A loira pareceu entregar um papel para a promotora, mas esta o pegou e amassou, continuou andando e quando passou por uma lixeira num carrinho de picolé jogou o papel no lixo. Quando chegou até as duas, Sarah estava séria ainda.
- A água está ótima!
- Estou com inveja, pare de falar. – Fátima brincou.
- Mãe, a senhora tem que deixar um maiô aqui ou biquíni mesmo, está em forma ainda.
- Da próxima vez eu trago. Quando vai pra Mauá?
- No próximo final de semana eu acho. Só que vou no sábado cedo. – Juliette olhou para Sarah, mas ela olhava para o mar. – Bom acho que já sequei um pouco, podemos subir.
Levantaram-se e foram andando pelo calçadão, Sarah se mantinha séria e Juliette sabia o motivo.
- Por que será que essa bonitinha está tão séria? – disse se aproximando por trás.
- Não é nada.
- É sim, mas tudo bem eu sei como faço pra ver aquele sorriso que eu adoro. – Juliette começou a fazer cócegas em Sarah que não se aguentou e riu. – Viu como tenho meus truques? – Disse abraçando a loirinha. – Apesar de achar que fica linda brava, eu prefiro seu sorriso lindo com covinhas. Bonitinha! Lindinha! Gatinha. – à medida que ia falando ia beijando o pescoço de Sarah. – Gostosa! – falou ao ouvido dela.
Sarah ficou meio sem graça porque Juliette estava agarrando na rua, na frente de outras pessoas, mas a morena parecia nem ligar. Acabou cedendo aos encantos dela. Passaram pela tal loira que falou com Juliette justamente quando a morena abraçava Sarah, aí sim ela gostou.
- Crianças, modos na rua. – Fátima advertiu.
- Ta bom, parei.
Chegaram ao apartamento e Juliette foi tomar um banho pra tirar a água salgada do corpo. Sarah ficou na varanda conversando com Fátima.
- Dê um desconto a Juliette. Esse povo que fica na cola dela, é coisa antiga.
- Eu fico imaginando o quanto ela não aprontou por aí.
- João deve ter contado muita coisa, não?
- Na verdade não, ele só se preocupou com o fato de Juliette não se apegar a ninguém.
- Te incomoda essas investidas dessas moças?
- Ah, um pouco. Nem sei se tenho o direito de ficar incomodada. É ciúme isso, mas eu sinto, não vou negar.
- É porque gosta dela. Juliette sempre enxergou relacionamentos como algo descartável. Ela tem seus motivos, sei que não justifica, mas são coisas do
coração. Espero que você tenha paciência com ela e que consiga mudá-la.
- Acho que a diferença entre os outros relacionamentos e eu, é que falando sinceramente, não ligo para o que Juliette faz da vida, quanto ganha ou como gasta seu dinheiro. Eu gosto dela e não de sua carreira. De fato a admiro muito, mas se ela tivesse a mesma condição que eu, gostaria dela do mesmo jeito.
- Você gosta mesmo dela?
- Acho que mais do que pensava. No início, confesso que fiquei com receio, ainda mais pelos alertas que recebi. Depois me deixei levar, não pensei nas consequências, agora, passando o final de semana com ela aqui, vi que não tem mais volta. Gosto mais do que imaginei, não sei se já percebeu isso, mas é. Juliette estava descendo quando as viu conversar, então esperou acabarem de falar para aparecer, acabou ouvindo tudo.
- Ela gosta de você. Como mãe posso ver isso, mas vá com calma.
- Pode deixar, quero que ela fique comigo enquanto se sentir bem. E se depender de mim ela se sentirá bem sempre.
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WAVE - SARIETTE |CONCLUÍDA
FanfictionJuliette Freire é uma mulher linda e rica, promotora de justiça. Não se apega, em suas relações amorosas. Isso muda quando conhece uma certa garota de olhos verdes. Sarah é uma jovem moça em busca de melhorar de vida. ADAPTAÇÃO... já foi adaptação n...
