Aviso: este capítulo reveza na narração entre primeira e terceira pessoa.
🐓
— Querida, abra a porta. Eu trouxe café da manhã. Você não come direito há uma semana. — mamãe choramingava ao bater incessantemente na porta do meu quarto.
— Estou sem fome e quero ficar sozinha. — já tinha perdido a conta de quantas vezes usei da mesma justificativa para que mamãe apenas me deixasse em paz no meu quarto.
Ela tinha razão, no entanto. Eu não comia direito há uma semana, bem como não comparecia à escola durante aqueles cinco dias. Afundei minha cabeça no travesseiro e coloquei meus fones de ouvido, colocando uma playlist qualquer que me distraísse ou fizesse parar de pensar na bagunça que minha vida se tornou.
— Querida, tem alguém lá embaixo querendo te ver. — mamãe voltou a bater na porta instantes depois, e antes que eu resmungasse que queria ficar ali sozinha recolhida à minha insignificância, a frase fizera efeito em minha cabeça.
Alguém querendo me ver?
— Seja quem for, diga que estou ocupada! — pedi, voltando a colocar meus fones de ouvido e ignorando toda e qualquer existência ao meu redor. Fechei os olhos e não mais ouvi o que mamãe pudesse vir a falar. No entanto, senti a cama afundar-se ao meu lado. Assustada, abri os olhos.
— Ocupada pra caramba você, heim. — Hobi ironizou. No mesmo instante, me levantei, sentando-me e tirando os fones do ouvido.
— Hobi?! O que faz aqui?! — questionei mesmo sabendo que a reposta poderia ser óbvia.
— Você não dá as caras no colégio há uma semana, tive que vir me certificar de que ainda estava viva. — ele debochou.
No mesmo instante meu coração se dobrou em cinquenta pedaços, formando um origami de amor, tristeza, arrependimento, mágoa e felicidade por ver Hobi, tudo junto e misturado. Não tinha muito o que acontecer depois disso, exceto, claro, um choro estridente e lágrimas incessantes que começaram a sair de mim.
— Awww, querida, não fique assim! — Hobi prontamente me abraçou tentando me acalmar.
Eu havia perdido a conta de qual fora a última vez que chorei na vida, e já fazia tanto tempo que parece que toda a mágoa acumulada resolveu sair de mim desde que contei a verdade a Jungkook. Desde então choro feito um neném recém nascido.
— Você me avisou, Hobi. — solucei em meio às lágrimas enquanto afundava meu rosto catarrento no peito de Hobi. — Você tentou me avisar inúmeras vezes, mas eu não te dei ouvidos. — seria um milagre se Hoseok estivesse entendendo o que eu estava falando em meio a tanto soluço e choramingo. — Eu sou um mooooonstro — lamentei em meu maior estilo de "abrir o berreiro".
— Ei, você não é um monstro. — Hobi me puxou, fazendo eu fitá-lo, mas tudo que eu via era um borrão de Hoseok completamente ofuscado pelas lágrimas que se acumulavam em meus olhos.
— E-e-e-eu... Eu sou, sim — chorei mais ainda. — Eu quis machucar ele e eu machuquei pra caramba. E eu machuquei todo mundo, Hobi. Eu sou um lixo. N-não, eu não sou o lixo, eu sou a caçamba inteirinha de lixo! — praguejei em meio a um choro estridente e tentativas de buscar consolo nos braços de Hobi.
— Loreta, se acalma, respira. — sua voz calma me deixava confortável. Ele passava as mãos em meus cabelos procurando me acalmar. Funcionou. Aos poucos minha respiração agitada foi se acalmando, e o berreiro já não se fazia tão presente. Só uns choramingos e algumas lágrimas que ainda insistiam em cair. — Isso. Inspira e solta. Isso, devagar. — enquanto ele falava eu acatava piamente, puxando o ar e soltando devagar. — Viu só? Tá tudo bem. — ele disse, e mais do que depressa tudo voltou à minha mente.
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Four Rules (jjk) (oc) (pjm)
Fanfiction[CONCLUÍDA] [TRIÂNGULO AMOROSO] Acostumada a tomar as dores dos fracos e oprimidos para si, Loreta é movida por um sentimento de vingança ao ver a sua melhor amiga ter o coração partido por Jeon Jungkook, o galinha mais popular do colégio. A partir...
