Conseguimos viver com a dor?

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POV. Meredith
Não soube de nada de Derek nas semanas seguintes, até que Mark me avisou que ele tinha sofrido um acidente de carro e estava em casa a melhorar. Tinha saído apenas com uma perna partida.
Apesar de todas as mensagens que lhe mandei, ele ignorou todas elas, e eu tinha decidido que iria até Seattle no fim de semana.
-Tens a certeza que vais fazer isto?- Alex mais uma vez era o único que sabia do que se passava. Foi ele que ficou comigo quando eu chorei, ele era o meu melhor amigo ali dentro.
-Eu tenho de ir Alex. Ele não me responde as mensagens, eu não sei se ele está bem, e eu não sei como ficamos...- acabei de arrumar a minha mala e fechei.
-Bom, liga-me quando chegares e se precisares de algo é só dizeres, posso ir até Seattle em algumas horas...
-Mer, o táxi está lá em baixo.- Izzie estava na porta com uma chávena de chá na mão. Despedi-me de Alex com um abraço e de Izzie com um beijo na bochecha. Cristina e George não estavam.
Entrei no táxi e segui para o aeroporto. No avião tenha a pensar em possíveis cenas. Ele podia odiar-me e acabar comigo, ou podíamos conversar e chegar a um acordo.
Quando dei por mim, já estava em Seattle e parada na porta do seu apartamento. Com a chave que tinha abri a porta e entrei, deixando todas as minhas malas à porta.
-Der?- estava tudo muito silencioso. Passei pela cozinha e sala, mas ele não estava. Segui para o andar de cima, passei por todos os quartos, pela varanda, pelo terraço e até pelas casas de banho, mas nada. Lembrei-me então de passar pelo seu escritório. A porta estava aberta, como se ele já me esperasse. Ele tinha um copo de uísque na mesa, e olhava para o abismo.- Hey... Procurei por ti em todo o lado... Como estás?- tentei aproximar-me para o beijar, mas ele afastou-se. Aquilo doeu, mas eu engoli a dor e continue a falar.- Porque não me disseste sobre o acidente, eu podia ter vindo para te ajudar.
-Queria estar sozinho...
-Derek, eu sei que não falamos desde a nossa discussão mas...
-Eu estive a pensar. Nós somos pessoas diferentes Meredith... Vimos de pessoas diferentes.- o meu peito apertou.
-O que estás a falar?
-Estou a falar sobre quem sou... Sobre de onde venho. Eu gosto ir a essas festas, gosto de requinte, gosto de conversar sobre política e neurologia... E parece que ao fazer isso, eu te aborreço.
-Isso não é verdade...
-É sim Meredith... Eu vejo nos teus olhos. Eu vi como estavas a brilhar por estar ali... Tu queres estar ali, e isso não acontece quando estás comigo.
-Meu amor, só temos de tentar encontrar um equilíbrio...- ele levou o copo à boca.
-Talvez tenhas razão... Talvez tenhas razão sobre o que disseste, somos demasiado diferentes... Quer dizer, basta olhar para nós. Eu tenho o dobro da tua idade Meredith...- não estava a entender onde ele queria chegar com tudo aquilo.- Eu quero assentar e tu queres viver. Talvez devêssemos parar de forçar esta relação.- aquilo foi como uma facada no meu coração. Eu nunca forcei nada com ele... Senti lágrimas formarem-se nos meus olhos e tive de engolir o choro para tentar falar.
-O que estás a dizer?-ele mantinha os olhos no copo.
-Tens a tua vida inteira pela frente... Não quero que te sintas presa nesta relação... Talvez devêssemos dar um tempo para nos focarmos em nós mesmos.- eu sabia o que ele estava a dizer, mas precisava de ouvir as palavras saírem da sua boca.
-Queres acabar?- apesar do meu esforço, algumas lágrimas escaparam.
-Não foi isso que quis dizer... Eu falei em darmos um tempo...
-Queres acabar!- ele estava a tentar rotular algo que tinha apenas um significado. Ele suspirou e por fim olhou para mim.
-Se é isso que lhe queres chamar...- olhei ao redor, na esperança que aquilo me ajudasse a não desabar ali. Abanei a cabeça em confirmação.
Sai do escritório com alguma dificuldade, as lágrimas impediam-me de ver claramente, e assim que sai do apartamento, desabei encostada na parede.
Senti a falta de ar tomar conta de mim.

Nunca pensei sobre o amor, nunca pensei sobre um amor na minha vida, sempre me afastei dele

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Nunca pensei sobre o amor, nunca pensei sobre um amor na minha vida, sempre me afastei dele. Não queria sofrer como a minha mae sofreu, como estou a sofrer agora. Sempre disse que seria mais feliz sozinha. Não era porque eu achava que realmente seria mais feliz sozinha, era porque se eu realmente amasse alguém e depois tudo se desmoronasse, eu poderia não aguentar. Tal como agora.
É mais fácil ficar sozinha... Porque, e se aprendermos que precisamos de amor e depois não o temos? E se gostáramos e dependermos dele? E se nós moldarmos a nossa vida ao redor desse amor e depois tudo acabar? Será que conseguiremos superar esse tipo de dor?
Perder alguém que amamos é como perder um órgão.
É como morrer.
A única diferença é... a morte acaba. Esta dor? Pode durar para sempre...

Olá olá!
Não se passem comigo. 🥺
Prometo que vai melhorar.
Um beijo,
Bru

O meu Sugar DaddyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora