seventeen

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Tom estava ofegante após parar em frente à casa cinza com uma garrafa de vinho em mãos

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Tom estava ofegante após parar em frente à casa cinza com uma garrafa de vinho em mãos. Ele não estava completamente bêbado porém estava o suficiente para tomar coragem e ir até a casa dela.

A princípio acreditou que não havia ninguém em casa mas Sasha reparou na presença dele e então abriu a porta, para que ele conversasse com a irmã.

— É engraçado como eu devo a minha vida toda a uma garota de dez anos. — Ele brincou, Sasha sorriu simpática.

— Senti sua falta! E por favor me dê isso aí, minha irmã não gosta de bebida alcoólica. — Ela tirou a garrafa de vinho das mãos do maior, a levando para a cozinha.

— Como você pode ser tão inteligente, Sasha?

— Eu tive que ser a irmã mais velha da Katerina por um tempo, quando aquelas coisas ruins aconteceram. — Ela sorriu fraco, parecia triste por tocar no assunto. — E eu não vou te falar mais nada! Boa sorte com ela.

Thomas assentiu e então subiu as escadas, ainda no escuro. Sentiu borboletas em seu estômago enquanto subia cada um dos degraus, logo parando em frente à porta que já conhecia.

Bateu na porta algumas vezes e Sofia autorizou a entrada, acreditando que era Sasha.

— Eu ainda não terminei o desenho dele, se quer mesmo saber.

A garota estava em frente à uma mesinha, iluminada apenas por um abajur, mas o seu sorriso se desfez assim que ela percebeu que não era sua irmã e sim Tom, o garoto que ela estava pintando, antes que ele chegasse.

— Eu não sabia que você era uma artista.

— Como entrou aqui? — Sofia parecia nervosa, enquanto escondia todas as folhas no apoio embaixo da mesa. — Não precisa responder. Foi a Sasha, não é mesmo? — Ela estava um pouco irritada com a irmã, afinal, a mais nova sabia sobre tudo, inclusive que Sofia não poderia ficar perto do Holland. — Você deveria ir embora, é sério.

— O seu namorado não gosta de mim, não é? — Tudo o que Sofia mais queria era poder dizer que Nicholas não era o seu namorado mas tinha medo das consequências que poderiam resultar daquilo. — Você não me quer aqui mas eu não estou disposto a sair! Não importa o que você diga, Elizabeth Bennet. — Ele soltou um sorriso fofo, enquanto tentava sustentar o seu corpo em pé.

— Eu não gosto de bêbados. — Ela cruzou os braços assim que se aproximou dele e sentiu o cheiro do álcool muito evidente.

— E eu gosto de você, Sofia Roberts. — Ele sorriu, era muito fofo porém na hora errada. — Eu toco guitarra, e fiz uma música para você, quer ouvir?

— Não! Tom, vai para casa. — Ela suspirou, tentando ao máximo evitar qualquer contato com ele.

Ela não aguentaria esconder a verdade dele por muito tempo.

— Eu não entendo porquê você resolveu me tirar da sua vida, você não faz ideia do quanto me machucou! Não tem um maldito dia em que eu não pense em você, por que você me deixou dessa forma? — Thomas estava prestes a chorar, e ela sabia que não tardaria muito até que ela fizesse o mesmo se ele não parasse de dizer aquelas coisas. — Você não pode brincar comigo dessa forma.

— Você sempre soube que eu não era a pessoa certa para você. — Sofia se afastou, caminhando em direção a janela.

— Engano seu. — Ele se aproximou, e mesmo de costas ela conseguia sentir o calor do corpo dele próximo ao dela. — Eu na verdade sei que você é a pessoa certa para mim! É uma megera mas é a garota por quem eu me apaixonei. A única que eu amo!

Um sorriso cresceu no rosto dela, que também deixava algumas lágrimas correrem pelo seu rosto.

Naquele momento não havia Kathleen e nem Nicholas, não havia fotos íntimas e nem uma reputação a ser destruída, apenas Sofia e Tom.

Virou o corpo com toda a delicadeza do mundo, erguendo o olhar para encarar o rosto que ela tanto adorava.

Os dedos dela se dirigiram para a pele dele, contornando cada detalhe e em seguida parando nas bochechas, que pareciam ainda mais vermelhas graças ao álcool que circulava pelo corpo dele.

Sofia sorriu abertamente para ele, pela primeira vez.

Tom não conseguia entender os sentimentos dela mas entendia os próprios, sabia que a amava e que não desistiria dela tão facilmente.

𝗁𝖺𝗍𝖾. 𝘁𝗼𝗺 𝗵𝗼𝗹𝗹𝗮𝗻𝗱Onde histórias criam vida. Descubra agora