Ele: você me deixa louco, seu corpo, seu cheiro, sua boca, aaah minha doce menina como eu te desejo...
você é só minha!somente minha de mais ninguém!
........
Eles são pessoas totalmente opostas..
Ele é tenente, coronel do BOPE do estado do Rio de j...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Meu nome é Bruno Berdinazzy. Tenho 31 anos, e o que carrego não é apenas memória – é um legado de carne partida e sangue coagulado. Aos cinco anos de idade, eu estava escondido atrás do sofá da sala de estar, quando eles entraram. Três homens com rostos cobertos, e na mão de um deles, uma motosserra que gemia como um animal ferido.
Minha mãe gritou primeiro. Eles a seguraram, a violentaram na frente de nós todos, enquanto meu pai tentava lutar e meu irmão mais velho chorava no canto. Depois, ligaram a máquina. O barulho da serra cortando ossos e carne ecoou por toda a casa como um trovão contínuo. Eles desmembraram cada um deles, um por um, deixando pedaços espalhados pelo chão de nossa sala. Eu me mantenho quieto, paralisado pelo medo, até que eles sumiram.
Fiquei ali por dois dias seguidos, sentado no sangue endurecido da minha mãe, com os restos do meu família ao meu redor. Quando a polícia finalmente quebrou a porta, eu ainda estava ali – sem falar, sem chorar, apenas encarando o que restara do mundo que eu conhecia.
Fui entregue aos cuidados do meu tio, um homem que, sob o verniz de tutor, revelou-se meu verdadeiro carrasco. Ele não me criou como filho, mas me corrompeu, transformando-me em sua arma. Em vez de brinquedos, recebi lições de morte. Desde cedo, meu corpo foi submetido a um regime brutal: venenos administrados em doses crescentes, para forjar resistência; choques elétricos noturnos, testando os limites da minha tolerância à dor.
Lembro-me do quartinho do castigo: um cubículo escuro, sem janelas, sem ar, sem misericórdia. Ali, trancado por horas, dias, até meses, e mais rebelde eu ficava. Eu era uma criança selvagem, um pequeno demônio em busca de caos. Brigava, namorava, apedrejava gatos, vandalizava o lixo alheio. Era divertido transgredir, sentir o poder da transgressão. Meu tio, em vez de me punir, incentivava minha rebeldia, desafiando quem ousasse me impor limites. Eu era intocável, acima da lei, um pequeno perverso que não respeitava ninguém.
Aos onze anos, cometi meu primeiro assassinato. E gostei. Senti o poder escorrendo pelas minhas mãos, o gosto metálico do sangue na boca. Minha bússola moral foi destruída, e o psicopata em mim despertou.
Hoje, sou um monstro frio, cruel, calculista. Consigo tudo o que quero, eliminando quem cruza meu caminho, pisoteando quem for preciso. A compaixão é uma fraqueza que não me permito sentir.
Aos dezoito, infiltrei-me na polícia. Dinheiro compra tudo, até o caráter. E eu queria mais poder, mais controle. Destaquei-me rapidamente, galgando postos com uma ambição voraz. Hoje, sou tenente-coronel, comandante da equipe A do BOPE. Sou temido por todos, o terror personificado nas favelas. Nossa farda não é azul, parceiro, é preta – cor do luto, da morte que semeamos.
Sou um matador de elite, um sanguinário a serviço do Estado. Mas não sinto remorso. Quando os vermes do tráfico caem em minhas mãos, imploram pela morte. E eu adoro prolongar seu sofrimento, saborear seu desespero. Sou cruel, sim, e não me arrependo. Quem tem pena de bandido, que troque de lugar com ele.