23 - Inesperado.

686 68 29
                                    

Votem e comentem.

Penúltimo capítulo.

——

Shivani:

- AAAH! - Gritei com força quando despertei do sono.

Ergui meu corpo no susto e olhei para os lados procurando sinais de que ele estava na cama comigo... eu mal tinha fechado os olhos para dormir e logo acordei desesperada me sentindo mal por tudo que estava acontecendo.

Suspirando forte e cansada eu levantei e sai do quarto em busca da sala e sai tropeçando pelos lugares escuros até parar atrás do sofá.

Me deparando com um corpo enorme todo encolhido no estofado com a coberta até a cabeça.

- Amor... - Murmurei manhosa.- Eu não quero mais ficar assim contigo. - Dei a volta e vi suas mãos fortes se assegurarem na coberta e destampar o rosto.- Acabei de ter um pesadelo horrível. Desculpa!

Não contei segundos para me encaixar no espaço livre do estofado me aconchegando nele e o abraçando fortemente com a cabeça em seu peito.

Bailey em uma respiração lenta passou o braço por meu corpo e me apertou.

- O que você sonhou? - Perguntou com a voz sonolenta.

- Que você tinha sofrido um acidente depois que saiu chateado comigo e com Thomy logo após a nossa discussão mais cedo. - Contei.- E que tinha morrido por minha culpa.

- Ai Shivani... - Resmungou.

- É sério, eu acordei assustada e com muito medo! - Exclamei e levantei o rosto para olhá-lo.- Me desculpa por ter te trocado pro Any.

- Está tudo bem, eu estou aqui. - Beijou minha testa carinhosamente.- Nada vai acontecer comigo. - Afirmou.- Até porque meu carro resolveu quebrar bem na hora que iria fazer minha cena de sair de casa com muita raiva de você. - Brincou na última fala. - Não se preocupa.

- Eu juro que nunca mais deixo as nossas discussões chegarem a esse ponto. - Prometi encostando nossas testas e fechando os olhos.- Juro que a partir de hoje eu nunca mais vou colocar ninguém acima da nossa família.

- Amanhã nós conversamos melhor... que tal dormir? - Perguntou com um carinho lento em minhas costas.- Eu não vou sair daqui, te prometo.

- Quer voltar pra cama? - Questionei.- É melhor do que dormir nesse sofá...

- Que bom que perguntou. - Sorriu lentamente.- A pior parte foi ter que dormir nisso aqui. - Se ergueu.- Você foi malvada em trancar a porta do quarto de hóspedes, senhorita May. - Apertou meu nariz em forma de brincadeira.

Eu sorri e mordi o lábio inferior, ele se ergueu mais ainda e me ajudou a ficar de pé, logo depois ficando também.

- Eu te devo um milhão de desculpas. - Murmurei enquanto puxava sua mão até nosso quarto. - Vou ter que passar a vida te pagando.

Ele riu e me seguiu até o nosso lugar.

- Eu senti muita falta da minha cama.- Murmurou fechando os olhos quando se deitou no colchão.- Muita mesmo!

The journalist - Family historyOnde histórias criam vida. Descubra agora