A sexta-feira chegou e com ela vinha minha ida ao consultório novamente.
Cheguei alguns minutos mais cedo, na sala de espera tinha apenas uma mulher por volta dos seus quarenta e poucos anos.
Olhei em volta a procura de mais pessoas ou melhor dele. O garoto tatuado.
Que besteira eu estava fazendo? Não tenho porquê procurá-lo.
Coloquei meus fones e fechei os olhos tentando o máximo me transportar para outro lugar enquanto aguardava minha vez na fila de tortura.
__Aqui não é lugar pra dormir, garota nova. -Sua voz soou bem próxima da minha orelha me permitindo ouvi-lo através da música.
Me esquivei alarmada e retirei os fones.
__Não estava dormindo.
Ele ri.
__A doutora deve passar um trabalho com você, não é?
Franzo o cenho em sua direção.
Ele se senta ao meu lado e continua:
__Você é calada e quando fala é só para negar o óbvio. - Completou cruzando os braços deixando visível suas tatuagens.
Não respondi.
Ele pigarreia.
__Que tal pular a terapia de sexta e sair para fazer algo mais interessante?
__Tipo o que?
Sério que eu perguntei isso? Se liga Louise você não pode sair assim com um desconhecido que pode muito bem ser louco.
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Depois da tempestade
Literatura FemininaEu era grata ao meu pai por me obrigar a ir na psicóloga aquela tarde pois eu te conheci enquanto aguardava nervosa naquela sala de espera, assim que te vi pensei que aquele lugar não era o ideal, você parecia forte e desinteressado demais para est...