06- Façam as malas

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Votem e comentem.

Shivani Paliwal:

- Não Thomas! - Exclamei alto e em boa voz para o garoto.

Não foi segundos para que ele se calasse.

Meu filho estava em uma luta constante para me fazer ceder a sua vontade de levar mil brinquedos dentro da mala. Passou o dia inteiro insistindo e me fazendo ter vontade de beliscar sua orelha por me desobedecer, até mesmo na hora de dormir.

- Mamãe! - Tentou novamente - Eu só quero mostrar a minha vovó que meus brinquedos são novos.

- Você tem noção do quanto de brinquedo novo seu pai te dar todo mês? - Questionei o cobrindo- Não né? então fica em silêncio e dorme. Amanhã acordamos cedo!

Ele suspirou e eu deixei um beijo em sua cabeça antes de apagar a luz e fechar a porta.

voltei para o quarto e tirei a blusa fina para trocar por algo de frio, no mesmo momento em que Bailey abriu a porta do nosso quarto.

- Oba! - Exclamou jogando sua mochila para o lado.

Ele tinha acabado de chegar de mais algum jogo que teve por aí, mais um o qual eu não fui. Mas foi justificável já que estava cuidando das nossas coisas para viajar pela manhã.

eu ri de sua animação inútil e virei de costas.

- Não esconda o paraíso dos olhos do criador. - Ouvi seus passos atrás de mim e corri para atrás da cortina me prendendo bem.

- Você não é o criador dos meus seios, Bailey. - Rindo, apertei o pano para que ele não abrisse. - Sai fora!

- Infelizmente. - Murmurou.

Vi a sombra de seu corpo invadi a cor da cortina branca. Suas mãos seguraram o tecido e puxaram com força.

- Achei você.

- Besta. - Coloquei o braço na frente do suposto paraíso.

Ele riu e segurou meu pulso me puxando com a força dele para junto de seu corpo.

Eu não sei porque eu ainda tento competir, achando que Bailey, com aqueles músculos, vai me deixar esconder na boa.

- Amor... - Murmurei quando sua mão deu um tapinha em minha bunda.

- As crianças estão dormindo... Juro que vou me comportar e fazer você ficar calada. - Tocou meu rosto e acariciou meu lábio com o polegar.- Por favor... - Ele beijou meus lábios rapidinho- Estou pedindo com carinho- Desceu os mesmos para a minha bochecha- Por favor?Hum?

Eu devolvi o selinho que ele me deu automaticamente, mordi de leve seu lábio e sorri.

- Não. - Tentei me afastar e vestir o maldito moletom, mas Bailey não me deixou.

Suas mãos apertaram em minha cintura e ele me jogou na cama caindo por cima de mim.

- Esse não, não foi convincente. - Comentou sorrindo.

- Bailey... -Resmunguei.

O não, não havia mesmo saido convincente. Se ele quisesse ele faria de mim uma escrava, juro! Minha sorte é que ele só insiste quando está a beira do ápice. Não consigo ir contra minhas vontades de carne, mesmo que meu cérebro esteja apitando "Seus filhos estão do outro lado do corredor"

The journalist - Family historyOnde histórias criam vida. Descubra agora