Cap 51

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Bloom: Uau… isso é… surreal — murmurou, encantada. — Acho que nunca vi nada tão bonito em toda a Dimensão Mágica.

Guarda: Linphea tem esse efeito em quem chega pela primeira vez, princesa — disse o guarda, com um leve sorriso. — É considerado o reino mais belo de todos… claro, alguns ainda dizem que perde para Domino.

Bloom riu de leve.

Bloom: Eu deixo passar… só dessa vez.

À medida que avançavam com o Explorador dos Mares, a paisagem começou a mudar. As águas ficaram mais densas, repletas de plantas que se entrelaçavam como se estivessem vivas… e protegendo algo.

Guarda: Princesa… — disse o guarda, tenso. — Não vamos conseguir passar. As plantas estão bloqueando completamente o caminho.

Bloom observou atentamente, analisando o movimento das algas.

Bloom: Pare aqui.

Guarda: Mas...

Bloom: Se o barco não passa… eu passo — disse ela, decidida. — Pela água, sozinha, tenho mais chance.

Guarda: Isso é arriscado demais! — retrucou o guarda. — A partir daqui, entramos na região mais perigosa do oceano. Eu não posso permitir—

Bloom o interrompeu com um olhar firme, mas gentil.

Bloom: Confie em mim. Se algo sair do controle, eu te chamo. Prometo.

O guarda hesitou… mas assentiu.

Guarda: …Tudo bem. Mas estarei pronto a qualquer sinal.
Bloom sorriu.

Bloom: Fique tranquilo.
Ela respirou fundo, encarando o oceano.

Bloom: Bloom… Harmonix!

Envolta em luz, ela mergulhou.
Debaixo d’água, o cenário era ainda mais impressionante. Flores subaquáticas brilhavam suavemente, criaturas mágicas nadavam entre as plantas, e cores que pareciam impossíveis dançavam ao redor.

Bloom: Isso aqui é simplesmente… mágico.

Desirée: Pare!
A voz firme ecoou pela água. Uma pequena guardiã surgiu à sua frente: Desirée.

Desirée: Quem é você? E o que está fazendo aqui?

Bloom levantou as mãos, calma.

Bloom: Eu sou Bloom, por favor acalme-se, eu não vim causar problemas —

Deusirée:Todos dizem isso — interrompeu Desirée, desconfiada. — Você é mais uma aliada daquele monstro, não é?

Bloom: Monstro? — Bloom franziu a testa. — Espera… você está falando do Tritannus?

Deusirée: Então você conhece!

Bloom: Conheço… mas não dá maneira que você imagina,ele é meu inimigo e estou em missão para dete-lo, acredite em mim eu o odeio mais do que vc imagina.

Desirée hesitou, mas ainda estava em alerta.

Deusirée: Prove.

Bloom respirou fundo e estendeu a mão.

Bloom: Então sinta.

A selkie observou por um instante… e, mesmo com receio, tocou sua mão.
No mesmo instante, uma energia quente e pura percorreu seu corpo. Não havia maldade… apenas determinação, coragem… e bondade.
Desirée arregalou os olhos.

Deusirée: Eu… eu posso sentir… você está dizendo a verdade.

Bloom sorriu suavemente.

Bloom: Eu disse.

Deusirée: Me desculpe — disse Desirée, agora mais tranquila. — Eu sou a selkie guardiã deste oceano, é meu dever proteger este lugar… nunca tivemos qualquer ser humano cruzando está parte do oceano.

Bloom: Não precisa se desculpar. Eu faria o mesmo no seu lugar.

Deusirée: Então… pelo caminho que está cruzando, só ha uma coisa que vc pode estar atrás,da flor das profundezas certo?

Bloom: Sim. Preciso acha-lano quanto antes.

Desirée assentiu.

Deusirée: Então venha comigo. Mas fique atenta… o caminho não é gentil com estranhos.

As duas começaram a nadar. Quanto mais avançavam, mais o ambiente mudava. As cores vibrantes davam lugar a tons escuros, as plantas ficavam maiores… e mais ameaçadoras.
Algas se moviam como se tivessem vontade própria, tentando prender qualquer coisa que passasse.

Bloom: Isso aqui não parece nada amigável… — comentou Bloom, desviando de um cipó que tentou envolvê-la.

Deusirée: Porque não é — respondeu Desirée. — Aqui, tudo testa sua coragem… ou se alimenta dela.

Bloom forçou um sorriso.

Bloom: Ótimo… exatamente o que eu precisava ouvir.
A água ficou mais pesada, dificultando cada movimento.
— Falta muito? — perguntou Bloom, já sentindo o esforço. — Está ficando cada vez mais difícil nadar…

Deusirée: Estamos perto — disse Desirée. — Depois dessa floresta de algas…

Bloom avançou com mais determinação.

Bloom: Então vamos acabar com isso.
Finalmente, atravessaram a última barreira.

Deusirée: Ali — disse Desirée, apontando.
No centro de uma área escura… uma única flor brilhava. Bela, delicada… quase hipnotizante.

Deusirée: Essa… é a Flor das Profundezas.

De longe, parecia inofensiva. Quase frágil.
Bloom se aproximou lentamente, fascinada.

Bloom: Então é você… — disse, quase em um sussurro.
Ela começou a avançar.

Deusirée: Bloom, espera —  alertou Desirée, alarmada.

Mas já era tarde.

Assim que Bloom entrou no alcance da flor… o ambiente mudou.
As pétalas se abriram de forma brusca… revelando uma estrutura muito mais sombria do que parecia.
A água ao redor se agitou.
A “flor” não era apenas uma flor.
Era uma armadilha viva.
E Bloom… acabava de ativá-la.







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