Meredith era apenas uma menina de 20 anos que sonhava em fazer medicina, mas o curso era demasiado caro, então ela decidiu trabalhar para conseguir o dinheiro.
Derek era neurocirurgião, de momento numa pausa de medicina, na casa dos 40 que decidiu a...
POV. Meredith Quando Derek chegou, eu estava a dobrar alguma roupa na sala. Ele entrou e nem sequer olhou para mim. -Onde estás a Zola?-ele tirou o casaco e mandou as chaves para a mesa ao lado da porta. -Estás em casa da Amy. -Derek... -Não, Meredith. Não queres falar comigo agora...- ele pegou num copo e na garrafa de uísque. -Estou a dar-te uma chance para dizeres o que sentes... Temos de falar agora, ou as coisas não vão resultar.- ele levou o copo à boca e bebeu todo o líquido de uma vez. Voltou a enche-lo imediatamente. -Não posso... Eu vou dizer coisas que não quero e vou magoar-te.- -Oh por favor, diz de uma vez...- fui até à bacana da cozinha.- O que quer que seja, eu consigo lidar com isso, eu consigo aceitar as consequências.- ele riu e depois andou até mim, passando para a sala. -Tu nunca aceitaste as consequências uma vez na tua vida... Nunca tiveste de fazer isso. Desde o momento que tomaste a decisão de ir para o bloco com aquela menina, tu não sofreste 1 consequência!- fui atrás dele.- Ela morreu, a mãe dela perdeu uma filha, o hospital vai sofrer uma investigação... -Eu perdi a minha paciente e amiga... -E eu perdi o meu projeto!- naquele momento parei. Uma coisa era eu ser a afetada, outra coisa era ele.- Porque tu fazes as coisas sem pensar... Sem pensar nas consequências que isso pode ter ou nas pessoas que podes magoar no processo. -Eu sei que fiz porcaria, mas eu só fiz o que fiz por achar que era o correto...- ele pegou na garrafa e subiu para o quarto.- O que queres que diga, que lamento? -Eu quero que realmente lamentes...- as coisas não iam ficar assim. -É claro que lamento Derek... Lamento não ter feito a cirurgia mais cedo! Quando ela ainda podia falar.- fui atrás dele para o quarto.- Mas tu não confiavas em mim... Tu não confias em mim.- ele olhou para mim indignado. -Porque é que devia confiar em ti? Tu mataste uma paciente, destruíste a tua carreira, arruinaste o meu projeto, puseste em causa o hospital, e tudo isto para que? Para provares que tinhas razão?- eu sabia que ele estava certo em algumas coisas, mas eu também estava.- Eu não tenho razões para confiar em ti! -Então porque ainda estás comigo? Pega nas tuas coisas e vai. Se não confias em mim, porque ainda estamos juntos? -Por causa daquilo!- ele apontou para o post it azul que tínhamos pendurado em cima da cama. Tínhamos escrito os nossos votos de casamento nele, tudo o que queríamos prometer que faríamos.- Porque eu realmente senti o que escrevi ali.- senti as lágrimas virem aos meus olhos quando me lembrei do nosso casamento.- Porque eu prometi que não iria fugir. Prometi que te iria amar... -Até quando me odiasses!- quase gritei aquilo. -Até quando te odiasse...- ele sentou-se na cama, de costas para mim.- Eu estou a tentar Mer... eu estou a tentar manter essa promessa, mas tu complicas as coisas quando és irresponsável como hoje!- ele passou as mãos pelo cabelo. Eu só queria ir até lá e abraçá-lo. -Eu entendo... E eu não quero que mantenhas a promessa se não o sentes. Se não me amas... -Não foi isso que disse... Sabes que te amo, mais que a mim mesmo.- ele respirou fundo.- Eu sei que fizeste o que achavas correto, só querias ajudar, eu sei disso... É o que mais amo em ti. -E o que mais odeias em mim também.- ele abanou a cabeça e deitou-se na cama, passando a mão na cara. Eu odiava quando discutíamos e ele também. -Não confias em mim no trabalho... -Não, não consigo Mer.- sentei-me na ponta da cama. -Isso é fácil de resolver. Não trabalhamos juntos.- ele virou a cara para me encarar.- Eu vou sair do teu serviço. Vou deixar a neuro, vai ser a minha consequência. -Se voltares a trabalhar novamente... Meredith tens noção que ela vai entrar com um processo contra ti? Tu podes ser presa... -Eu sei. Mas eu não ia pedir desculpa por algo que eu sabia que não estava errado.- ele fechou os olhos, para não dizer algo que se arrependesse depois. -Porra Meredith! Tens noção da dimensão disto? Tu podes ir presa... Presa!- e voltámos ao início.- Nós temos uma filha porra, não pensaste nela? O que vai acontecer quando fores condenada? -Ela ainda te vai ter a ti...- ficámos em silêncio durante algum tempo. Eu deitei-me ao seu lado e coloquei o meu braço ao lado do seu, apenas o nosso dedo mindinho podia tocar-se. Passado alguns segundos, Derek pega na minha mão e leva-a para mais perto de si.
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Não sabia o que ia acontecer de ali em diante, mas sabia que não iria melhorar.
Olá olá! Ai ai, não vou dizer nada para vocês não me matarem 😂 Um beijo, Bru