Frango ao vinho

49 4 0
                                        

Aviso: a primeira parte do capítulo está em primeira pessoa. A segunda, em terceira pessoa.

🐓🍷

Quando terminei de ajudar meus pais a colocarem as últimas malas dentro do carro, respirei aliviada. Primeiro, porque teria um final de semana somente para mim, livre de encheção de saco e livre para usufruir de minha liberdade. Liberdade esta que consistia em andar semi nua pela casa, dançar com o som ligado a todo volume e beber o leite direto da caixinha. Sim, eu era uma rebelde de merda, mas fazer o que? Eu exigia muito pouco da vida mesmo.

Fora quando me ocorreu a maratona de filmes que eu havia marcado com Jungkook para aquele mesmo dia pela noite, e este, desde que soube que teria um encontro comigo, não parou de mandar mensagens para certificar-se de que o combinado ainda estava de pé.

Confesso que estava amando essa face de desespero que o galo permitiu-se mostrar para o mundo desde que comecei a fazer de sua vida um verdadeiro inferno. Satisfação era a palavra que definia o momento que eu me encontrava, apesar de, claro, ter que arcar com uma massa gigantesca de consequências negativas decorrentes disso.

Quando me despedi de meus pais e entrei em casa, fui direto em direção ao som, dando início na mina playlist especialmente criada para ocasião. Comecei a dançar de forma bastante desengonçada pela casa, enquanto ajeitava a sala de estar. Infelizmente tinha prometido à mamãe que arrumaria a casa e manteria-a arrumada até que eles voltassem. Como era sábado, resolvi dar início o quanto antes na sessão faxina.

Como se aproximava do meio-dia, resolvi dar início também ao almoço. O que indica que peguei um macarrão instantâneo no armário e coloquei no fogo, era tudo que meu QI lento permitia que eu cozinhasse.

Meu trabalho árduo de cozinheira de miojo fora interrompido por batidas incessantes na porta. Bufei ao imaginar que papai e mamãe haviam esquecido alguma coisa (decerto por culpa do papai, que sempre fora mais desligado do que o normal). Caminhei em direção à porta a abri de supetão.

— O que foi que papai esqueceu agora?! — arregalei os olhos. Não era papai, e sim Park Marrento Jimin, segurando um buquê de flores. — O que tá fazendo aqui, Jackie Chan? — questionei, confusa. Ele, por sua vez, sorria simplório.

— Encomenda para Loreta Houston. — fez uma expressão que denunciara tédio e estendeu o buquê de rosas vermelhas em minha direção. Peguei aquilo confusa e cheirei de forma automática. — Como moro perto de você, Jungkook pediu que eu deixasse aqui em sua porta e saísse, mas não pude evitar a curiosidade de ver sua cara após ganhar isso. — ele sorrira, sim, o sorriso de olhinhos bem fechados.

Revirei os olhos com a audácia do Park, mas ainda mais entediada pelo gesto ''romântico'' de Jungkook. Havia um bilhete entre as rosas dizendo em letras manuais: ''Mal posso esperar para hoje à noite. Com amor, Jungkook''.

— Não sei o que me surpreende mais. Você ser o entregador de rosas de Jungkook, ou o fato de ter batido na porta e não escalado a janela. — inclinei o rosto para o lado e sorri. Jimin revirou o olhos e sorriu de volta.

— Que cheiro é esse? — ele questionou, olhando curioso para dentro de minha casa. — Você por um acaso não está cozinhando, está? — falou meio irônico.

— Na verdade, estou sim, já que não estou afim de passar fome nesse final de semana sem os meus pais. — retruquei.

— Ótimo, estou morrendo de fome. — ele adentrou e passou por mim, indo diretamente em direção ao cheiro. Saudades da época em que as pessoas eram educadas.

— Ok, pode entrar. — falei em tom baixo, mesmo sabendo que Park já estava quase chegando na cozinha. Segui ele logo após pegar um vaso médio e enche-lo com água da pia do banheiro, colocando as rosas nele em seguida. As posicionei em uma mesa na sala e fui até a cozinha. Jimin vasculhava as panelas.

Four Rules (jjk) (oc) (pjm)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora