Capítulo 33 - Nossa Casa

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POV Tom

Eu tentei, eu realmente tentei, mas a raiva não passou depois do jogo, ou no avião de volta para casa, ou no carro com Jack. Ele tentou me distrair, e então, tentou me fazer falar quando eu não pude ser distraído, mas eu simplesmente não estava no humor.

O vôo de Zendaya era mais de uma hora depois do meu, então não havia nada para fazer a não ser esperar por ela. Ela poderia me fazer sentir melhor sobre aqueles idiotas. Ela tinha feito isso naquele breve tempo que eu tive para passar com ela depois do jogo.

Eu sabia que tinha que deixar isso passar. Eu estava acostumado a ouvir merdas como essa fora do campo, coisas sobre foder a minha mãe, pelo amor de Deus. Isso era esperado. Eles queriam entrar na minha cabeça e eles sempre falharam. Até hoje.

Joguei minha mala na cama e vesti um short e uma camiseta. Eu queria socar o inferno em alguma coisa, qualquer coisa, na verdade, mas o Treinador teria uma explosão de merda se eu machucasse minhas mãos ou alguma parte do meu corpo, então isso estava fora. Eu correria. Enfiei meus tênis, agarrei meu iPod e sai fora, escolhendo correr pelas escadas abaixo em vez de esperar pelo elevador. Esse era um bom aquecimento, de qualquer forma.

Assim que encontrei o ar quente da noite, liguei minha música e comecei a correr, deixando as altas batidas da bateria de Guns N' Roses definir meu ritmo. Tentei me concentrar no rosnado de Axl, mas eu continuava ouvindo Emre Can na minha cabeça, em vez disso.

"Aquele gostoso pedaço de bunda que você tem lá, Holland. Você enfia seu pau na boca dela quando ela pergunta algo que você não gosta? Eu tenho uma boa longa entrevista para ela aqui mesmo." Filho da puta. Como eu queria socá-lo na cara. O fato de que nosso time tinha conseguido vencer nos minutos finais foi levemente reconfortante, mas eu ainda queria bater nele, mesmo que ele me superasse em uns bons quilos mais. Eu poderia derrubá-lo. Eu sabia que podia.

E, é claro, Emre Can não tinha sido o único. "Fodendo uma repórter? Esse é um bom jeito de conseguir uma imprensa favorável."; "Sua garota derrubou a caneta ontem e quando ela se inclinou, eu vi aquela bunda linda. Eu queria envolver aqueles longos cabelos na minha mão e estocar nela por trás." Eu tinha conseguido, mal, ignorar esses disparos, mas o segundo tempo não foi melhor. Perdi minha cabeça e quase fui expulso do jogo, o que era inaceitável. O Treinador estava irritado comigo e meus colegas de time estavam todos cansados de mim, exceto Robert e Jack, é claro. Eles não me deixariam sozinho, não importava quantas vibrações de "foda-se" eu desse a eles.

Zendaya era minha garota e era eu para quem ela estava vindo para casa. Eu só tinha que me lembrar disso. Merda, eles costumavam falar as mesmas merdas sobre Nádia e eu era capaz de rir disso. Então, novamente, eu não amava Nádia, nem um pouco. O fato de que eles estavam me dando merda por estar fodendo uma super modelo não significava realmente muita coisa. Um sorriso convencido era geralmente minha resposta para essas merdas. Mas eu não podia fazer isso agora, não quando era sobre Zendaya. Ela era inteligente, sexy, doce, divertida e sarcástica. Ela arrumou um soco no Elordi e ela era minha. Eu via vermelho quando ouvia algo ruim sobre ela porque ela era a perfeição e eles eram indignos de sequer falar sobre ela, especialmente, de forma desrespeitosa. Zendaya merecia ser adorada, não tratada como um pedaço de carne.

Meus músculos estavam queimando quando virei a esquina e vi meu prédio em frente. Eu estive correndo por mais de uma hora e eu ainda não tinha me livrado de toda a raiva. Peguei o elevador até o meu andar dessa vez, porque meus quadríceps não estavam prestes a me deixar subir sete lances de escada. Eu me deixei entrar e joguei minhas chaves e iPod no balcão, agarrando e engolindo um pouco de água antes de ir para o quarto, jogando minhas roupas suadas no cesto e entrando no chuveiro. Dei uma olhada no espelho enquanto eu ligava a água e franzi o cenho de como eu ainda parecia irritado. Minha testa estava franzida e meus olhos estavam ainda quentes com a minha raiva. Correr não me fez muito bem, pelo que parecia.

TOMttenhamHistórias para pegar e não largar. Descubra agora