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— Ela odeia todos os homens! — Tom suspirou, enquanto se ajeitava no sofá velho da garagem de Harrison

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Ela odeia todos os homens! — Tom suspirou, enquanto se ajeitava no sofá velho da garagem de Harrison

Os quatro amigos costumavam se reunir na casa do garoto todos os dias depois da escola, apenas para jogar videogame e comer algumas besteiras enquanto jogavam conversa fora.

— Eu acho que você está exagerando, Holland. — Eleonor deu de ombros, enquanto esperava o maior passar o controle para ela.

— Ela deve ser uma dessas feministas. — Kathleen riu exageradamente, como se tivesse contado a piada mais engraçada do mundo.

— Ser feminista não é um problema e você como mulher, também deveria ser. — Eleonor deu de ombros, ela e Kathleen não se davam muito bem.

— Vocês não fazem ideia de como ela foi dura comigo hoje! É incrível como ela consegue me deixar sem palavras.

— Ela é muito linda, então tanto faz. Oh, merda! — Harrison gritou após seu personagem morrer, atacado por um zombie.

Eleonor comemorou animada e então tomou o controle da mão do Osterfield, que trocou de lugar com ela no pequeno sofá apertado.

— A gente deveria chamar ela para andar com a gente, aposto que ela ainda não fez amigos. — Harrison comentou, fazendo com que Kathleen revirasse os olhos.

— O nosso grupo está um pouco cheio demais, Harrison.

— Discordo! Mas pode ter certeza que ela não vai aceita eu já disse que ela odeia homens. — Thomas deu de ombro, ainda concentrado na tela da televisão.

— Quanto exagero! Ela é uma garota forte, com certeza estávamos precisando de alguém assim. — Eleonor deixou a língua para fora, fazia aquilo quando estava concentrada.

— Eu sou a favor de incluí-la no nosso grupo. — Osterfield afirmou.

— Pois então você vai chamá-la! Acho que já levei patadas o suficiente. — Thomas riu, relaxando no sofá enquanto o jogo mudava de fase.

— Você está mesmo com medo de uma garota? — Harrison riu, ele achava toda aquela situação muito patética.

— Você também teria se tentasse conversar com ela! Caso tenha se esquecido, ela te deu uma resposta pouco delicada na aula de literatura.

— Você é um medroso, Holland! Pode deixar, eu mesmo falarei com ela amanhã. — Harrison sorriu convencido.

— Você mal sabe a Catarina Minola que te espera. — Tom foi o único que riu da própria piada, ninguém ali havia lido A Megera Domada.

— Acho muito fofo quando você se refere às pessoas como personagens de livros. — Kathleen sorriu, encarando o garoto que não tirou os olhos dos gráficos do jogo.

— Valeu. — Tom deu de ombros, ele nunca correspondia as investidas da garota loira.

— Ela seria a Lydia Bennet, chata e desesperada pela atenção de um homem. — Harrison sussurrou no ouvido da amiga, fazendo com que ela gargalhasse e perdesse o controle no jogo.

— O quê!? — Eleonor comentou indignada, enquanto Harrison puxava o controle em sua mão — O Harrison trapaceou! Ele me fez rir, isso me matou.

— Eu só disse a verdade, a escolha de rir foi sua.

— E o que era tão engraçado a ponto de você perder nesse jogo? — Kathleen comentou curiosa, ela sempre sentia que era uma piada entre os dois.

— Nada não. — Eleonor segurou a risada, mesmo que todos tivessem percebido.

— Está vendo Tom? Esses dois sempre escondem as coisas! Imagina se trazem mais alguém para esse grupo? Eu vou ficar ainda mais excluída. — Kathleen bateu os pés no chão com força, Eleonor era a única que prestava atenção em todo aquele showzinho.

— Nada a ver. — Thomas deu de ombros, comemorando animado com Harrison após passarem de fase.

— Você só tem isso a me dizer? — Kathleen questionou mas a grande concentração do garoto no jogo, fez com que ele não formulasse uma resposta para ela — Eu desisto! Acho que vocês não gostam de mim.

Ninguém respondeu. Aquilo fez com que a loira pegasse a sua bolsa e saísse da garagem, bufando de raiva. Harrison ainda concentrado, foi o único a comentar o acontecimento.

— Cara, essa garota é um saco.

ᰍ 🃏 ⩩ 𝖓𝖔𝖙𝖆𝖘 𝖉𝖆 𝖆𝖚𝖙𝖔𝖗𝖆 ᵎᵎ 𖤐ʾ

– Bom, vocês acham que o Harrison tem razão?

– Não taquem hate na Kathleen, isso não é legal. BRINCADEIRA. Nos vemos no aeroporto às 4 da manhã. Vamos todxs matar aquela praga.

– Espero que estejam gostando da história! :)

𝗁𝖺𝗍𝖾. 𝘁𝗼𝗺 𝗵𝗼𝗹𝗹𝗮𝗻𝗱Onde histórias criam vida. Descubra agora