Mesa 13.

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Após chegarmos no café monte olimpo, convenci Jozef a escolher a mesa 13 com muitas ameaças e insistência. E sim, tinha um motivo específico para escolher aquela mesa.

Bom, passei a minha vida inteira convivendo com guerreiros e espiões que morreram, eu conhecia a técnica deles. Eles sempre prezavam em sentar nas mesas que tinha a visão mais ampla do local ou a mesa mais escondida, e com toda certeza, eles sentavam o mais perto da porta de saída possível.

Motivo 1: Caso precisem sair correndo (o que não acontecia muito, a maioria era muito bem treinado a não fugir de uma briga)

Motivo 2: Matar a pessoa com um golpe nas costas na saída.

Motivo 3: Observar todos que entrarem

Motivo 4: Bloquear a passagem em casos de briga.

E eu precisava agir como um deles hoje, afinal, haviam vários me caçando. Acredito que Zeus tenha oferecido muitas recompensas pela minha cabeça.

A mesa 13 era a mesa perfeita, escondida o suficiente para não nos reconhecerem à primeira vista mas com uma visão perfeita de todo o salão, e também era o meu número da sorte.

Estávamos todos bem acomodados na mesa e então um grupo de semideuses chegaram fazendo o alvoroço, nos procurando.

-Planos, preciso de todos em- eu disse olhando para o relógio- 2 minutos.

-Certo, esperamos eles começaram a briga e então eu os encanto para saírem daqui.- Disse Jozef.

-Não, sem encantamentos. Vamos ser justos dessa vez, são um bando de semideuses com baixo poder.- Respondi rápido, tínhamos 1 minuto e 30 segundos.

-Ei, não fale assim de mim, tenho tanta capacidade quanto você!- Charlotte disse revoltosa.- Mas não temos tempo para isso agora.

-Ok, vamos lá e vamos acabar com eles.- Disse apollo, tínhamos 1 minuto e 10 segundos.- Só chegar lá e começar a pancadaria.

-Eu apoio.- Jozef se posicionou com 50 segundos restantes.

-Vamos esperar eles começaram, aí vamos pra cima, se não vamos resolver no diálogo.- Artemis se posicionou com 30 segundos de sobra.

-Certo, concordo mas eles estão altamente equipados. O ponto fraco são as pernas e cabeças, comecem a pensar aonde vão atacar- Eu disse, faltando exatos 20 segundos - e sigam o meu plano, Jozef sem gracinhas.

-Claro minha alteza da morte, eles estão, em 15. Eu fico com a direita e Lilith com a esquerda. Apollo e artemis cuidam dos outros de dentro do restaurante para ninguém sair ferido e Charllotte, bota pra quebrar.- Jozef disse.

-Segundo minhas contas, temos 10 segundos para atacar- disse olhando para o relógio e sacando o punhal de perséfone- contagem regressiva em 5 segundos.

Jozef pegou sua espada em mãos e se preparou para levantar, Charllote pegou seus machados, um em cada mão e começou a controlar as plantas do balcão do café. Senti eles nos olhando, ouvi eles gritando "matem a profecia" e vi quando um deles se sufocou com um galho de rosa.

-Ora, cale essa boca.- Gritei, e corri em direção a eles. Vi Jozef apunhalando um e senti quando meu punhal se chocou contra a caixa torácica de outro e também o ouvi agonizando com o veneno que escorria do punhal. Charlotte estava com sangue nos olhos, lançava os machados como se não houvesse amanhã, matou 2 com um movimento só.

Me concentrei em acabar com tudo aquilo, golpeei um e derrubei outro em 5 segundos, estava tudo muito rápido, vinha um atrás do outro e então eu percebi:

-São clones, achem o original- Eu e Jozef gritamos, estávamos sintonizados, movimentos espelhados, golpes ficando cada vez mais próximos um do outro. Eu e Jozef estávamos sintonizados em campo de batalha, nossa mente pensava igual e tinha mais uma voz no fundo de tudo, uma voz que pedia perdão e comemorava cada vez que a tropa inimiga era golpeada.

-Jozef, o original não está aqui, vou atrás dele.- Disse derrubando um deles e cravando a espada de bronze do mesmo em seu pescoço.

-Você da conta?- Falamos juntos.- ah pelo amor dos deuses, cale essa boca. 

O trio do monte olimpoOnde histórias criam vida. Descubra agora