capítulo 6.

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Madelaine Petsch pov.

- Camila, eu não posso ir embora... nós nem vimos ela ainda e...

- Madelaine, você tem que ir trocar essa roupa e comer alguma coisa! ela não vai fugir do hospital não, adianta. - Camila cruzou os braços, tentando me convencer de sair do hospital.

- calem a boca, vocês duas. a enfermeira que está cuidando dela, está vindo. - Lili avisou.

- olá, boa noite. - a enfermeira falou, se aproximando da gente. - vocês que são as acompanhantes de Vanessa Morgan, estou certa?

- sim... eu posso ir ver ela? - me levantei, enxugando algumas lágrimas.

- desculpe, a senhorita é...?

- sou a mulher dela! - respondi, em um tom meio baixo, olhando para os lados.

- ah, claro! me acompanhe, por favor. - ela pediu, gentilmente.

olhei para Camila e Lili e as duas balançaram a cabeça positivamente para mim, sorri sem vontade e saí dali, indo até a sala que Vanessa estava.

quando entrei, a mesma estava deitada, com os olhos fechados e as mãos em cima da barriga.

- ela está dormindo. graças a Deus, o caso dela não foi tão grave, o batimento foi fraco, ela não se machucou muito, foram só alguns ferimentos, mas ela já está bem agora e livre de qualquer risco. - explicou a enfermeira.

- mas ela não está com nenhum problema mesmo, não é?! - perguntei, tentando controlar as minhas lágrimas. não queria chorar mais do que já chorei.

- não, sobre isso, você pode ficar tranquila. todos os exames possíveis foram feitos, ela não corre risco algum, pode ficar despreocupada. só peço para que fiquem de olho nela, ela também não pode fazer muito esforço, e precisa ficar descansando por alguns dias.

Vanessa é bem teimosa e responsável em relação ao trabalho, por isso sei, que não vai ser muito fácil de mantê-la em "repouso".

- e você tem alguma ideia de quanto tempo, ela precise ficar em descanso? - cruzei os braços.

- no mínimo, algumas semanas. não dá para saber o tempo exato, como eu disse, ela não sofreu nenhum tipo de problema, mas vai ser difícil ela conseguir fazer alguns movimentos até bobos, por agora, como: cozinhar, trabalhar, fazer muitos esforços, entre outras coisas. mas isso é normal, nada que seja urgente.

- certo, eu vou ficar de olho nela. muito obrigada, mesmo! - sorri sincera, pegando em suas mãos.

- que nada. agora eu vou deixar vocês a sós, com licença. - disse ela, por fim, saindo e me deixando sozinha com Vanessa. suspirei pesado e caminhei até uma poltrona que tinha ao lado da cama (nada confortável), que Vanessa estava.

- você me deu o maior susto. - murmurei comigo mesma, pegando em sua mão direita e olhando-a por inteira, sabendo que ela não poderia ouvir, nem me sentir. - como eu iria ficar sem você, sua idiota?!

quando senti a mesma se mexer, me assustei e soltei cuidadosamente, porém rapidamente a sua mão.

Vanessa abriu os seus olhos devagar e levantou o seu olhar para mim, ela me olhou de uma certa forma, "confusa"?

- quem... quem é você? - perguntou ela, se afastando rapidamente de mim, então, eu senti o meu coração acelerar e o meu corpo estremecer.

- eu sou... sou a Mads... v-você... mas como... a-a moça disse que...

- saia de perto de mim. - ela me olhou com um olhar assustado e eu não soube o que fazer.

- eu não vou te machucar... eu... - eu tentei dizer, mas nada saía de mim, o que me fazia ficar mais nervosa ainda.

- calma, Mads! eu sei que é você. - ela riu um pouco alto, pegando em minha mão e fazendo-me suspirar aliviada, mas ao mesmo tempo, olhá-la com um pouco de raiva nos olhos, ao perceber que eu não gostei da brincadeira, ela parou de rir e me olhou séria.

- não teve graça! - cruzei os braços.

- mas sério.. o que aconteceu? - ela mudou de assunto, virando o seu rosto completamente para mim.

- você sofreu um acidente. parece que bateu o carro, eu não sei direito, na hora estávamos conversando, mas aí você desligou e quando eu fui procurar saber, você já estava aqui. - expliquei.

- nossa, e eu estou bem? - perguntou ela.

- não sei, né Vanessa?! você que tem que saber! - olhei-a com uma cara meio óbvia. - eu que te pergunto. você está bem?

- bom... fisicamente, sim. - ela olhou para todo o seu corpo e olhou para mim novamente, assentindo.

- isso é bom, a enfermeira que estava cuidando de você, disse que você não correu risco nenhum.

- ela era bonita? - perguntou Vanessa, daquele jeito galanteador, fazendo-me revirar os olhos.

- você não deixa de ser ridícula nunca! - bufei. - voltando ao assunto, você não vai poder ficar sozinha, alguém tem que ficar de olho em você...

- ah, eu sei me cuidar. - deu de ombros.

- não, Morgan! alguém tem que ficar com você e tem que ser alguém de confiança.

- ah, é?! então, quem seria essa pessoa, espertona? - brincou.

- eu!

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e dá p parar de escrever, quando se recebe esse carinho todo? ainda mais quando você faz o que gosta, de fato!

eu me apeguei à isso, isso é o que me deixa tranquila. escrever, me faz me sentir bem.

aaaaaa, e nem precisam reclamar cmg, fiz esse "acidente" em uma boa intenção, ces vão ver

minha professora que manda - Madnessa. - parte dois.Onde histórias criam vida. Descubra agora