𝐇𝐀𝐓𝐄┆➥ ela odiava todos os homens, mas quando se mudou para uma nova escola, não fazia ideia de que tudo mudaria apenas porque um certo bonitinho sem noção estava totalmente disposto a mudar a sua opinião em relação ao conceito de seres masculin...
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Tom tinha observado Sofia durante toda a aula de literatura, que era a última do dia. Sentiu que ela estava ainda mais deprimida do que no dia anterior. Ele sabia que havia algo errado assim que ela passou um bilhete pedindo que ele a encontrasse na biblioteca depois da aula.
A biblioteca da escola costumava ficar vazia durante a hora do almoço e era o lugar perfeito para conversar com alguém sem nenhuma interrupção.
Tom chegou até o local antes, afinal ele estava ansioso sobre o que ela tinha para dizer. Ele sabia que gostava dela mesmo que não fosse nada muito intenso, sua personalidade forte o atraía de um modo que nunca fora atraído antes e ele não desistiria, enquanto não conquistasse aquele coração de pedra.
— Finalmente. — Ele brincou, assim que Sofie chegou até a estante de literatura moderna. — John Green. — Ele sorriu, mostrando um exemplar de "Who are you Alasca?".
— Admiro a Alasca, sempre achei a personalidade dela muito marcante. — Ela não sorriu, seus olhos ainda demonstravam tristeza. — É uma pena que aquelas coisas aconteceram com ela porém coisas ruins acontecem, a vida é assim.
— Você está bem? — Tom perguntou quando sentir um aperto no peito ao olhar para os olhos tristes dela.
— Eu tenho muita coisa para te dizer e preciso que apenas fique quieto e me escute. — Thomas acabou rindo, Sofia era sempre muito mandona mas ele gostava do jeito dela. — Eu gostaria de viver aquele clichê dizendo que quando eu te vi na aula de literatura, me apaixonei completamente por você.
— Oh. — Tom ameaçou falar mas Sofia fez sinal para que ele se calasse.
— Mas eu te odiei! Odiei ainda mais quando te encontrei na secretaria e todas as outras vezes em que você me procurou! O meu ódio se amenizou enquanto falávamos sobre boybands mas voltou assim que você agiu feito um homem comum.
— É que eu sou um. — Thomas riu, Sofie pediu silêncio outra vez.
— Acontece que quando eu percebi que a sua insistência ia muito além de você querer me levar para a sua cama ou algo do tipo, eu comecei a pensar que talvez você não fosse tão ruim. — Ela sorriu fraco, não estava preparada para expulsá-lo da sua vida. — E só talvez, eu tenha começado a pensar que você era diferente dos outros garotos que eu conheci.
Tom sentiu seu coração se encher de alegria e não deixou que ela dissesse mais nada. Suas mãos foram para a cintura da garota e ele logo a puxou, colando seus corpos.
Sofia parecia assustada mas assim que tocou os lábios macios do garoto com os seus, sentiu que valeria a pena perder o pouco de sanidade que ainda tinha. Tom ficou surpreso e feliz ao ver que a garota retribuiu o beijo e aproveitou aquele momento, como se fosse o último de toda a sua vida.
— Você não deveria ter feito isso. — Ela sussurrou, sem conseguir olhar nos olhos dele, assim que seus lábios se separaram.
— Você retribuiu. — Tom falou sem conseguir conter um sorriso enorme, enquanto tentava captar os olhos dela nos seus mais uma vez.
Os olhos de Tom demonstravam uma alegria intensa e Sofia sentia-se fraca, por ter que fazer aquilo.
— Não podemos nos ver mais, nunca mais.
A princípio, aquelas palavras pegaram Tom de surpresa, que demorou a assimilar que ela estava falando sério, quanto à decisão de se afastar dele.
— Acha mesmo que pode me beijar e em seguida partir meu coração? — Ele brincou ainda segurando a cintura dela. Algo nele fazia com que ele tivesse medo de soltar e nunca mais lhe tocar.
Sofia suspirou.
— Eu estou falando sério, eu não quero mais falar com você e nem com o restante do seu grupo. — Ela deu um passo para trás, era incrivelmente boa com mentiras e Tom jamais perceberia o quanto ela estava sofrendo por ter que dizer aquilo.
— Eu não entendo! Você demonstrou que gostava de mim e agora quer simplesmente se afastar? Sem nenhum motivo?
— Eu tenho muitos motivos, Tom.
— E quais são? Porque eu realmente não faço ideia. — Ele parecia decepcionado, Sofie sentia aquilo em sua voz.
— Porque você é um homem e eu, estou destinada a ficar longe deles para sempre.