Capítulo 17 - Eu Amo Você

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Pov Tom

Provavelmente era loucura que eu sentisse falta dela antes mesmo que ela tivesse saído da minha vista, mas eu sentia. Meu corpo já doía por ela, e não somente para estar enterrado dentro dela, mas isso também era uma razão, é claro. Eu realmente só queria ficar abraçado a ela. Era assustador e eu não sabia o que fazer sobre isso. É assim que é ser viciado? Ou isto é simplesmente amor?

O som de garganta limpando perto de mim chamou minha atenção e olhei para Jack, que me fitava como se
tivesse nascido uma segunda cabeça em mim.

- O quê? – perguntei

- Eu não disse uma palavra. - Seus lábios contraíram e eu sabia que ele estava tentando não rir da minha depressão de amor.

- Idiota. – respondi revirando meus olhos

A risada estourou então e ele deu um soco no meu ombro esquerdo.

- Como é isso, a propósito? Você esteve fora de ação por um tempo, provavelmente não sabia o que
fazer. Eu espero que você tenha cumprido as expectativas. - Agora foi a minha vez e dei um soco forte no seu ombro.

- Ei! Tome cuidado, amigão. Você não vai querer me derrubar antes do jogo de amanhã à noite. Não quando a
sua garota estará lá e você precisa de mim para impedir que você passe vergonha em campo. – Jack disse

Ele riu e pulou fora do meu caminho quando tentei dar um chute na sua bunda.

- Entre no maldito carro, Jack. - Quanto mais cedo começássemos o dia, mais cedo acabaria e eu poderia ver Zendaya novamente. Oito da noite parecia muito distante.

- Eu dirigirei. - Jack sugeriu, dando-me um sorriso afetado quando eu rosnei.

Eu o segui até a sua caminhonete Ford preta que ele tinha desde os 16 anos. Ele podia comprar a porra de uma
concessionária de caminhonetes, mas ele continuava dirigindo esta velha caminhonete fodida por razões que
eu desconhecia.

Abri a porta e rolei meus olhos para o barulho metálico que acompanhou o movimento.

- Maldito seja, Jack, por que você insiste em dirigir este pedaço de merda?

- Isto não é um pedaço de merda. - Ele disparou para mim um olhar magoado enquanto subia na caminhonete e acariciava o painel. - É clássico. É o meu primeiro carro.

- É o seu único carro, idiota. Eu te comprarei um maldito carro se você aposentar essa coisa estúpida.

- Shhh, você vai ferir os sentimentos dela. - Ele continuou acariciando amorosamente o painel e eu o encarei.

- Só dirija, seu louco.

- Louco? - Ele riu e deu a partida, o motor chocalhando e ecoando pelo estacionamento. - Eu não sou aquele que estava parado lá fitando o nada como se isso trouxesse a minha garota de volta.

- Eu não estava fazendo isto, exatamente - retruquei.

Ele sorriu e saiu do estacionamento.

- Então o que você fazia, exatamente?

Ansiava por ela. Pensando sobre fazer amor com ela novamente. Desejando ouvi-la dizer algo maluco e depois
fazê-la rir sobre isso comigo. Apenas... desejando. Não que eu estivesse prestes a dizer isto a ele.

- Só pensando....

- Cara, você está tão na dela. Por que você não simplesmente admite isso?

Porque admitir isso para Jack significava admitir para ela logo. E eu queria admitir, mas isso me assustava até a alma.

- Obviamente eu me importo com ela, muito. E eu gostaria de explorar... – comecei a balbuciar mas Jack
logo me cortou

- Ai meu fodido Deus, você soa como a Oprah, ou algo assim. Simplesmente cuspa isso para ela, homem. - Jack
bateu em seu amado volante para dar ênfase à irritação que ouvi em sua voz.

- O que você quer dizer? - Eu certamente não soava como Oprah.

- Ok, talvez não como a Oprah. Aquele Dr. Phil, você soa como ele. Analisando os seus malditos sentimentos em vez de apenas senti-los. Você esqueceu com quem está falando?
(Dr. Phil – é um talk show americano que oferece conselhos na forma de "estratégias de vida" de sua experiência como psicólogo clínico)

- Acho que talvez eu tenha esquecido, já que você acabou de revelar que tem passado o seu tempo assistindo Oprah e Dr. Phil. Pensei que você fosse o meu melhor amigo, mas você parece ser alguma mulher que eu nunca conheci - ele apenas ficou sentado olhando para mim enquanto eu uivava com a gargalhada.

Quando eu finalmente me acalmei, ele bateu seus dedos no volante.

- Já acabou? – Jack disse sério e eu repentinamente senti como se minha mãe estivesse prestes a me castigar

TOMttenhamHistórias para pegar e não largar. Descubra agora