Bom, eu estava que nem o costume com umas calças justas e uma blusa considerável. Já a Pate, kkkk, ela caprichou. Tenho certeza que tudo aquilo é porque estará o Maior (Antoni), eu tenho certeza que ela tá a fim dele...
Bom, nesse jantar realmente aconteceu algo inesperado: a Cíntia se declarou para mim e nós acertamos. Para não falar que os rapazes não compareceram a esse jantar, o que deixou a Pate bem zangada, pois ela tinha feito tudo aquilo só para impressionar o Antoni...
Quando chegamos lá, nenhum dos rapazes estava lá, muito menos a dona Marta, a mãe da Cíntia e do André.
Cíntia: Bem-vindas meninas, vocês estão lindas.
Pate: Obrigada, você também.
Sam: Pois é, tá linda mesmo.
Cíntia: Vamos, podem entrar. Bom, sinto informar que os rapazes não irão comparecer, pois tiveram uma emergência na sede. Já a minha mãe foi visitar uma amiga doente, então só somos nós três.
Pate: Eles não vêm mesmo? – pergunta ainda com esperança de que apareçam.
Sam: Não faz mal, nós três bastamos para nos divertirmos.
Cíntia: Esse é o espírito, vamos começar isso logo.
A noite foi um máximo. Assistimos a uns filmes de terror e comemos muita besteira, até que a Pate adormeceu e a Cíntia me chamou para conversar.
Cíntia: A Pate dormiu, podemos conversar?
Sam: Claro.
Fomos para a varanda...
Cíntia: Eu preciso te contar algo – fala quase com um nó na garganta.
Sam: Pode falar.
Cíntia: Eu tô apaixonada por ti e já não sei o que fazer com esse sentimento. Eu sei que tens um namorado, mas eu acho que você não gosta dele. Você não conseguiu dizer para ele que o ama, então eu acho que podemos ter uma chance. – fala com esperança e me olha como se estivesse suplicando para que eu diga sim.
Sam: Eu gosto sim do Toni. E sim, eu não consegui dizer que o amo, tenho as minhas próprias inseguranças. Mas também não posso ser uma hipócrita comigo mesma. Eu só te vejo como amiga e nada a mais. Desculpe se em algum momento passei a impressão errada. Eu não queria te magoar. Eu te amo, mas não da maneira que você gostaria – falo com a maior sinceridade do mundo.
Cíntia: Samantha, me desculpa, tá? Eu não quero perder a sua amizade. Eu aceito os teus argumentos, mas eu precisava ao menos falar. Não se preocupe, as coisas não vão mudar entre a gente. A gente vai continuar como antes – fala me abraçando. Ela falou tudo que eu precisava ouvir.
Sam: Que bom. Mas agora preciso ir. A Pate pode dormir aqui?
Cíntia: Já tá tarde, para onde você vai?
Sam: Só vou respirar, não vou demorar, prometo.
Cíntia: Tudo bem. A Pate irá voltar amanhã bem cedo, como de costume.
Sam: Obrigada. Até amanhã então.
Cíntia: Até amanhã.
Enquanto ela saía, o menor ligou para a Cíntia.
Menor📲: Oi, mana.
Cíntia📲: Oi, idiota.
Menor📲: Coisa chata... mas não liguei para discutir.
Cíntia📲: Então por quê?
Menor📲: Vocês não podem sair. Estamos nos preparando para uma invasão!
Cíntia📲: Mas a Samantha acaba de sair – fala já chorando.
Menor📲: Que merda... você sabe para onde ela foi?
Cíntia📲: Não, ela não falou. Só disse que ia apanhar um ar.
Menor📲: Mas por que ela tinha que sair a essa hora? – fala bravo.
Cíntia📲: Deixa a porra do sermão para depois e acha ela! – fala com um tom de ordem.
Nessa hora o alarme tocou, o que significa que a invasão começou.
Cíntia📲: Acha ela – fala ainda chorando.
Menor📲: E a Pate, onde está?
Cíntia📲: Ela está dormindo.
Menor📲: Melhor assim. Assim que eu tiver notícias, irei ligar. Desliga o celular.
Durante o ataque:
Eu tava nas ruas quando o alarme tocou. Na verdade, eu não fiquei assim com tanto medo. Já sabia me defender, sempre andava com um canivete no bolso de trás da calça. Só tive que me esconder e segurar o canivete bem firme. Quando começaram os tiros, foi uma chuva de sangue. Quando um homem tapou a minha boca e me chamou de princesa, eu já sabia que era um desses pervertidos que com certeza queria se aproveitar de mim. Mas alguém surgiu e deu um tiro bem na testa dele e me olhou e disse: "Eu vou te proteger, bela dama."
Homem: Fique atrás de mim e continue segurando esse canivete.
Não respondo ao homem, só faço o que ele me disse. E ele me levou até um vapor (um dos guardas do morro) e deu a ordem de me levar em segurança até a minha casa.
Sam: Obrigada.
Homem: De nada. Nos vemos por aí.
Quando ele foi embora, realmente me levaram em segurança até em casa. Claro que surgiram alguns inimigos, mas eu ajudei a derrotá-los (claro, sem matar eles — quem matou foi o vapor!). E não sinto nada ao ver um cadáver. Era bem comum por aqui.
Quando cheguei em casa, liguei o celular e vi várias chamadas tanto da Cíntia, do menor e do maior. Eles estavam mesmo preocupados. Liguei para todos e disse que tô bem e em casa.
Simplesmente tomo um banho, tomo um remédio para dormir e me deito.
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A protegida do mafioso
General Fictionessa história conta a vida de Samantha uma garota que já não tem vontade de viver após ser abusuda deversas vezes pelo seu padrasto e com sua mãe viciada em drogas ao lado para proteger a sua irmã mais nova deles ela fugiu para um morro e após desco...
