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    Depois de toda aquela conversa, Kaine achou melhor o grupo arrumar suas coisas e irem para o outro lado da muralha de proteção, dizendo que assim eles estariam mais seguros e que conseguiriam fazer a viagem até o primeiro templo sem nenhum problema.

    - Eu estava pensando, eu nunca ouvi esse menino falar - Indras disse enquanto arrumava sua mochila e apontava com a cabeça para Max que estava em um canto do templo fazendo carinho nos familiares de Lyanna.

    - Max não fala com palavras, mas usa alguns gestos para se comunicar - Kaine respondeu enquanto andava pelo templo pegando algumas coisas e os ajudando a arrumar tudo.

    - E o que ele é seu? - Lyanna quis saber.

    - Bem, ele arranja confusão e eu tenho que ajudar, eu me sinto responsável por ele, tomo conta, faço comida e dou uma folga para a mãe dele, digamos que ele é quase meu irmão caçula.

    - E a mãe dele? O que ela é sua? - Lyanna ainda quis saber.

    - Curiosa ela - Zola cochichou para Bea.

    - Acho que ela está interessada - Bea respondeu dando risadinhas junto com a lobisomem.

    - Na verdade eu sou amigo do pai dele, e quando Max nasceu acabou se tornando meu irmãozinho, mas os pais dele decidiram ter mais filhos e agora tem a casa cheia de crianças, e eu acabo pegando o mais agitado e arteiro para tentar ajudar - Kaine respondeu dando uma risadinha e piscando para Lyanna, a fazendo ficar bem vermelha.

    - Tá, mas porque ele não fala? - Indras insistiu.
   
    Kaine olhou em direção do menino e deu um sorriso vendo ele brincar com os familiares e simplesmente deu de ombros continuando a ajudar a recolher as coisas. Indras decidiu esquecer a história da fala do menino, era até melhor assim, pelo menos não tinha que lidar com uma criança tagarela.

    Ultimamente Indras não estava com paciência para nada, andava muito preocupado com tudo e com todos, e sentia seu coração tão pesado, ele só esperava que nada estivesse acontecendo.

    Depois de tudo arrumado, o grupo seguiu para a trilha atrás do templo e foram andando até chegar a muralha de proteção.

    - Okay, vocês precisam entender que tem sangue mágico nas duas - Kaine ia dizendo enquanto ia atrás de Bea e Lyanna e as empurrava para ficar perto da muralha - Vocês são bruxas, e não interessa se nunca tiveram contato com magia, vocês ainda tem sangue mágico. Então, quero que uma das duas abra a muralha.

    - Já tentamos isso e não deu certo, não conseguimos sozinhas - Bea disse.

    - Conseguem sim, é só se concentrar - Kaine debatia com elas.

    - Isso é complicado - Lyanna resmungou.

    - Se vocês acham isso complicado, não quero nem saber quando eu começar a ensinar as outras coisas - Kaine dizia balançando a cabeça.

    Kaine chegou perto de Lyanna e a puxou pela mão, colocou ela de frente para a muralha e se posicionou atrás dela, tirou seu cabelo e o colocou em seu ombro, se inclinando para frente sussurrou no ouvido dela:

    - Vamos lá minha ruivinha, feche os olhos e se concentre na minha voz.

    Lyanna respirou fundo sentindo o hálito do homem bater em sua nuca e a voz sussurrada em seu ouvido a arrepiar inteira, mesmo assim fez o que ele pedia. Logo ela sentiu as mãos dele em sua cintura dando um leve aperto.

    - Eu não acredito no que eu estou vendo - Indras sussurrou perplexo.

    - Cala a boca - Zola deu uma cotovelada nas costelas do irmão e o olhou com uma cara feia.

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