"Ele fez um movimento com as mãos.
Eu deduzi o que ele ia fazer.
Corri o máximo que pude,
Ele ia arrancar o coração daquele que eu amava.
Eu corri e me joguei na frente dele,
Levei o golpe em cheio pelas minhas costas
Tudo ficou em câmera lenta.
Deslizei pelo seu corpo enquanto o olhava nos olhos.
Ele me olhou, com os olhos cheios dágua enquanto eu estava ali, deitada em seus braços tentando respirar enquanto o ferimento nas minhas costas estava aberto e ardia.
tudo ao meu redor foi ficando escuro, aos poucos fui fechando meus olhos, enquanto tudo ia vagarosamente, ficando escuro...
- LIIGEEIIIAAAAAA!!! - foi a última coisa que ouvi. o grito desesperado dele."
***
A noite soprava diferente na cidade. Lá fora, ventava friamente. As árvores balançavam de um lado para outro enquanto várias folhas caiam ao chão. Três longos meses depois da guerra contra o exército de Lisandro Bento II, o destino trouxe uma nova visitante a cidade. Da escuridão das sombras da noite, uma jovem e bela garota apareceu e caminhou lentamente como se estivesse tentando reconhecer o canto que há muito tempo, ela não via. A moça se chamava Adella Blecketh.
Uma moça de pele pálida, olhos castanhos meio amarelados, cabelos castanho claros, com uma marca de pássaro abaixo da costela direita. Uma moça que não sabia ao certo absolutamente nada sobre seu passado, e talvez nem sequer sobre seu sobrenome. A garota fora adotada por Marius Montevalle, o novo Regente do Teatro Casa Vermelha, até que a Astrix decidisse escolher o mais novo ancião da mesma.
Adella chega diante da sombra de uma árvore, entra em sua sombra e sai de frente da entrada da Casa Vermelha. Lá, o regente a aguardava do lado de fora da Casa Vermelha, pois sabia de sua chegada ali. Marius podia prever o futuro, Esse era o seu dom. Ali o regente a observa enquanto ela entrava salão adentro, silencioso. Ela se aproxima com suas malas, e vendo que ele a estava ali a observando, ela vai até ele e o abraça muito contente.
- Minha querida filha Adella...eu aguardava o seu retorno ansioso! - Marius fala enquanto a beija na testa.
- Olá pai. Quanto tempo!
- Então, finalmente você decidiu vir morar comigo!
- Sim.
- Seja bem vinda minha filha, mas infelizmente não ficaremos aqui.
- como assim, pai? Por que? - Adella pergunta sem entender.
- chega de tanta mesmice, chega de vampiros morando em casas, pretendo criar uma nova casa independente. Já solicitei uma petição a Astrix, e espero que eles entendam e concedam.
Adella nada disse. Ficou ali em silêncio o olhando. Marius pegou em seu ombro e a levou lentamente para a mostrar o local que logo mais eles morariam. Era um pequeno condomínio de três andares que Marius mandou reformar com sua fortuna. Era pequeno, mas aconchegante, há apenas três quadras do Teatro. Marius levou Adella ao seu novo quarto e chegando lá, ela foi apresentada aos seus dois novos colegas de quarto. Eram eles dois rapazes, Um chamava-se Elliot, e era um eco da noite, e o outro chama-se Rodrigo, e este era um leitor de mentes.
Os mesmos cumprimentaram Adella e passaram alguns minutos conversando entre si. Ali, Adella percebeu que eles eram muito reservados e sentiu-se como se estivesse invadindo a privacidade deles. Então Adella foi até Marius e pediu ao mesmo para trocar de quarto. O regente assentiu e a trocou de quarto, a colocando por pura sorte no mesmo quarto em que sua melhor amiga Rosana estava. Rosana era uma moça morena de cabelos cacheados e olhos esverdeados. Seu dom era a compulsão hipnótica.
- Adella!!! Não acredito que você está aqui!! - Rosana falou aos pulos de felicidade enquanto a abraçava.
- sim! Eu voltei...queria fazer surpresa.
- aí meu Deus, você não imagina o quão feliz estou! Ei, quer saber? Devíamos sair pra comemorar a sua chegada. O que acha?
- tô dentro! - Adella falou e sorriu contente para sua amiga.
As duas se arrumaram e juntaram alguns amigos e quando estavam saindo para ir a festa, Marius apareceu e os observou seriamente, como se estivesse esperando explicações.
- Aonde os jovens pensam que vão?
- desculpa Marius, eu ia sair com a Adella e alguns amigos nossos, já que ela retornou, então motivo óbvio pra se comemorar não acha? - Rosana falou olhando Marius um pouco envergonhada.
