Fourteen

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''eu posso dormir aqui?''


LCS, Quarta-feira.

12h00

Louis queria morrer!

Não literalmente, ele ainda precisava fazer algumas coisas antes de partir dessa 'pra melhor.

Usando outras palavras, ele estava de mau humor, querendo chorar e dormir. Queria ficar na dele naquele momento e por isso estava se escondendo na sala de teatro, sentado no escuro entre duas fileiras de cadeiras.

A questão era, não era um de seus melhores dias.

Era o aniversário de seu pai.

Ele tentava não ser dramático no dia, sempre evitando quando sua mãe perguntava se estava tudo bem, preferindo ficar na sua zona de conforto habitual. Mas apesar de tudo, ele ainda preservava uma imagem a se manter para seus amigos, então ele não queria que o vissem com a cara inchada e as olheiras fundas.

Com respostas vagas, ele não entrava muito no grupo, seu celular sendo útil somente para tocar as musicas da Billie Eilish no último volume, limpando rapidamente as lágrimas que caiam.

Ele sabia que sua irmã tinha avisado o porquê dele não estar sentado entre os trigêmeos conversando sobre qualquer merda com os ômegas, o porquê dele estar longe agora. Charlotte não ficava muito triste, ela sentia sim a tristeza de saber que seu pai não estava por perto, mas sempre ia com sua mãe e irmãs colocar flores no túmulo. Mas para Louis era difícil, ele lembrava de Mark, sentia-se como uma pedra quando lembrava que ele não estava mais por perto.

Limpando novamente as lágrimas, ele leva um susto quando alguém se senta ao seu lado.

– Desculpa. – o alfa pede, seus joelhos dobrados, as mãos apoiadas ali enquanto seu olhar estava no ômega.

– Pelo que? – Ele pergunta abafado, abraçando seus joelhos, não querendo que o alfa visse seu rosto.

– Por estar aqui quando você não queria.

– Tudo bem...

– Olha, eu perdi um dos meus avôs há alguns anos, e posso não saber a dor de perder um pai, mas sei a dor de perder alguém que você ama muito. – Edward diz cauteloso, ele não era muito bom com palavras mas queria tentar. – Eu sei que dói, mas não quero que você se afogue nessa dor.

– Não irei, não se preocupe. – Ele responde baixo, sua voz amuada.

– Você vai, se ficar sozinho. Eu, Harry e Alex somos ótimos troncos para se apoiar se quiser saber. – O alfa comenta, arrancando uma risada baixa de Louis.

– Por que vocês se preocupam? – Pergunta genuinamente interessado, não ligando mais para sua cara inchada quando vira sua cabeça em direção ao alfa.

– Não gostamos de te ver triste. É como se o seu sorriso fosse a cura para qualquer doença, se você fica triste, o mundo fica em preto e branco. – O cacheado diz em tom baixo, mirando nos olhos azuis mais claros por conta do choro.

– Se você continuar a falar eu vou chorar mais ainda, e acredite, não sou tão bonito chorando. – Ele repreende, a voz já embargada.

– Você é lindo de todas as formas, Lou. – É o que ele diz antes de puxar Louis para seus braços, deixando o ômega chorar em seu pescoço.

Louis se sentiu seguro ali, ainda mais quando outros dois pares de braços o rodearam. Talvez o próprio destino estivesse tentando dizer que estar ali era certo. Ouvindo o sinal, o omega não quer sair dali, mas se lembra que Alexander disse sobre uma prova de história, não queria fazer o alfa perder nota por sua causa.

Something told me it was you - aboHistórias para pegar e não largar. Descubra agora