Capítulo doze

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Termino de fazer os contornos de um dos desenhos que terminei de fazer hoje cedo, comprei sete pinceis novos hoje de manhã, por incrível que pareça minha criatividade e vontade de desenhar estão bem fortes esses dias.

Pauso a musica no celular e vejo as horas, vendo ja ser 20:29, me levanto rapido indo pro banheiro tomar um banho rápido, volto pro meu quarto e coloco uma calça folgada e uma blusa de moletom, hoje é o dia da apresentação da banda da Jirou, e eu tinha marcado de me encontrar na casa da Mina com as meninas. Saio do meu quarto vendo as mensagens no grupo das meninas somente pela barra de notificação. 

Escuto conversas na cozinha e barulho de embalagem sendo abertas

— A senhora tem que tomar esse antes de dormir - Yumi fala pra minha mãe que resmunga e abre outra embalagem

Saio do corredor indo pra sala dando de cara com as duas na cozinha arrumando remedios 

— Pra que tudo isso? - pergunto fechando a cara e guardando meu celular no bolso lentamente 

— ah, Haru ja vai sair? - minha mãe pergunta voltando a arrumar os remédios

— é - sou seca, encaro a medicação sem nem disfarçar minha cara de desgosto e desconfiança

— ta olhando o que assim pirralha? Vai se arrumar vai - Yumi tenta brincar, me aproximo da cozinha passando os olhos em um remédio

— pra que tudo isso? - pergunto novamente, lendo silimarima em um dos remédios, mas Yumi entra na frente

— ela sempre tomou remédio, desde...- a voz de Yumi desce dois tons, de maneira que me faz me sentir mal, por ter perguntado, mas sei que isso é só um jogo

— ansiolítico e antidepressivo - encaro Yumi que da de ombros 

— agora também tem que tomar pra anemia e pro braço

— você é muito curiosa - minha mãe tenta brincar, mas sua voz treme 

— e vocês mentirosas, da pra falar a verdade? - engulo a seco e cruzo os braços

— você ta muito chata - minha mãe reclama - quer ler a bula? ver pra que cada um serve? eu também to morrendo de dor nas costas, quer ver qual desses remédios é pra isso também? - me sinto atacada, mas fico quieta, quem saiu toda desconfiada pra começo de conversa sou eu

— foi mal - resmungo me afastando - também não precisa ser ignorante

— ué filha, sua irmã ta me ajudando e você fica toda desconfiada, sei que é complicado e tudo gera desconfiança por conta do seu pai, mas você sabe que eu falaria se tivesse algum problema real comigo - minha mãe larga as bulas e se aproxima

— me falaria mesmo se tivesse algo errado? - levanto uma sobrancelha desconfiada e recebo um tapa no braço 

 — deixa de ser chata e desconfiada - ela ri

Me sinto mais relaxada e concordo 

— tinha que estar velha mesmo pra ter que tomar tudo isso de remédio - me afasto correndo escapando de um chute 

 — tô indo pra casa da Mina - digo saindo da cozinha, com Yumi ainda rindo

— você vai com essa roupa? - minha mãe pergunta voltando pra bancada, mexendo no resto dos remedios

— sim, por quê? - me viro de costas pra ela me olhando no espelho do corredor

— muito vestida pra uma balada - minha irmã faz cara feia, certeza que a Mina vai te fazer trocar - diz e eu reviro os olhos

— to indo pra la com a intenção, ela ja pediu pra eu deixar ela me arrumar faz cota, só vou ficar com a calça mesmo - coloco as mãos nos bolsos arrumando a calça

On The Rock Beat - Bakugou KatsukiHistórias para pegar e não largar. Descubra agora