relógio azul

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Azul, relógio azul.
Azul da cor dos olhos teus.
Dos laços meus.
Marca as horas voltas do teu chegar.
Azul do céu-mar  que estamos a contemplar em minhas poesias.
Azul como sonhar em estar com você.
Imaginar bromélias ou passarinhos, alguns sonetos e sorrisinhos cúmplices a beira da maré.
Nós duas em vestidos azuis. Ou jeans, sei lá, combinando com minha camisa branco luar. Ou com a tua, azul, como  os olhos teus, belos azuis mar.
Azuis respirar.
Te ver causa desregular involuntário em meu respirar e algumas arritmias cardíacas - logo em mim, que nunca tive problema com coração.
Ou talvez antes só me faltou coragem.
Queria eu te levar numa viagem.
Visitar Santorini ou qualquer outra das ilhas gregas para que teus templos, minha bela Aphordite, possamos visitar.
Ou serias você doce Amphitrite, a rainha do mar?
Minha rainha do mar, com olhos azuis e cabelos castanho mel.
Ser privada de te ver é como nunca poder entrar no céu, nos campos Elísios.
E se por beijar-te encontrasse minha perdição, se por isso fosse eu ao inferno.
Como Shakespeare eu iria, e assim como ele, zombaria.
Por ter estado junto ao céus, sem tê-lo pisado.
Pois és daquelas pelas quais os homens vão a guerra e dela querem voltar.
Marca-me mais que a luz solar e tens meu coração nas mãos, imploro-te para com ele não brincar.
Mas se quiseres não vou reclamar e no fundo sabes que vou te amar por muito mais horas, minutos ou segundos quaisquer que este azul relógio azul marcarão em qualquer lugar.
Pois és minha rainha do mar e eu sei que vou te lhe amar, por toda minha vida.
E de fato, meu amor, é constatado.
Você é um poema que eu escreveria.
Você é pura luta e poesia.
Um monumento grego.
Uma santa latina, de sorriso ladino. Indeciso, indecente.
Amar você tem isso de ser incandescente.
Tem um pouco de tudo que eu sempre quis.
E um cheiro de alegrias absurdas, absolutas.
Que é condizente com esse teu charme, meu docinho azul amora, que é dengo e caos.
Movimentos líricos de um carnaval da Portela.
Sempre ela.

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