Capítulo 16

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Flashback

Droga.

O que foi que eu fiz? 

Meu Deus.

Daqui a pouco eu abro um buraco no chão de tanto que estou andando em círculos. 

 Eu surtei e acabei fazendo besteira. Mas a minha consciência não ficaria limpa em saber que ele desistiria de algo assim tão importante.

Onde será que ele está? 

Fazem 20 minutos desde a nossa discussão e saiu.

Droga.

Cadê a Sabina? Será que eu devo ligar?

Sou tirada dos meus pensamentos com o barulho da campainha.

Din-Don.

Quem seria a essa hora? 

Din-Don.

Ando até a porta e abro encontrando uma mulher que aparentava ter uns 50 anos de cabelo loiro curto e muito bem vestida.  

— Olá, Any.– Ela fala me deixando confusa e acho que expressão na minha cara estava mostrando exatamente isso.

— Nós nos conhecemos?– Pergunto e ela abre um sorriso.

— Não, eu me chamo Carla Cooper e escutei falar muito sobre você. O seu talento em criar foi muito elogiado pelo Sr. Jonhson. Bom será que nós podíamos conversar melhor sobre a proposta de Paris? 

— Claro.– Respondo dando passagem para ela entrar. — Posso saber quem é a senhora?–  Pergunto assim que fecho a porta e virei para ela.

— Claro, Any. Mas antes você poderia me informar se já assinou o contrato?

— Não. E de verdade agradeço a oportunidade, só que não posso aceitar. Essa é minha decisão final.– Sou objetiva e realmente não posso fazer isso.

— Por que?– Ela senta no sofá e olha diretamente nos meus olhos.

— Tenho outros objetivos agora.– suspiro, lembro do serzinho que está se formando na minha barriga e no pai dele que sumiu. — É senhora me dê licença, tenho que fazer uma ligação.

Pego o celular que tinha deixado na mesinha da sala e tento ligar para o Noah.

 Só que está fora do ar.

Saco! Por favor.

Atende.

— Imagino que o Sr.Urrea seja o motivo.– Ouço falar e a encaro. O Bryan contou sobre a minha vida para uma desconhecida. — Sente aqui.

Quem é essa mulher? 

— Pode falar.– Mando ignorante o seu pedido.

— Tudo bem. Vou ser direta com você Any. Você não vai conseguir falar com o Noah…até porque nesse exato momento ele nem deve está consciente.– Sinto um choque e um medo toma o meu corpo. 

Do que essa mulher está falando? 

— Sabe quando eu era mais nova e tinha basicamente a sua idade, eu conheci um homem e o amei. Em troca ele tirou o meu filho de mim… construiu sua família. E agora eu vou fazer o filho dele sofrer o mesmo.

Essa mulher é louca. 

De quem ela está falando? Do pai dele?

Muitas perguntas estão se formando na minha cabeça.

Ela levanta e para na minha frente e sinto que todo o meu corpo fica tenso. O que ela fez? Cadê o Noah? 

— Então, senhorita Soares, você vai vim comigo. É isso não um pedido.

— Você é louca! Eu não vou alugar nenhuma com você. O que você fez o Noah? – O desespero em minha voz é evidente e ela gosta disso.

— Como eu disse… ele está inconsciente agora e se você não vir comigo vai ser pior. 

Não

Eu não vou alugar nenhuma sem saber o que aconteceu. Seja lá do que essa mulher está falando eu não tenho nada a ver com a história.

— Me desculpa, Any. Mas você vai comigo e só para você ficar tranquila o seu namorado agora deve está muito bem acompanhado pelos os seus amigos.– Ela segura com força no meu braço e aperta e coloca um pano na minha boca. 

Tento me soltar do seu aperto e tirar suas mãos de mim. Só que o meu corpo fica mole e a minha visão embaça. 

                                    

                                       …


Dor.

Era isso que sentia. 

Tento abrir os meus olhos, mas a claridade do lugar me cega. Tento novamente, mas dessa vez devagar para me acostumar. Olho em volta e não estou mais em casa e sim numa sala com paredes brancas e uma janela. A amarrada em uma cadeira.

Merda!

Onde eu estou? O que aquela mulher fez comigo?

Eu só lembro de está lutando para ela me soltar e depois apagar.

Escuto um barulho vindo da porta e o meu corpo fica em alerta. Assim que ela se abre vejo a mesma mulher que me dopou para o seu semblante era de tranquilidade. É claro que seria não é ela que está amarrada e foi sequestrada.

Tento me soltar mexendo as mãos e os braços.

— É melhor parar antes que se machuque.– Ela se aproxima e senta na cadeira em minha frente. 

Nem tinha notado ela aí. Continuo precisando sair daqui, preciso saber do Noah.

— Senhorita Soares, por favor.– Ela pediu e depois de muita relutância paro. — Bom, continuando o nosso papo. Eu vou te contar a história direito. Eu e Marco nós nos conhecemos desde o 5° ano. Éramos inseparáveis, ele era o cara perfeito. Até a faculdade quando conheceu Wendy e a gente estava namorando e falávamos em mora juntos. Eu era tão boba, fazia tudo por ele. Então ele me trocou por ela casou e teve os seus dois filhos.– Ela solta uma risada amarga.

— É o que eu tenho a ver com isso? O Noah?– Pergunto confusa e perdida.

— O meu filho tinha 18 anos quando morreu. O Marco o entregou para morrer. Nós tínhamos se envolvido com pessoas erradas e ele principalmente sem que não parece um homem como ele tranquilo. E ele devia muito para os caras. Ele me pediu ajuda e boba com era o ajudei. O meu filho foi entregar o dinheiro que ele precisa em lugar que tínhamos combinados só que quando chegou lá era uma malhadinha.

Não pode ser.

— Eu sei que é difícil acreditar. Agora eu quero que Wendy sinta a mesma dor. Ele não está aqui para pagar, mas o filho dele está… a família está. – Eu poderia até sentir pena só que nem isso eu consigo. — Fica tranquila, Any. O Noah sofreu um pequeno acidente só que está bem.

O meu coração acelera e o choque das suas palavras me atingem em cheio. Não porque isso está acontecendo?

— É bem, para mim deixa ele em paz, eu quero te propor um acordo. Na verdade acho que você nem tem muita escolha. Segue sua vida aqui em Paris e assine o contrato viva com o seu filho.– Sinto uma lágrima desce pelo meu rosto e suas palavras me atingirem.— É eu deixo ele em paz por enquanto.

— Eu não posso fazer isso.

— Claro que pode e vai.

 

  

Love || Segunda temporadaOnde histórias criam vida. Descubra agora