08 ══ VIII

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Mesmo após o chegar da noite no dia seguinte, tudo permanecia calmo. Jaehyun estranhava aquela demora visto que por centanas de anos havia assistido de perto a velocidade dos ataques dos comandantes do Instituto. Eles levavam o próprio nome a sério, e mesmo percebendo que um deles já estava a tempo de mais numa suposta caça a uma bruxa, era estranho que ainda não tivessem feito nada sobre. Mas Jaehyun sabia que aquela demora não era por não terem o achado ainda, mas sim porque já estavam se preparando para uma batalha logo de cara. Jaehyun não tinha dúvidas de que seu disfarce já havia sido descoberto.

Poucos metros atrás de si, Seulgi estava sentada sobre uma mesa, girando uma adaga no ar com sua telecinese por pura diversão. Jaehyun apenas encarava a janela, se perguntando se ainda naquela noite algo aconteceria, mas não havia nenhum sinal inimigo até então.

— Eles não virão hoje — Seulgi repentinamente quebrou o silêncio, descendo da mesa e caminhando até Jaehyun.

O Lee virou a cabeça e encarou a mulher ao seu lado por um instante. Ela ergueu as sobrancelhas a ele, como se sua expressão confiante, de algum modo, lhe confirmasse que ela dizia a verdade. Jaehyun não disse nada e apenas voltou seu olhar para frente.

— Como sabe disso?

— A ave mágica não entrega só bilhetinhos.

Jaehyun a encarou de relance. Agora que ela havia mencionado, fazia muito tempo desde a última vez em que ele havia visto uma ave como aquele que trouxe o recado de Seulgi até si. Aqueles animais eram legados das bruxas antigas, e somente pessoas de alta importância conseguiam usam o bom treino das aves como forma de comunicação. Seulgi era uma fugitiva e vivia nas sombras, então o acesso a esse tipo de benefício deveria ser extremamente limitado. Porém, pelo o que Jaehyun havia concluído, ela possuía ainda mais habilidades do que ela imaginava.

— Você fala com animais também? — Jaehyun deu alguns passos lentos na direção dela.

— Posso encantá-los e fazê-los entenderem meus comandos. Também posso ler o que eles escutaram. — ela explicou, aparentando grande orgulho de seu talento.

Jaehyun secretamente achou aquilo admirável, mas não disse nada mais. Seulgi sorriu de repente, atraindo a atenção do Lee para si.

— Eles não irão nos matar. Nós vamos destruí-los, um por um. — a Kang o confortou, quase como se pudesse ler seus pensamentos.

— Isso não é uma garantia.

— Então eu garanto agora a você que os matarei. — ela afirmou, tomada por uma expressão mais séria.

Jaehyun bufou e parou em sua frente.

— Você entende essa situação? Eles são muitos, são poderosos. Eu não estou sendo pessimista, estou dizendo fatos. Se você tivesse visto o que eu vi, não estaria tão despreocupada.

A Kang inclinou-se para frente, diminuindo a distância entre ela e o Lee.

— Se você tivesse visto o que eu vi, teria certeza de que no momento em que você os enfrentasse, sua vitória seria certa. E por quê? Porque nenhum ódio é maior do que o de alguém oprimido, excluído, humilhado e espancado. — a voz de Seulgi tremia, mas sua expressão se mantinha firme. Jaehyun encarou aqueles olhos repletos de valentia, relaxando seu próprio cenho e diminuindo sua voz.

— Eu não quero que você morra.

