Após voltar ao Brasil depois de três anos rodando o mundo com o seu trabalho, Amanda Bianchi se depara com a sua antiga vida de volta diante de seus olhos. Antigos amigos, um antigo amor... Ela vai se permitir viver tudo isso novamente mesmo sabendo...
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o reencontro
Amanda Bianchi
O caminho até a casa do Antony foi tranquilo e em mais ou menos trinta minutos já havíamos chegado, por sorte o trânsito estava tranquilo.
Os celulares eram proibidos e tinha uma espécie de recepção para coloca-los, eu só olhei para os meninos e fiz uma careta, eles entenderam na hora.
- Você não precisa deixar o seu celular aqui se não quiser, Amandinha. - Richarlison disse. - Isso é mais uma precaução para nos prevenir das pessoas emocionadas que filmam tudo e vazam para os instas de fofoca, você é de casa.
- Eu não vou ficar tirando foto desse povo feio. - falei dando risada.
- Feia é você. - Antony disse implicando como sempre, tenho certeza que a linguagem do amor dele é implicância. - Eu não sei como conseguiu ser modelo, toda desengonçada.
- Como você conseguiu ser jogador? Subornou quem? Mal sabe chutar uma bola, Antonio. - falei implicando e chamando ele de ''Antonio'', ele odiava quando chamavam ele assim.
- Vocês dois parecem duas crianças. - Richarlison disse dando risada.
- Fica quieto, pombo. - Antony disse e nós três caímos na risada.
- Não vou ficar falando isso sempre porque vocês dois são dois metidos com o ego lá em cima, mas eu senti falta disso aqui. - falei sincera.
Os meninos me deram um abraço rápido e cada um passou o braço ao redor do meu pescoço e entramos na festa que já estava lotada.
- A gente está parecendo os três mosqueteiros desse jeito. - falei dando uma risada leve e negando com a cabeça. Os meninos pararam de andar como se tivessem se lembrando de algo e me olharam preocupados. - Tá tudo bem, já se passaram três anos, eu estou pronta pra cruzar com ele em algum canto. - eles assentiram e ficaram o tempo todo comigo, pareciam até meus seguranças particulares afastando qualquer cara que tentasse se aproximar.
A festa estava boa, minha mãe como sempre estava certa em fazer esse reencontro acontecer. Porém, a minha bateria social já foi com Deus e eu preciso de um canto silencioso, como eu já conheço a casa e tenho acesso livre, caminhei até a área da piscina, vi que só tinha uma pessoa ali, mas não enxerguei quem era, estava sem óculos e sai de casa com tanta pressa que esqueci de colocar minhas lentes de contato.
- Amanda? - meu coração gelou quando eu reconheci aquela voz, era o Junior, ou melhor, o Neymar.
Depois de alguns segundo ele viu que eu não iria responder e decidiu se aproximar por conta própria, ignorar pelo visto não funcionou.
- Desde quando você voltou? - ele perguntou e parecia analisar cada detalhe do meu rosto. Eu também o encarava e percebi algumas mudanças no rosto dele, estava ainda mais bonito se é que isso é possível.
- Acho que tem umas duas semanas mais ou menos. - decidi seguir pela linha da educação e responder a pergunta dele.
- Você nem me procurou... - ele ia continuar a falar, mas eu fui mais rápida e o interrompi.
- E porque diabos eu te procuraria, Neymar? - perguntei indiferente.
- Eu senti a sua falta, Amanda. - ele disse e realmente pareceu sincero.
- Foi você quem terminou, esqueceu? - rebati.
- Sim, mas eu só terminei porque... - quando ele ia falar alguma coisa fomos interrompidos e eu vi que era a Bruna.
- Finalmente te achei. - ela falou e ainda não tinha me visto ali. - Ah, não te vi. Oi. O que vocês dois estão fazendo aqui sozinhos?
A cumprimentei educadamente e me retirei dali, eu não ia ficar ali nem mais um segundo pra ver a provável discussão dos dois. Eu não tenho nada contra a Bruna, ela nunca fez nada para me afetar diretamente pelo que eu saiba. Resumindo, não tenho motivos para ser mal educada de graça com a garota.
- Eu vi o Junior. - falei pro Antony quando o vi sentado em um cantinho mexendo no celular. Se eu ainda o conheço, a bateria social dele foi com Deus também.
- Como foi? - ele perguntou parando de mexer no celular.
- Normal. - falei e ele me encarou arqueando as sobrancelhas. - Ele me perguntou por que eu não procurei ele desde que cheguei. Na verdade não foi uma pergunta, ele só falou.
- Feiosa, você sabe que eu respeito pra caralho seu espaço, respeito tanto que ficamos três anos sem nos falar. - ele disse fazendo uma careta e eu ri fraco. - Mas eu acho que vocês dois ainda tem algumas coisas pra resolver, é um ciclo mal encerrado e tudo que não é encerrado volta pra nossa vida.
- Uau! - falei chocada. - Desde quando você é maduro desse jeito?
- Trouxa. - ele fez uma cara de tédio e eu ri. - Eu comecei a fazer terapia tem pouco tempo. Sabe, pra não deixar a fama subir a cabeça. - deu risada de si mesmo.
Ficamos conversando por quase uma hora até que o Richarlison apareceu e se meteu na conversa, ficamos os três ali até eu decidir que realmente precisava ir embora e eles me levarem.
- Estou com fome. - falei.
- Percebi, dá pra ouvir seu estomago roncando daqui. - Richarlison falou e eu dei um tapa de leve no braço dele. - Mas ai, eu amassava um combo do BK agora em.
- Só quero se for McDonald's. - falei.
- Então você não está com fome. - Antony falou sem tirar os olhos da rua enquanto dirigia.
- Quem disse? - perguntei.
- Quem está com fome come qualquer coisa. - ele respondeu e eu revirei os olhos. No final das contas, ele passou em um drive thru do mac e nós comemos no carro mesmo.
Depois de me deixarem em casa eles foram embora. Minha mãe ainda estava dormindo então eu fiz o mínimo possível de barulho, fiz todas as minhas higienes e me deitei.
Eu estava feliz em estar de volta, mesmo que fosse só por um ano.