P.O.V KARA ZOR-EL
O dia amanheceu, com um sol forte para contrastar com meu humor sombrio. Eu fiquei com as palavras do meu pai na cabeça e fiz o possível para não ficar pensando na noite péssima que tive.
Tomei um banho e procurei algo para vestir, eu ia voltar à casa da líder para devolver o uniforme.
E também para confrontar a Alfa sobre a noite passada.
Qual é a pior coisa que poderia acontecer?, pensei comigo mesma.
Se ela não gostar de mim, pode me rejeitar. Então, nós duas seguiremos em frente.
Mas a ideia de ser rejeitada por ela me fez estremecer.
Se ela me desse as costas, eu ficaria sem par pelo resto da minha vida – ao contrário dela, que tem o poder de escolher outra pessoa, mesmo sem conexão.
Uma alfa, ela podia rejeitar qualquer loba que Rao designasse como sua parceira.
E se ela me rejeitar?, eu me perguntei enquanto uma gota de suor gelado escorria pela minha têmpora.
"Ela não vai te rejeitar. Relaxa. Apenas fale com ela", Kiera tentou me tranquilizar.
"Kara! Você poderia vir aqui por um momento?", minha madrasta gritou lá de baixo.
"Estou indo", respondi. Escovei meu cabelo e coloquei uma presilha em minha franja. Estava começando a ficar muito longa.
Herdei os cabelos longos e sedosos da minha mãe, e ganhei os olhos azuis do meu pai. Eu era uma mistura completa dos dois.
"Kara! Desça agora mesmo! gritou mais uma vez. minha madrasta
"Argh! Qual é o problema dela logo cedo?", resmunguei. Peguei a sacola com o uniforme cuidadosamente dobrado dentro domeu celular e saí do quarto.
Oque você quer, Ca-", o resto das palavras ficaram presas na garganta quando meus olhos se conectaram com os olhos verdes gelados que me encaravam.
"A-Alfa Lena", eu disse, ofegante e surpresa. Ela estava parada no meio da nossa pequena sala, com seu gama e a Senhora Abby.
"Kara, tenha mais respeito", Cat sibilou ao meu lado, me despertando do meu transe.
"Ah, me desculpem. Bom dia, Alfa Lena, gama Winn, Senhora Abby", eu disse, curvando minha cabeça em sinal de respeito.
"Senhora Zor-el, estamos aqui para recuperar algo que você tirou do baile de gala ontem à noite. Não iremos acusá-la de roubo, mas faremos disso um aviso", disse gama Winn.
"Hum... algo que eu peguei? Não peguei nada." Fiquei chocada e confusa. Do que eles estavam falando?
"Hum, você levou o uniforme com você na noite passada, querida", a Senhora Abby esclareceu.
"Ah! É isso? Eu estava prestes a levá-lo de volta...", comecei a dizer, mas fui interrompida pela Alfa.
"Roubos não são tolerados neste bando, Senhorita Zor-el. Você tem sorte de estarmos apenas avisando desta vez. Da próxima, o chicote será sua punição e vamos trancá-la na masmorra por um mês!"
Sua voz era tão áspera que comecei a tremer.
"Tenho certeza de que deve ter sido um mal-entendido, Alfa. Eu sei que Kara não faria uma coisa dessas", disse a Senhora Abby.
"Isso mesmo", Cat concordou. "Eu garanto a você, Alfa, que minha Kara não é uma ladra. Algo ou alguém fez com que ela fosse embora correndo da festa. Ela chegou em casa chorando ontem à noite."
Cat entrou na minha frente, tentando me defender. "Certamente, em sua pressa de chegar em casa em segurança e longe de quem quer que a tenha machucado, ela se esqueceu de devolver o uniforme."
Eu não conseguia falar. Eu estava tremendo, pregada no chão, lutando contra as lágrimas que queriam desesperadamente cair.
Porque ela estava sendo tão mau comigo?
"Quem fez isso com você, Kara?", a Senhora Abby perguntou de repente.
Olhei para a alfa, que me deu um aviso silencioso. Fechei minha boca com força e olhei para os meus pés.
"Posso ter uma palavra com a Senhorita Zor-el? Sozinha?", A Alfa perguntou.
Eu me virei para Cat, que me encarou brevemente e então olhou para as três pessoas que estavam diante de nós.
"Hum. Claro", ela disse. Meu coração deu um salto, em pânico. "Por aqui. Vou servir chá para vocês."
Ela acompanhou o gama e a Senhora Abby até a cozinha, me deixando sozinha com a Alfa.
Ficamos ali em silêncio por alguns minutos antes que ela finalmente falasse.
"Vou dizer isso apenas uma vez, então ouça com atenção, Senhorita Zor-el. Eu sou a alfa deste bando, conhecida pela minha força e minha destreza em cuidar desta vila, assim como meu pai e meus ancestrais fizeram."
Ela olhou para mim. "Todos esperam muito de mim. Especialmente o tipo de parceira que apresento como minha luna...'
Ela parou de falar por um momento, enquanto me avaliava da cabeça aos pés.
"E tenho certeza que você não se qualifica. Espero, para o seu próprio bem, que ainda não tenha contado a ninguém. que eu vou negar."
Pronto, era isso.. Olhei para ela lá, parada, sua expressão estoica como sempre.
Era o que eu mais temia. Ela ia me rejeitar.
Eu seria solitária pelo resto da minha vida.
"Por que não sou boa o suficiente, Alfa?", ousei perguntar, minha voz trêmula, saindo quase como um sussurro.
"O quê?"
"Eu perguntei... por que não sou boa o suficiente para você? Por que você vai me condenar a ser uma loba solitária?", perguntei, agora olhando diretamente nos olhos dela.
Lágrimas rolavam pelo meu rosto.
"Porque você não passa de uma plebeia. Você seria um risco para mim se fosse minha parceira", ela disse.
Lena balançou a cabeça. "Eu mandei te investigarem. Você não tem nenhum talento nem habilidade que possam ser úteis para mim como líder, para governar e proteger minha matilha."
Baixei a cabeça de vergonha. Era isso e apenas isso o que ela pensava de mim..
Um risco. Uma pessoa sem valor algum. Alguém que não tinha nada a oferecer a ela como parceira.
"Eu... eu entendo..", eu disse, sem olhar para ela.
Tinha como minha vida ficar pior que isso?
***
A vontade de agredir esse rostinho lindo da Lena q eu tô por estar machucando meu neném
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Minha Alfa Me Odeia - Livro I - Supercorp
WerewolfNo dia do seu aniversário de 18 anos, Kara Zor-el sentiu o chamado de sua parceira, enquanto trabalhava servindo os convidados na festa da líder da matilha. Mas a parceira de Kara é ninguém menos que Lena, a Alfa do bando Lua de Sangue. Ao descobrir...
