Durante o fim de tarde do dia seguinte, Lee Jaehyun coordenava uma investigação a um vampiro malfeitor que cometia assaltos na madrugada. Atentos a cada palavra que o Lee falava, os aprendizes mais novos anotavam com suas penas freneticamente, logo tendo em mãos tudo o que era necessário para o capturar e livrar os humanos daquele ladrão incoveniente. Minutos depois, o Lee encerrou a reunião e os dispensou, ficando na pequena sala sozinho, sendo obrigado a limpar toda a bagunça de mapas, folha de papel e penas que havia sobre a mesa de formato circular.
Com a aproximação do crepúsculo, Jaehyun precisava decidir o destino de suas próximas investigações. No entanto, era difícil saber por onde aquela mulher do último encontro poderia estar, caso quisesse ir atrás dela novamente. Ele também poderia optar por investigar seu pai, o qual fora supostamente quase assassinado pela própria. E se ela fosse mesmo a tal descendente de dupla raça, talvez ele devesse também investigar o que sua mãe era no final das contas. Toda a sala fora organizada e deixada em perfeito estado. Porém, antes de Jaehyun sair do cômodo, uma coruja encantada adentrou apressadamente, pairando no ar logo a frente do rosto de Jaehyun.
— Calma, calma... — percebendo a agitação da ave, o Lee cuidadosamente a segurou e retirou o bilhete trazido em sua garra. Após deixar o papel em algum canto de sua mesa, ele soltou a ave ela seguiu voou através da janela parecendo ter dificuldade, fazendo um som estranho.
O Lee se perguntou o que teria acontecido a ela, mas logo lembrou-se de verificar o bilhete. Após alcançar o papel para o abrir, o que ele menos esperava aconteceu: não havia absolutamente nada escrito sobre ele. Jaehyun olhou todos os cantos e até as costas da folha, mas não encontrou nada. De repente, rabiscos brilhando em roxo surgiram sobre a folha, formando um desenho aos poucos. Jaehyun olhou para trás para ver se havia alguém por perto, mas confirmou que estava sozinho. Quando ele voltou a olhar para a folha, o desenho de um chapéu grande e pontudo apareceu. Jaehyun cerrou o punho, percebendo instantaneamente a autoria daquela obra. Além disso, descobriu exatamente onde a encontrar.
Um segundo depois, o desenho desapareceu e o brilho existente na superfície da folha sumiu, fazendo-a obter a aparência de um papel velho e rasgado, que talvez fosse sua forma original, ou ainda, a forma como os outros ao redor a viam, exceto por Jaehyun.
O Lee amassou o papel enquanto se levantava, colocando-o sobre o fogo de uma vela no canto da sala e, assim, o fazendo virar cinzas.
[...]
A madrugada fria caía, mas os moradores dos arredores não se abalavam com a baixa temperatura. Por todo o canto, grupos grandes de pessoas se reuniam, fantasiadas das mais diversas criaturas. Alguns jovens tinham uma aparência inofensiva com trajes simples, enquanto outros chegavam a ser horripilantes.
Entretanto, Jaehyun não estava ali para se divertir ou avaliar fantasias. Andando de forma rápida com um único objetivo em mente, o Lee varria todos os locais com os olhos, fossem perto ou longe. Finalmente, a cerca de vinte metros dali, o festival de fantasias de bruxa fora localizado por sua visão aguçada, então ele se dirigiu até lá.
Era possível ver a movimentação do lugar ao longe. Acima de toda aquela gente, uma grande placa pendurada mostrava o simbolo circular contendo um grande chapéu pontudo de cor preta dentro dele, indicando a todos que passassem mesmo de longe o local do festival.
Jaehyun aproximou-se da multidão a vasculhou o ambiente com os olhos. Diversas mulheres com fantasias de bruxa remetiam à aparência irônica da Kang, mas sua breve procura visual não lhe trouxera qualquer sucesso. O Lee examinou o local de modo geral por um momento, logo imaginando a possibilidade de ela não estar exatamente na plateia. Olhando mais a frente, era possível ver um palco onde uma espécie de desfile de fantasia aconteceria.
Você tem que estar aqui.
Jaehyun decidiu contornar o local que era isolado por duas paredes improvisadas em cada lado. Logo, a única coisa que o separava da escandalosa multidão era uma espécie de parede feita de vigas de metal atravessadas umas nas outras cobertas por uma grande lona preta. Mas antes que ele virasse à esquerda para chegar à parte de trás do palco, uma mulher de máscara branca vestindo preto surgiu em seu campo de visão.
Ele seria capaz de reconhecer aqueles olhos afiados por trás da grossa máscara em qualquer lugar.
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Blood Scent
Fiksi PenggemarNa chegada da semana de Halloween, uma misteriosa mulher a qual todos os vampiros da região acreditavam ter morrido centenas de anos atrás ressurge em meio às sombras. Todos eles temiam que ela fosse a mulher da antiga lenda, a madame de preto que p...
