06h04
— Jungkook! — foi recebido com um abraço assim que chegou. — Acabei de ler sua mensagem! Não sabe do quanto estou feliz por você.
— Namjoon hyung! — respondeu da mesma forma, retribuindo o abraço. — Obrigado!
— Chegou cedo? — sorriu, mostrando suas covinhas e apontando para o relógio, brincalhão, já que ele estava apenas quatro minutos atrasado. — Tem dormido? Park ainda não chegou, pode descansar por enquanto. No almoço eu dou a notícia à todos.
Saiu sorridente, deixando Jungkook boquiaberto, sem poder retrucar ou impedir o mais velho, ele preferia que nada fosse divulgado, mas não seria um grande problema de qualquer forma.
Realmente aproveitou para cochilar durante a ausência da colega. Na verdade, seu atraso era um pouco preocupante, mas Jeon não pensou nisso, apagou assim que apoiou os braços na mesa, que parecia ser tão aconchegante e confortável para quem estava há dois dias sem dormir.
A porta foi aberta com calma e Park se assustou com a o garoto sentado de olhos fechados. Ele tinha dormido ali? Como chegou antes dela? No fundo ela o agradeceu duas vezes, por chegar cedo e estar dormindo. Quando acordasse, com 100% de certeza jogaria aquilo na cara dela.
— Cabelo novo? — perguntou com a voz rouca e apenas um olho aberto, na mesma posição, como se não pudesse sair do lugar. Seu corpo não deixava.
— Cabelo liso é mais fácil de cuidar.
Ele bocejou e a olhou com as sobrancelhas arqueadas e deitou a cabeça na mesa, ficando com a bochecha espremida. Ela quase riu. Ele parecia mais cansado que ela, as olheiras falavam por si.
— Prefiro as tranças ou seu cabelo natural.
— Problema é seu. — sorriu e ele riu, revirando os olhos e prendendo os fios lisos.
— É brinca... — levantou a cabeça para respondê-la e ela entrou no banheiro, fechando a porta com força. — Insuportável.
Parecia dar um passo a cada dia com ela, pra trás, mas mesmo assim era alguma coisa. No horário do almoço, Jungkook apenas queria fugir, comer num lugar bem distante dos outros ou torcer para que NamJoon esqueça de fazer o pronunciamento, mas não queria soar ingrato, ainda mais para Kim NamJoon, o médico que tanto admirava. E para a infelicidade de Jeon, o médico de fato não esqueceu.
— Ya! Vocês enrolam muito. — eles riram, largando seus talheres quando notaram o médico se levantar. — Trabalhar com vocês é realmente um privilégio e eu confirmo isso a cada dia que passa. — ele era a única pessoa verdadeira dali, Jeon lamentava por isso. NamJoon não merecia aprendizes tão medíocres, óbvio que ele não sabia daquilo. — Essa manhã, foi feita uma grande doação ao Butter, lembram dele? O dono finalmente conseguiu atingir a meta, com a ajuda de todos vocês.
Ah, Jungkook queria acreditar naquilo. Era verdade, todos ajudaram, mas não moveram esforços para ajudar com a divulgação, apenas doaram uma parte genérica, que também era uma ajuda, ele sabia da individualidade dos coreanos, era problema de Jeon, ele teria que resolver. Sem privilégios.
— A doação foi anônima, se a pessoa estiver presente, pode se pronunciar, eu agradeceria pessoalmente.
Todos comemoraram minimamente. NamJoon era realmente muito doce, operaria Butter se pudesse, mas seria um crime, cujo Jungkook não estava disposto a fazê-lo cometer. Sentia o olhar de Park em seu rosto, ela tinha os olhos cerrados e um pequeno sorriso nos lábios, Juingkook estranhou, mas ignorou, terminando seu almoço e saindo dali. Quando voltou para a sala, notou a ausência da colega e aproveitou para ir até a sala de NamJoon, ele falava pessoalmente com todos os donos dos pequenos pacientes, realizava cirurgias importantes de diversos animais, parecia ser o dono, mas apenas era o responsável por um cargo importante, o verdadeiro privilegiado era o proprietário da clínica veterinária, NamJoon era muito julgado e mal olhado por ser o único médico do lugar, que fora deixado no controle de inúmeras coisas, ele sequer dava conta, mas tentava.
— Eu não entendo o porquê de ter feito isso, mas realmente a admiro.
Jungkook não queria, mas a porta estava aberta e o Kim tinha uma voz naturalmente alta, era impossível não ouvir. Se aproximou, ficando com o ouvido rente a porta.
— Ele chega atrasado quase todos os dias, e eu sei que era por conta do Butter. Só queria ajudá-lo, Kim.
Do que a Park falava, afinal?
— É uma quantidade grande, tem certeza disso? — não ouviu uma resposta da garota. — Bom, acho que posso conversar com Seokjin sobre a sua troca de turno, então. Você vai precisar.
— Seria ótimo.
Se afastou, encostando na outra parede e olhando para os seus pés numa tentativa de disfarçar. Ouviu a porta ser aberta e Park o encarou confusa.
— Estava esperando você.
18h59
jk pov
Eu não sabia descrever o tamanho da minha raiva. Apenas a olhava friamente, estava cansado demais para falar qualquer coisa ou questionar algo, mas não pretendia ficar calado. Ela usou a doação de Butter como uma ponte, a troca de turno é algo que venho pedindo ao NamJoon há meses, ganharia mais, e o mais importante, poderia ficar com meu pai e Butter de dia, e de noite viria pra clínica. Era uma competição? Caso fosse, eu não iria aceitar perder para a Park.
— Para de me olhar, parece um louco. — como conseguia agir de forma tão calma e natural, depois de ter mentido pro NamJoon? Ainda está fresco na minha mente, a voz dela não falhou ou hesitou ao dizer aquelas palavras.
Sorri fechado, negando com a cabeça e me levantando, indo até o meu armário.
— Ouvi sua conversa com NamJoon. — digitei a senha, ouvindo o som e logo o abrindo. — Desculpa, a porta estava aberta.
Tirei minha bolsa de lá de dentro e sorri, me encostando na parede e a olhando de cima. Ela deu de ombros, ainda com sua atenção voltada as folhas que estavam na mesa. Olhava os detalhes da cirurgia de amanhã, acredito eu.
— Queria te agradecer pela doação, já até marquei a consulta do Butter.
— Oh! — me olhou, parecendo ter se lembrado. — Claro. De nada.
Me perguntava o quão filha da puta ou psicopata alguém teria que ser pra não demonstrar sentimento algum de culpa ao inventar uma mentira daquele tamanho. Posso estar exagerando, mas realmente não me vejo usando a cirurgia de um animal pra me promover de alguma forma.
— Sei que está tarde, posso te dar uma carona? — me aproximei dela, apoiando minhas mãos na mesa, já com minha bolsa nos ombros. Ela suspirou e guardou os papeis, me olhando. — Como forma de agradecimento, é a única coisa que posso fazer.
— Tudo bem.
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FLAMINGOS ❥ JJK
Fiksi Penggemar[ambw] OC & JJK - Não está feliz? Se anime, não tem porquê sentir vergonha, JungKook! O sangue de Jeon fervia e quem o via de longe, tinha a sensação de que se ele continuasse reprimindo os dentes, eles quebrariam a qualquer momento. - Não tenho v...
