PRA QUE SOFRER? ELE AINDA VAI SER MEU...

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Luísa pov.

Eu realmente estava sofrendo, passei a tarde chorando e não atendi ninguém, tudo que eu queria naquele momento era ficar sozinha e colocar a cabeça no lugar, eu tinha que fazer alguma coisa, Otto só agiu normalmente e eu já estava me acabando, acho que me apeguei demais, comi uma pizza e fui dormi, quando acordei pra ir a faculdade eu estava com um humor diferente, sabe quando você acorda se sentindo atraente? Estava me sentindo assim e fui tomar um banho decidida a colocar Otto em uma saia justa, coloquei uma saia bem curta, uma regata, maquiagem e um batom vermelho, eu estava feliz, entrei no carro e o porteiro disse: — Nossa... Senhorita D'Ávila o que aconteceu com você? Caiu da cama?

Eu sorri e disse: — quase isso, você gostou?

— com todo respeito, sim... Você esta muita linda

— obrigada..

Chegando na faculdade todos pararam pra me olhar e eu estava me sentindo uma gostosa, fui a ultima a entrar na sala e vi que Marcelo não tirava os olhos de mim, Débora ficou brava, pois Marcelo a ignorou, não vou mentir até que gostei, mas ele não era meu alvo, me sentei e fiquei esperando a aula de Otto, quando ele entrou na sala começou a explicar uns trabalhos, eu me levantei para entregar o trabalho e parei na sua frente, ele me olhou sem graça e disse: — só isso? Pode se sentar.

— na verdade eu queria falar que sempre imaginei nós dois aqui nessa mesa, juntinhos — ele me olhou assustado e continuei — gemendo, o que você acha professor?

— acho desnecessário você falar isso aqui

— pensa direito, vai ser uma experiência única

Me virei e fui sentar, Cruzei as pernas o encarando e o vendo ficar sem jeito, eu consegui mexer com ele e isso já era o começo, o sinal bateu e eu fui a ultima a sair da sala, mas antes de sair eu fechei a porta e fui até Otto, e ele disse: — o que esta fazendo?

— nada... — me sentei na mesa dele e ele ficou sem jeito, me olhou dos pés a cabeça e eu aproveitei pra passar a mão no cabelo dele, ele segurou minha mão e disse: — aqui não, nós podemos ser pegos, quer acabar com minha carreira?

— desculpa... — falei e sai, não olhei pra trás, meu próximo passo sera encontrar Roger, assim que entrei no refeitório o vi e parece que ele também me viu já que veio ate mim e disse: — Luísa, quer me matar?

— ah... Roger, não exagera

— serio, tudo isso pra mim?

— não exagera novamente, — falei rindo e vi Otto se aproximar e falei: — eu vou aceitar o sorvete.

— ao menos isso né Luísa.

Me afastei e vi Joana e a chamei, ela veio e me perguntou: — quem era o gato? 

— Roger? Um professor de ed física

— humm... E você gosta dele? 

— não, mas acho que ele tem interesse em mim 

— sorte a sua. 

Sorri e o sinal tocou, voltei pra sala e fiquei pensando em Otto, a ultima aula seria dele, mas ele não apareceu, fomos dispensados pois o professor passou mal e foi embora, mas como isso era possível? Otto estava mal? Sera que a culpa é minha? Estava chateada com o acontecido, eu não esperava por isso, eu não sabia como agir e o que falar, meus olhos se encheram de lágrimas e fui pra biblioteca, chegando lá encontrei Otto falando com a bibliotecaria, falou pra ela levar uns livros na sala 25 que ele estaria lá esperando. — sorri pensando comigo, como assim sala 25? Ele não tinha ido embora? O que vai fazer na minha sala se nós fomos dispensados? Assim que ele saiu eu fui até a moça e disse: — olá, tudo bem? 

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