Josh B.
30.04.2019
São Paulo
Depois do ocorrido na sala de reunião, segui Any até o nosso andar, sempre com o meu braço envolta da sua cintura, para assim ela se firmar melhor no chão.
Ao entramos em sua sala, Any se desvencilhou-se de meus braços e seguiu em passos lentos e cuidados até a gaveta da sua mesa. Quando percebi que ela estava pronta pra colocar outro remédio em sua boca, corri até ela e segurei a sua mão.
⎯⎯ Não! Tá Louca? Já é o terceiro só hoje. ⎯ ela fez uma careta pra mim.
⎯⎯ quem disse que é o terceiro? Você por acaso está me vigiando? ⎯ Sim.
⎯⎯ Claro que não! ⎯ tirei a cartela de remédios de sua mão ⎯ mas eu te conheço o suficiente pra saber que você já tomou vários remédios hoje. Já chega de remédios por hoje!
Ela me encarou, e tentou tirar a cartela da minha mão, mas sem sucesso. Partido para algo nada sensato, ela segurou o colarinho da minha camiseta e aproximou os nossos rostos ⎯ por segundos, pensei que poderia perder o sentindos.
⎯⎯ por favor, Joshua... será o último, eu prometo. ⎯ ela implorou, com seus olhos cheios de lágrimas.
Era visível que ela estava totalmente fora de si, pois Any Gabrielly nunca imploraria algo para mim.
Soltei um suspiro logo, e passei um dos meus braços envolta de sua cintura, e com a outra mão a fiz me soltar, e só então eu a abracei. Pela primeira vez eu estava abraçando Any Gabrielly, pela primeira vez algo entre nós foi verdadeiro de ambas as partes.
Acariciei seus cabelos com a minha mão livre, e ela deitou seu rosto no vão do meu pescoço, seu corpo ainda tremia e agora eu sentia as lágrimas molhando o meu terno, camiseta e minha pele.
⎯⎯ você sabe que é pro seu bem, você não pode ficar tomando vários remédios em um dia com pouca diferença de tempo entre um ou outro. ⎯ Apoiei meu queixo no topo da sua cabeça ⎯ Vai passar, eu prometo que vai passar. Basta você se concentrar e respirar fundo, você é mais forte do que isso, Gabrielly.
Ela fungou contra o meu pescoço, e seus dedos seguravam firme o tecido do meu terno. ⎯ Any Gabrielly está chorando em meus braços. Ela ainda não me afastou, ainda não gritou comigo, e ainda não me xingou.
O mundo realmente deve está acabando.
⎯⎯ eu te odeio. ⎯ Sua voz barga bateu contra a minha pele, e eu senti um pequeno arrepiou passando pelo meu corpo.
Sorri olhando para a janela, observando o céu quase escuro, e a lua brilhando em nossa direção.
⎯⎯ eu sei. Eu também te odeio, muito. ⎯ ela puxou uma grande quantidade de ar, e virou a cabeça na direção da janela.
⎯⎯ mentira. Se me odiasse, nunca insistiria nessa história de amizade. ⎯ mordi os meus lábios, e a abracei mais forte.
⎯⎯ eu só estou cansado disso tudo... desse nosso ódio gratuito. ⎯ Soltei um suspiro ⎯ quero ser seu amigo, porque... ⎯ Eu travei na hora de continuar. Repensei se valia a pena me abrir para ela, ainda mais em um momento em que ela obviamente não está bem. Então apenas neguei com a cabeça e continuei ⎯ Esquece, só quero te encher o saco mesmo.
⎯⎯ isso é óbvio. ⎯ Sua voz saiu baixa. E então senti que seu corpo fosse cair, já que suas pernas falharam ⎯ Agora é sério, eh preciso do remédio... eu não estou bem.
⎯⎯ você não precisa dele, não agora. Se tomar mais um, vai acabar tendo uma overdose.
⎯⎯ Joshua! ⎯ Seu tom saiu mais sério sério ríspido agora, e ela tentou se afastar, e eu segurei firme.
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𝘼𝙥𝙚𝙣𝙖𝙨 𝙉𝙚𝙜𝙤𝙘𝙞𝙤𝙨 ⟶ 𝗕𝗲𝗮𝘂𝗮𝗻𝘆
Fiksi Penggemar🍃 𝗕𝗲𝗮𝘂𝗮𝗻𝘆 Onde Josh Beauchamp e Any Gabrielly se odeiam, mas conseguem deixar isso de lado quando o assunto é negócio. E por pura obra do destino os dois construíram juntos uma das maiores indústrias e pequenas empresas de todo o Brasil. Um...
