu marido e lhe entreguei o bebê. Deu um passo em direção ao homem que me olhava como se não acreditasse que eu estava ali. Eu era de alguma forma um espectro de alguém amado por ele.
- O que está fazendo querida? - pude notar o nervosismo na voz de Edward.
- Está tudo bem amor - viro apenas o rosto para ele e sorrio breve - Leve o bebê para o nosso quarto.
Edward me conhecia bem o suficiente e sabia que eu não me arriscaria, então com um leve suspiro ele se virou e saiu do quarto do bebê com Anthony no colo.
Voltei a olhar para o homem e sorri tentando o confortar um pouco. Seu olhar vazio e sem esperanças me disse muito sobre ele e suas perdas. Ele é alguém cujo o sofrimento está além da considerada normal para somente um homem.
- Venha querido - abri os braços - Está tudo bem agora.
Ele fez um beiçinho choroso que eu já estava muito mais que acostumada a reconhecer.
- Você ainda faz a mesma cara quando quer chorar - sorri levemente acariciando os cabelos negros do rapaz - Meu pobre garotinho.. Venha querido e me conte tudo o que aconteceu.
Senti ele se encolher nos meus braços mesmo ele sendo visivelmente maior do que eu. Naquele momento ele era novamente só um bebê.
- Como a senhora me reconheceu? - ele perguntou com a voz falha fungando meu pescoço querendo gravar em sua memória um cheiro reconfortante e familiar.
- Oras querido - segurei seu rosto em minhas mãos e sequei os vestígios de lágrimas de suas bochechas - Uma mãe sabe reconhecer seu filho!
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Depois de um chá calmante e carícias nos cabelos Anthony estava bem melhor e deitado com a cabeça no meu colo.
- Você se parece com seu pai - falo passando o polegar pelo contorno do rosto dele o vendo fechar os olhos sorrindo levemente.
- A senhora diz isso desde o meu nascimento - ele abre os olhos verdes iguais ao de Edward - Mas para que fique tranquila minha personalidade em geral é como a sua mãe.
- Esse é o meu garoto - disse me curvando um pouco e beijando a testa dele rapidamente - Agora chega de enrolar mocinho.
- Realmente - escutei a voz de meu marido logo atrás de nós - Estou curioso para saber por que a versão adulta do meu filho primogênito está presente num "tempo" que claramente não lhe pertence.
Edward deu a volta e se sentou a nossa frente encarando nosso Anthony um tanto sério.
- Bom.. - Anthony se sentou um tanto ereto demais - Em resumo eu serei um adolescente muito problemático..
Respirei fundo sabendo que aquela conversa séria longa e cansativa.