A expressão no rosto de Seulgi se esvaiu aos poucos. Jaehyun continuou a encarando, desejando que seus olhos pudessem transmitir o que se passava em sua mente, embora nem ele mesmo soubesse definir o que era. Um passo a mais foi dado e logo ambos os rostos ficaram mais próximos. As mãos de Jaehyun apoiaram-se uma em cada lado do corpo da Kang, sobre a mesa onde ela estava. Seulgi não se moveu, mas desviou seus olhos para os lábios do homem quando estes estavam cada vez mais próximos dos seus. Jaehyun possuía algo em si que não o permitia recuar. Impulsivamente, ele encostou sua testa contra a testa dela, juntando a ponta de seus narizes. Seus olhos se encaravam como se estivessem perdidos um no outro e como se nada lá fora existisse. Ele já não era capaz de manter seu controle. De uma única vez, Jaehyun tomou os lábios de Seulgi dando início a um beijo intenso, saboreando a doçura da mulher que um dia o considerou seu inimigo mortal.

Talvez eles nunca tivessem sido inimigos.

Jaehyun colocou suas mãos sobre o quadril dela e inclinou seu corpo sobre o dela, encaixando-se exatamente no meio de suas pernas. O movimento de suas línguas juntas os faziam emitir sons baixos a todo o momento. Misturado ao som dos estalos, Seulgi respirava ruidosamente e somente aqueles mínimos sons eram o suficiente para fazer a sanidade do Lee evaporar. Seulgi colocou suas mãos na cintura dele, apertando o quadril dele com suas coxas, incapaz de recuperar seu controle. Seulgi colocou sua própria mão sobre a dele, trazendo a mesma para sua coxa, próximo a barra de seu vestido. Ela moveu a mão dele para debaixo do tecido, onde ele apertou a pele macia dela sem dó, ferindo levemente com suas unhas curtas.

O tempo passava de uma maneira diferente. Cada toque, cada arrepio nos corpos de ambos contribuía para que eles não acordassem daquele momento. Nada além daqueles beijos quentes e estalados ocupava a mente da Kang e do Lee. Ela passeava suas mãos pelos braços dele, chegando até sua gola onde ela tratou de abrir os botões de sua camisa cor de vinho. Cada botão aberto lentamente revelava mais e mais da pele pálida do Lee, exibindo também seu abdômen definido. Seulgi passou suas mãos em cada dobra musculosa ali presente, recebendo os beijos do Lee em sua nuca. A cintura dela era segurada com força, denunciando a ansiedade presente no corpo dele em fazer ela ser somente sua. Em um movimento rápido, a peça íntima de Seulgi fora puxada para baixo, sendo retirada de seu corpo. O Lee deslizou sua mão para cima pela extensão de sua cintura, chegando até os seios dela. Ele inclinou seu corpo e pôs seus lábios sobre o mamilo, rodeando-o com sua língua. A Kang tremia enquanto mordia seu lábio inferior, mantendo o cenho franzido. Ele sentia-se delirar enquanto inalava o presente aroma doce da Kang. Erguendo seu corpo, o Lee retornou a beijá-la intensamente mesmo enquanto apalpava sua bunda, ou mesmo enquanto a ouvia gemer contra a sua boca por tê-lo movendo seu quadril para frente e para trás enquanto a penetrava sem dó. Tudo ao redor não passava de detalhes desprezíveis os quais eles já não davam a mínima. Somente aquele momento presente era real para ambos e nada mais. Os sons altos causados pelos movimentos rápidos e precisos do Lee preenchiam todo o cômodo. Suspiros e xingamentos eram adicionados e transformavam o mero local em um ambiente totalmente erótico sem esforço. Os olhares trocados a todo o momento, os beijos desajeitados. Logo Seulgi apertava seus olhos, jogando a cabeça para trás com o cenho fortemente franzido, dizendo que ela estava perto do ápice. Mais movimentos rápidos, mais suspiros e gemidos e, finalmente, ambos haviam se desfeito. A respiração da Kang desregular, seus cabelos fora de ordem, suas pernas trêmulas. Jaehyun não resistia àqueles detalhes.

Ele jogou seus cabelos úmidos para trás, segurando o rosto da Kang com uma de suas mãos. Ela o encarou com as pálpebras pesadas, ainda recuperando seu fôlego. E pela primeira vez, ela havia o visto sorrir.

— Você é linda.

E ela acabou sorrindo também.

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