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No dia seguinte, a garota acordou como se tivesse dormido por um mês inteiro

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No dia seguinte, a garota acordou como se tivesse dormido por um mês inteiro. Teve um sono sem sonhos, daqueles que parecem apagar toda a mente. O corpo estava pesado contra os lençóis, esticou o corpo, os braços se alongando acima, e soltou um suspiro aliviado. Dormiu bem. Estava descansada.

A luz do sol entrava pelas frestas da cortina. Ela piscou algumas vezes, e virou a cabeça para o lado. Carter não estava ali, o lado da cama dele estava vazio. Mas a jaqueta ainda estava jogada sobre a poltrona no canto do quarto, então ele não foi embora.

Ela sentou-se na cama, e levantou-se. Foi até o banheiro, e abriu a torneira da pia. Lavou o rosto, sentindo o frescor despertar os sentidos. Escovou os dentes, tirou a camiseta, e ficou nua diante do espelho por um instante.

E saiu do banheiro assim, completamente nua, enquanto prendia os cabelos num rabo de cavalo alto. Abriu o guarda-roupa, e seus olhos percorreram as gavetas até encontrarem o que procurava. Um conjunto de calcinha e sutiã que nunca usou.

Vestiu o conjunto vermelho. O conjunto era bonito e sensual, confortável o bastante para o dia a dia, mas feito também para se exibir. E ela queria a segunda opção.

Foi então que ouviu os passos. Carter entrou no quarto sem bater, os olhos encontraram o corpo dela quase instantaneamente.

── Por que tá usando isso? - perguntou, o tom surpreso.

── Por ser bonito. E eu queria.. - ela hesitou por um segundo, os lábios se curvaram num sorriso que não chegou aos olhos. ── Sei lá, que você visse.

Carter piscou, o rosto ainda congelado naquela expressão confusa. Ele abriu a boca, fechou, e depois tentou novamente.

── Ahm.. eu.. nem sei o que dizer.

A garota soltou um riso curto, irônico, e virou-se para o guarda-roupa, os dedos percorrendo as opções de roupas penduradas.

── Às vezes o cara elogia e diz pra namorada "tá gata, vamos transar?". É um conceito.

── Maude... não é hora, né? - Carter deu um passo para trás, as mãos subindo num gesto defensivo. ── E ontem você não quis.

── Ah, é. Verdade, eu não quis. - A ironia escorreu pela sua voz, e ela puxou um roupão de seda do cabide. ── Como eu pude esquecer.

Perdition • Rafe CameronHistórias para pegar e não largar. Descubra agora