Juliette Freire é uma mulher linda e rica, promotora de justiça. Não se apega,
em suas relações amorosas. Isso muda quando conhece uma certa garota de olhos verdes.
Sarah é uma jovem moça em busca de melhorar
de vida.
ADAPTAÇÃO... já foi adaptação n...
Aquela noite Sarah dormiu feliz, acordou no dia seguinte animada. Pegou a lista de músicas que os garotos lhe deram e repassou o repertório para a noite. Thais que acordou pouco depois a viu repassando as músicas.
- Ih, esse repertório vai gastar de tanto que você olha pra ele.
- Estou repassando as músicas, algumas aqui eu não sei tocar, vou ver se pego a partitura.
- Se tivéssemos um computador seria fácil.
— É verdade, mas isso é um acessório ainda distante da nossa realidade. - Quem sabe se formos juntando né?
- É, quem sabe...
A loirinha levantou da cama e se vestiu, foi até a rua ligar para os pais e contar a novidade. Sua mãe a princípio ficou preocupada dela tocando a noite e ainda mais no Rio de Janeiro, mas quando disse que Thais sempre a acompanhava, ficou mais tranquila. Disse ao pai que não precisava mandar dinheiro por enquanto, que se precisasse falaria. Depois foi até uma lan house e pegou as partituras que precisava. Thais passou o dia estudando umas músicas para a próxima aula e Sarah repassando, sem tocar, as músicas. Apenas analisava as cifras e ajeitava tudo em sua pasta. À tarde Gil passou no apartamento delas e combinou um horário de busca-las.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Juliette acordou cedo e deu uma geral no apartamento, a faxineira havia faltado. Olhou no celular e viu que Bianca havia ligado várias vezes, não quis atender e resolveu desligá-lo. Queria sossego nesse final de semana. Quando terminou a faxina foi assistir TV, passava um filme antigo e isso lhe deu sono. Acabou sonhando com uma loirinha pianista e quando acordou tinha um sorriso nos lábios.
"Mas o que é isso!? Juliette deixa de ser ridícula, uma mulher velha sonhando com crianças!
Mesmo se distraindo, vez ou outra se lembrava daquela garota e daquele sorriso tímido no final da noite. Lembrou que no dia anterior Bianca fez de tudo para ir até seu apartamento, mas ela não quis, não estava afim e isso era raro acontecer. Juliette nunca negava um pedido daqueles, mas por algum motivo havia perdido à vontade. Não entendia porque ainda estava com Bianca, sabia que não gostava dela. Já estava na hora de trocar de parceira. Esse era o problema de Juliette, nunca se prendia a ninguém, era apenas enquanto durava a curiosidade e a paixão, em seguida trocava e tudo começava de novo. Ficou analisando sua vida, não sabia se estava no caminho certo, mas até então tudo estava funcionando bem. Juliette era promotora pública, havia estudado na Federal do Rio e prestado concurso pouco depois que se formou. Sempre foi uma excelente aluna e seu esforço valeria à pena. Saiu da periferia do Rio e mora hoje numa cobertura duplex na Barra e tinha orgulho de sua trajetória. Ajudava a família que morava no interior do Rio, sua mãe e sua tia. Insistia para que a mãe fosse morar com ela, mas nunca teve sucesso, então sempre ia visitá-la. Estava quase anoitecendo quando decidiu que não ficaria em casa. Saiu para dar uma volta e no meio do caminho ligou para seu primo João.