- podem ir, mas...eu não aconselho.
- por que pai? - Adella perguntou seria.
- por que ouvi rumores, boatos...de que os lobisomem agora andam lado a lado com os caçadores da ordem branca. Tomem cuidado! - Marius os advertiu.
- tudo bem Marius, pode deixar que nos tomamos conta uns dos outros. Ok?
Eles todos se olharam e saíram em silêncio, indo para uma boate, Levels, de frente para a praia de Iracema. Já no interior da boate, luzes coloridas e músicas variadas tocavam esquentando o sangue de todos os que estavam ali. Adella com suas amigas, pegando e se alimentando de quem quisessem, sem matar, logicamente lembrando-se da regra entre os vampiros e o governo.
Adella olhou suas amigas e viu que estavam se divertindo muito então em silêncio foi até o banheiro, e quando saiu do mesmo, sentiu um cheiro insuportável de cachorro molhado. Ela olha para os lados não vendo nada demais. Então quando dá um passo a frente, se esbarra com um homem grande e o mesmo se vira, a olhando furiosamente.
- o que está fazendo aqui, sua maldita sangue suga? - o homem pergunta se aproximando devagar dela.
- ham...me erra, vai procurar sua turminha cachorrinho...
- deixa ela em paz cachorrinho! - um jovem amigo de Adella retrucou e quando o homem o olhou, ele percebeu que estava cercado pelos quinze amigos da garota. O homem olhou e saiu se sentindo intimidado de certa forma, em busca de sua matilha.
Rosana se aproximando de Adella, pega em sua mão.
- Adella, acho melhor todos nós irmos. Acho que era disso que Marius estava falando... - Rosana falou olhando Adella preocupada.
- tudo bem. Melhor mesmo...
Todos saíram então Adella e outros com o mesmo dom, usaram o seu poder de mortalha para levar todos os seus companheiros de volta no prédio aonde o ancião se encontrava.
Pelas três da madrugada, Adella é acordada por Rosana que a olhava séria.
- Adella, acorde temos que ir!
- ir? Ir...aonde?? - Adella perguntou muito sonolenta.
- Marius mandou que despertassem todos, ele disse que era uma reunião surpresa no topo do edifício.
- mas...
- vamos logo, estamos atrasadas...Marius não vai gostar nada!
Adella se levanta as pressas, calça suas botas e sai junto de Rosana.
Chegando no terraço do edifício, Marius olha todos em silêncio.
- eu chamei todos vocês aqui, por que tenho alguém muito importante para apresentá-los. Quero que saúdem, lorde Demetrio Castelly, ancião original do Teatro Casa Vermelha! -
Todos se olharam admirados, e depois o saudaram com palmas. Marius se sentia lisonjeado em estar ali, frente a frente com Demetrio Castelly. Ele nunca o tinha visto, mas ouvia as histórias extraordinárias dos feitos de lorde Demetrio e como governava tão bem o Teatro Casa Vermelha.
- Rs é uma honra estar aqui com todos vocês, nesta noite encantadora! - falou Demetrio sentindo-se muito honrado, enquanto bebia uma linda taça de vinho tinto do mais caro que Marius o havia oferecido.
Rosana e as moças ao redor de Adella suspiravam enquanto olhavam lorde Demetrio. Sua beleza estonteante masculina as encantava. Demetrio era um jovem rapaz de uns vinte anos, cabelos loiros e brilhantes bem cuidados, pele com barba ao nascer, deixando sua pele terrivelmente sexy, olhos divinamente azuis. Ele era perfeito. Usava um terno preto com botas marron escuro. Adella, só Adella, que de certa forma, não se bateu muito com o tal homem. Algo nele não se batia com ela. Adella ficou ali o olhando enquanto os outros iam cumprimenta-lo.
A madrugada passou rapidamente, e os dias também voaram rapidamente como flechas. Durante esse período de dias, Adella pode ver o empenho de Marius em construir um local onde todos os vampiros podessem viver sem ser dependentes da Astrix. Demetrio com seu jeito galanteador, conquistou a confiança e amizade de Marius, dos rapazes da casa, mas principalmente...das moças. Menos claro a de uma em especial. Adella Blecketh.
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𝕹𝖔𝖎𝖙𝖊𝖘 𝕰𝖘𝖈𝖆𝖗𝖑𝖆𝖙𝖊𝖘
VampirgeschichtenDepois da sangrenta guerra entre Lisandro Bento II contra Demetrio Castelly, o antigo ancião do Teatro Casa Vermelha foi dado como morto. Enquanto Ligeia Volturi, Eric Coulter e Helena Bellona tentam a todo custo reconstruir seu clã que quase foi di...
