No dia seguinte Juliette acordou primeiro e quis providenciar um café da manhã. Saiu do chalé e foi até a recepção na pousada para perguntar se poderia levar alguma coisa para o chalé.
- A senhora pode escolher o que quer e nós levaremos até lá. – respondeu o recepcionista.
- Demora muito?
- Não senhora, alguns minutos apenas.
- Ok, vou lá escolher então.
Sarah acordou e não viu Juliette na cama, chamou por ela, mas ninguém respondeu. Vestiu um roupão e desceu para procurá-la. A porta se abriu e Juliette apareceu.
- Oi amor, onde foi?
- Você já acordou? Será que nunca consigo chegar com o café da manhã na cama pra você? – Juliette falou emburrada.
- Ah, eu levantei porque não a vi na cama e vim lhe procurar. Quer que eu volte? Ainda estou com preguiça, posso dormir de novo até chegar o café. – sorriu enlaçando o pescoço da morena com os braços.
- Aí não é mais surpresa. – Juliette fez um bico.
- Oh meu Deus! Que bico é esse? – beijou-a rapidamente. – Dá próxima vez eu fico quietinha deitada.
- Dormiu bem?
- Maravilhosamente bem, me sinto renovada.
Sarah acabou de falar e alguém bateu na porta.
- Deve ser o nosso café.
Uma moça veio trazer o carrinho com a bandeja e olhou para as duas de uma forma tão assustada que ficou difícil Juliette não perceber.
- Algum problema?
- Não... não... é que...
- Nunca viu duas mulheres juntas? - Juliette levantou uma sobrancelha.
Sarah olhava divertida para situação. A moça saiu rapidamente fechando a porta.
- A sua cara foi impagável. – Sarah riu.
- Esse povo olha pra gente como se fossemos duas aberrações.
- Vamos combinar que é difícil aceitar mesmo, as pessoas estão acostumadas ao convencional. Até acho que nunca tivemos problemas das vezes que viajamos.
- Eles são treinados para não tratar mal, seja lá quem for. Meu dinheiro, seu dinheiro e dos outros hóspedes são iguais. – Juliette falava bravo. – Se essa moça tivesse falado algo eu...
- Amor... – Sarah sorria.
- To falando sério, porque ela pode ir lá reclamar ou fofocar qualquer coisa e...
- Meu amor... – Sarah repetiu.
- Se nos tratarem mal eu processo eles.
- Juliette. – segurou o rosto dela com as mãos. – Calma meu bem! – beijou seus lábios. – Vamos tomar café? Estou com fome.
- Vamos. – falou ainda fazendo bico.
Sentaram-se e saborearam as variedades que tinham ali. Depois deram uma volta de carro pela cidade, mas sem parar em lugar algum, apenas para Sarah conhecer.
- Tem certeza que não quer passar no Museu Imperial? – Juliette perguntou.
- Tenho, quero voltar pro chalé.
Ainda passaram mais um tempo, Sarah queria ir pro chalé para fazer o almoço, então Juliette voltou. Almoçaram conversando amenidades, coisas do trabalho, da faculdade e sobre os amigos. Quando terminaram, Juliette ajudou a loirinha com a louça e em poucos minutos estavam deitadas debaixo das cobertas. Juliette de barriga para cima e Sarah deitada de bruços envolvendo a cintura dela com um braço e com a cabeça em seu ombro. A morena olhava satisfeita para a lareira.
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WAVE - SARIETTE |CONCLUÍDA
Fiksi PenggemarJuliette Freire é uma mulher linda e rica, promotora de justiça. Não se apega, em suas relações amorosas. Isso muda quando conhece uma certa garota de olhos verdes. Sarah é uma jovem moça em busca de melhorar de vida. ADAPTAÇÃO... já foi adaptação n...
