Meredith era apenas uma menina de 20 anos que sonhava em fazer medicina, mas o curso era demasiado caro, então ela decidiu trabalhar para conseguir o dinheiro.
Derek era neurocirurgião, de momento numa pausa de medicina, na casa dos 40 que decidiu a...
POV. Meredith Não soube de nada de Derek nas semanas seguintes, até que Mark me avisou que ele tinha sofrido um acidente de carro e estava em casa a melhorar. Tinha saído apenas com uma perna partida. Apesar de todas as mensagens que lhe mandei, ele ignorou todas elas, e eu tinha decidido que iria até Seattle no fim de semana. -Tens a certeza que vais fazer isto?- Alex mais uma vez era o único que sabia do que se passava. Foi ele que ficou comigo quando eu chorei, ele era o meu melhor amigo ali dentro. -Eu tenho de ir Alex. Ele não me responde as mensagens, eu não sei se ele está bem, e eu não sei como ficamos...- acabei de arrumar a minha mala e fechei. -Bom, liga-me quando chegares e se precisares de algo é só dizeres, posso ir até Seattle em algumas horas... -Mer, o táxi está lá em baixo.- Izzie estava na porta com uma chávena de chá na mão. Despedi-me de Alex com um abraço e de Izzie com um beijo na bochecha. Cristina e George não estavam. Entrei no táxi e segui para o aeroporto. No avião tenha a pensar em possíveis cenas. Ele podia odiar-me e acabar comigo, ou podíamos conversar e chegar a um acordo. Quando dei por mim, já estava em Seattle e parada na porta do seu apartamento. Com a chave que tinha abri a porta e entrei, deixando todas as minhas malas à porta. -Der?- estava tudo muito silencioso. Passei pela cozinha e sala, mas ele não estava. Segui para o andar de cima, passei por todos os quartos, pela varanda, pelo terraço e até pelas casas de banho, mas nada. Lembrei-me então de passar pelo seu escritório. A porta estava aberta, como se ele já me esperasse. Ele tinha um copo de uísque na mesa, e olhava para o abismo.- Hey... Procurei por ti em todo o lado... Como estás?- tentei aproximar-me para o beijar, mas ele afastou-se. Aquilo doeu, mas eu engoli a dor e continue a falar.- Porque não me disseste sobre o acidente, eu podia ter vindo para te ajudar. -Queria estar sozinho... -Derek, eu sei que não falamos desde a nossa discussão mas... -Eu estive a pensar. Nós somos pessoas diferentes Meredith... Vimos de pessoas diferentes.- o meu peito apertou. -O que estás a falar? -Estou a falar sobre quem sou... Sobre de onde venho. Eu gosto ir a essas festas, gosto de requinte, gosto de conversar sobre política e neurologia... E parece que ao fazer isso, eu te aborreço. -Isso não é verdade... -É sim Meredith... Eu vejo nos teus olhos. Eu vi como estavas a brilhar por estar ali... Tu queres estar ali, e isso não acontece quando estás comigo. -Meu amor, só temos de tentar encontrar um equilíbrio...- ele levou o copo à boca. -Talvez tenhas razão... Talvez tenhas razão sobre o que disseste, somos demasiado diferentes... Quer dizer, basta olhar para nós. Eu tenho o dobro da tua idade Meredith...- não estava a entender onde ele queria chegar com tudo aquilo.- Eu quero assentar e tu queres viver. Talvez devêssemos parar de forçar esta relação.- aquilo foi como uma facada no meu coração. Eu nunca forcei nada com ele... Senti lágrimas formarem-se nos meus olhos e tive de engolir o choro para tentar falar. -O que estás a dizer?-ele mantinha os olhos no copo. -Tens a tua vida inteira pela frente... Não quero que te sintas presa nesta relação... Talvez devêssemos dar um tempo para nos focarmos em nós mesmos.- eu sabia o que ele estava a dizer, mas precisava de ouvir as palavras saírem da sua boca. -Queres acabar?- apesar do meu esforço, algumas lágrimas escaparam. -Não foi isso que quis dizer... Eu falei em darmos um tempo... -Queres acabar!- ele estava a tentar rotular algo que tinha apenas um significado. Ele suspirou e por fim olhou para mim. -Se é isso que lhe queres chamar...- olhei ao redor, na esperança que aquilo me ajudasse a não desabar ali. Abanei a cabeça em confirmação. Sai do escritório com alguma dificuldade, as lágrimas impediam-me de ver claramente, e assim que sai do apartamento, desabei encostada na parede. Senti a falta de ar tomar conta de mim.
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Nunca pensei sobre o amor, nunca pensei sobre um amor na minha vida, sempre me afastei dele. Não queria sofrer como a minha mae sofreu, como estou a sofrer agora. Sempre disse que seria mais feliz sozinha. Não era porque eu achava que realmente seria mais feliz sozinha, era porque se eu realmente amasse alguém e depois tudo se desmoronasse, eu poderia não aguentar. Tal como agora. É mais fácil ficar sozinha... Porque, e se aprendermos que precisamos de amor e depois não o temos? E se gostáramos e dependermos dele? E se nós moldarmos a nossa vida ao redor desse amor e depois tudo acabar? Será que conseguiremos superar esse tipo de dor? Perder alguém que amamos é como perder um órgão. É como morrer. A única diferença é... a morte acaba. Esta dor? Pode durar para sempre...
Olá olá! Não se passem comigo. 🥺 Prometo que vai melhorar. Um beijo, Bru