cap 70- - O Medo que Sufoca

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Isabella...

3:30 da madrugada. O silêncio da casa é quase ensurdecedor, interrompido apenas por um pesadelo. Acordo assutada, com uma sede que me arranha a garganta. A imagem do Bruno, com aquele olhar frio e calculista, ainda me assombra.
Depois de todo aquele susto, a adrenalina finalmente baixou e o cansaço me dominou. Dormi, perdida em um sono agitado e cheio de pesadelos.
Ele disse que ia resolver. Eu sei bem o jeito que ele vai resolver. O Bruno sabe ser cruel quando quer, e nessa ocasião, ele quer.
Me levanto, saio do quarto, desço as escadas. Aí, ao passar pela sala, me deparo com o Bruno sentado na poltrona, fumando um cigarro e tomando uma taça de vinho tinto. Com um olhar macabro, um olhar sóbrio, eu sei que ele já fez coisas terríveis.

Isabela- Amor, você já chegou -digo, calma e carinhosa.

Ele me olha, com aquele olhar que me arrepia.

Bruno- Sim, e você está acordada, deveria estar dormindo -diz, com um sorriso que não chega aos olhos.

Isabella- Eu desci pra tomar água, o que aconteceu?", pergunto, sentindo um frio na espinha.

Ele dá uma tragada no cigarro, os olhos fixos em mim.

Bruno- Aconteceu o que tinha que acontecer, eles tiveram uma morte lenta e dolorosa -responde, com voz rouca.

Isabella- Eu vou tomar água -digo, me afastando.

Vou para a cozinha, abro a geladeira e pego um copo com água. Tomo um gole, tentando ignorar o cheiro de pólvora que impregna o ar, e o olhar do Bruno que me acompanha.
O Bruno está muito macabro, e quando ele está assim, é melhor se afastar. Ele perde o controle.
Tomo a minha água e volto pro meu quarto. Passo pela sala, e me preparo para subir as escadas.

Bruno- Para onde vai, Isabella? -pergunta, a voz carregada de uma autoridade que me intimida.

Isabella- Meu amor, vou pro nosso quarto, acredito que você quer ficar sozinho, né?

Bruno- Não me lembro de ter falado isso? -fala, com um tom sério.

Isabella- Eu pensei, amor.

Bruno- Vem aqui, chegue mais perto -ordena, com um olhar que me deixa sem reação.

Eu me sinto presa, dominada por aquele olhar, por aquele poder. Vou até ele, ele faz sinal para mim sentar na sua caixa, eu me sento.
Ele sorri, um sorriso cruel, seus olhos negros cheios de crueldade, perversidade. Ele é um demônio, mas é esse demônio que eu amo. Ele passa as suas mãos em meu rosto, os dedos frios e ásperos.

Bruno- Isabella -sussurra, a voz rouca e sensual.

Ele toma outro gole de vinho, os olhos fixos em mim. Os seus olhos fixos nos meus, percebo as suas roupas sujas de sangue. Ele passa as suas mãos pelo meu corpo, sinto um arrepio percorre meu corpo, não de medo, mas de uma excitação estranha, um misto de repulsa e fascínio.

Isabella- Posso te pedir uma coisa? -sussurro, a voz fraca, quase inaudível.

Bruno- O que? - responde, a voz rouca e intensa.

Isabella- Me abraça? -sussurro, o corpo tremendo levemente, o desejo misturado com medo.

Ele me olha nos fundos dos olhos, sem dizer nada, me aconchega em seus braços musculosos. Eu me afundo no seu calor, no seu cheiro de pólvora e vinho, um cheiro que me causa estranheza e, ao mesmo tempo, me atrai.
Fecho os olhos e me aconchego em seus braços, tentando esquecer os problemas. Ele me abraça com força, o corpo quente, a pressão firme.

Meu Ex-Marido Obsessivo.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora