Capítulo 83

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Olhou no relógio, vestiu uma roupa e saiu do quarto levando somente sua bolsa. Pegou o primeiro táxi que passava.

- Congonhas, por favor.

Por volta de meia-noite a morena abria a porta de seu apartamento. Tirou os sapatos e pelo silêncio no andar de baixo, imaginou que Sarah estava lá em cima. Abriu a porta e ela dormia encolhidinha embaixo das cobertas. Tirou a sua roupa rapidamente, levantou o edredom e se enfiou debaixo dele. Abraçou o corpo de Sarah e a virou para poder ficar em cima dela. A loirinha deu um sorriso de satisfação e depois abriu os olhos.

- Amor?! Você voltou? – passou as mãos no rosto de Juliette.

- Voltei pra dizer que amo você. – lhe deu um beijo carinhoso. – E quando estou longe, penso em você de segundo em segundo. – beijou de novo. – Confie em mim. – sussurrou.

- Eu confio, perdoe se por um momento desconfiei, é medo de perder você de novo. – Sarah parecia desabafar.

As duas não mencionaram o assunto, mas sabiam exatamente do que falavam. Beijaram-se novamente e se abraçaram pra dormir uma nos braços da outra. Na manhã seguinte Juliette acordou cedo, tinha comprado passagem para chegar em São Paulo antes das nove, pois sua audiência era as dez horas da manhã.

- Agora preciso ir amor. – tentava se desvencilhar dos braços de Sarah.

- Fica mais um pouco. – Sarah estava agarrada a cintura dela.

- Só mais um dia, amanhã estou de volta. – segurou a loirinha pela cintura. – Prometo chegar cedo.

- Ta bom, vou te acompanhar até a porta. Se cuida viu e não esquece de mim.

- Nunca!

Juliette bem estava gostando daquele ciúme da loirinha, isso a deixava mais carinhosa com ela. Despediu-se com beijos ardentes. Em São Paulo procurou focar no trabalho, sempre que saía do tribunal ia direto para o hotel e não saía para mais nada.

Sarah se entreteve com várias gravações no estúdio. Gostou muito de trabalhar com os alunos da faculdade e ao final do trabalho na sexta ela se reuniu com eles para um happy hour.

- Gente que meninada nova. To me sentindo uma anciã no meio deles. – Rebeca falou olhando para os meninos.

- Deixa de ser boba.

- Sério, devia ter trazido Sophia, ela ia gostar. Falando em gostar, você bem que adorou a volta de Juliette no meio da noite só pra te deixar tranquila.

- Acho que ela soube o motivo das minhas ligações.

- Não falou com ela?

- Não, fiquei com vergonha, mas ela entendeu.

- Você não vai voltar mais para o seu apartamento né?

- Bom... – Sarah pareceu pensar. – Ainda não falei com Juliette  sobre isso. E tem você lá no apartamento também.

- Não precisa se justificar, você é dona do seu nariz ué.

- Sei disso, a questão agora é quando minha mãe chegar. Acho muito difícil que ela aceite minha situação com Juliette.

- Azar o dela, você não precisa mais da aceitação deles.

- Que é isso Rebeca, são minha família! – Sarah a repreendeu.

- Tudo bem. – levantou os braços. – Mas não vá se privar da felicidade para agradá-los. Ninguém merece isso. Eu que preciso mesmo arranjar um lugar pra ficar. Andei olhando uns apartamentos aí, mas ainda precisamos conversar sobre isso.

WAVE - SARIETTE |CONCLUÍDAOnde histórias criam vida. Descubra agora