22-Nas nuvens

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Alícia Narrando:

A todo momento eu olhava para minha aliança e a tocava, pra mim ainda é difícil acreditar que estou vivenciando tudo o que sempre desejei. Meu coração bate feliz dentro do peito e a todo momento me pego sorrindo feito boba. Henry é meu, e finalmente eu posso amá-lo como sempre desejei.

Durante o tempo que passamos no aniversário da tia Joalin, Henry e eu não nos desgrudamos um segundo sequer, estávamos com tanta saudade um do outro que cada toque, cada palavra, cada olhar era importante e não queríamos desperdiçar.

Hoje é segunda feira e eu ainda estou nas nuvens, a todo momento me lembrando das palavra que Henry usou para me pedir em namoro, e do beijo que ele me deu quando aceitei seu pedido, mal posso esperar para beijá-lo de novo, é tão bom que acho que estou viciada em seus lábios, mas não vou contar isso pra ele.

Meu despertador toca e por incrível que pareça eu não me irrito com o toque incessante e barulhento do alarme, estou com muito bom humor hoje, quase não dormi a noite ansiosa para ver Henry novamente. Sei que pareço melosa mas ficamos meses distantes nos tratando com indiferença e sufocando nossos sentimentos ao máximo, agora que estamos juntos quero aproveitar da melhor forma que puder.

Jogo as cobertas para o lado e me levanto da cama seguindo direto para o banheiro, prendo meu cabelo, lavo o rosto e escovo os dentes, em seguida ligo o chuveiro e tomo um banho quentinho para ficar mais disposta. Assim que saio do banho já vestida caminho até a minha mesinha de cabeceira e acendo a vela aromática que fica ali, tem um cheirinho tão bom que invade o quarto todo. Me sento em minha cama cruzo as pernas e fecho os olhos, quando não acordo atrasada gosto de tirar alguns minutinhos para meditar e agradecer por tudo e todos que tenho em minha vida. Minha mãe sempre me ensinou que devemos ser gratos pela vida e por tudo o que temos, me ensinou que não devo guardar rancor ou mágoas mas viver sendo feliz fazendo outras pessoas felizes.

Assim que termino meu momento de reflexão apago a vela e saio do quarto para tomar meu café da manhã. Desço as escadas descalça sentindo o carpete macio em meus pés. Conforme vou me aproximando da cozinha sinto cheiro de algo queimando e isso só pode significar uma coisa.

Meus irmãos estão botando fogo na casa.

Entro na cozinha praticamente correndo e encontro Gael e Nicholas sujos de farinha, ambos com uma forma de cupcakes nas mãos. Assim que notaram minha presença eles ficaram paralisados alternando os olhares, eles sabem que fizeram merda.

-O que vocês estão aprontando?- Exclamei caminhado até eles que estavam ao lado do forno.

-Não conta pra mamãe ela vai ficar uma fera com a gente!-Gael implorou desesperado.

-Se tiver que culpar alguém não culpe a mim!- Disse Nicholas enquanto colocava a forma sobre a bancada da pia.

-Porque vocês estão cozinhando cupcakes as 6:40 da manhã?- questionei cruzando os braços.

-O Gael quer impressionar uma garota da escola!- Nicholas dedurou o próprio irmão.- Ele mentiu pra ela dizendo que sabia fazer cupcakes, e ela pediu para ele fazer alguns pra ela mas como você pode ver não deu muito certo.

Olhei para o meu irmão mais novo e notei seu olhar triste, me aproximei dele e apoiei a mão em seu ombro.

-Gael você não pode mentir para as pessoas, se quer impressionar alguém tem que ser você mesmo.- falei e ele suspirou.

-Eu sei que é errado mentir, mas ela é tão incrível, ela anda de skate, joga basquete, e sabe fazer cookies melhor do que o papai.- Ele sussurou a última parte me fazendo rir.

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