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Eram 21hrs da noite quando Anna terminou sua ultima bateria de exame, as visitas se tornaram frequentes no hospital.

- Deu tudo certo, como está? - Perguntei ao dr Ricardo

- Sim, vejo uma melhora mas precisamos ficar sempre de olho, como ela fez a cirurgia semana passada, conseguimos reduzir o máximo do câncer no estômago, precisaremos marcar outra cirurgia assim que ela melhorar! -Ele pegou o prontuário e fez alguma anotações e saiu, Anna estava deitada na cama segurando o Tom Junior.

- Quem é meu bebe? - Perguntou ela ao Junior, ela imitou uma voz fofa

- Seus  três bebês  né! eu sou um dos seus bebês! - Falei e ela sorriu me sentei ao lado dela com Bill Junior no colo.

- Eu te amo, sabia?- Falei 

- Eu não sabia não, tem que falar mais mais uma vez! - Ele me olhou com um uma cara de sapeca

- Eu amo você sraº Kaulitz e eu não posso! - Disse e percebi um hesitação por parte dela 

- Não pode o que ?  - Perguntou

- Não posso olhar para você! - Sorri e tirei uma mecha do seu rosto e coloquei atrás da orelha

- Por que!? - estava surpresa

- Linda demais! - falei e imediatamente um sorriso no rosto dela apareceu

- Você é bobo! - Ela disse ao sorrir de lado

- Eu sou bobão por você! - Eu sorri ao ver ela feliz

Depois que Anna ganhou alta fomos para casa, fomos bem recepcionado, depois que a Anna descobriu o câncer, toda vez que ela volta para casa eles preparam uma recepção bem calorosa, como se fosse a ultima vez...  e poderia ser...

- Como está se sentindo!? - Perguntou Bill ao sentar ao lado de Anna no sofá, os Juniors estavam no chão brincando com alguns brinquedos, mas Tom Junior insistia em brincar com o Pumba.

- Eu me sinto bem melhor agora, estou indo bem, talvez daqui um tempo estarei melhor ainda! - Percebi a esperança retornar - o que acham de cantar uma canção, meu amor, toca o piano para nós! - Ela me olhou e não iria recusar o pedido da minha amada

- É pra já gatah, senta ao meu lado, você lembra canção que eu ensinei? - Perguntei e ela  sentou ao meu lado

- Claro, Golden Hours! - Ela disse e tocou uma partes das notas e eu acompanhei, Bill começou a cantar, eu observava a delicadeza dos movimentos do dedos da Anna no teclado, em como ela sentia a música eu nem percebia que ficava olhando.

A música acabou e Anna esbanjou um sorriso de orgulho, e eu também sorri com ela.

- Até que minha memoria não é tão ruim - Ela afirmou

- Só melhorou! - Disse Bill ao chegar perto dos meninos e Pumba deitou nos seus pés

- Você é ótima! - Beijei a testa de Anna, eu queria fazer amor com ela -Vamos para o quarto!- ela me olhou confusa - Sussurrei no ouvido dela -Quero fazer amor com você! 

Ela me olhou e sorriso malicioso de canto apareceu, percebi que ela também me queria

- Cuida dos meninos! - Disse ao pegar a mão dela e leva-la para o quarto

Eu beijei suavemente, e minha mão deslizou por sua costa e a mão da Anna abriu a braguilha da minha calça,  coloquei minha mão entre o cabelo dela e a puxei para perto e senti o prazer invadir meu corpo, e nosso beijo acelerou, tirei a roupa dela sem ao menos nossos lábios se desencostarem, eu a peguei no colo e coloquei na cama, eu estava de pé e não conseguia tirar os olhos do corpo dela, cada detalhe, pinta, ângulos,  traços, tudo se tornava belo e lindo de olhar. Tirei o restante da minha roupas e me deitei por cima dela, ela me olhou e suas mãos deslizaram sobre meu braços e senti ela contornando minhas veias que estavam saltada, ela beijou o lóbulo da minha orelha e seguiu a linha da mandíbula até o meu piercing, e puxou devagar antes de me beijar com força. Senti a adrenalina pulsar, eu a queria ali mesmo, sem pudor e sem vergonha. 

Terminamos cansados, exausto, ela deitou a cabeça no meu peito, estávamos suados.

- Sinto minhas pernas bambas ainda! Provavelmente terei um pouco de dificuldade para andar! -ela riu de lado, e a beijei a sua testa.

- Eu te ajudo! - eu me levantei e a peguei no colo, preparei a banheira e tomamos banho junto, colocamos nossos filhos para dormir e acabamos dormindo enquanto conversávamos

011

- Você quer fazer mais o que agora! ? - Perguntei a ela depois que fomos em alguns brinquedos do parque.
- Quero ir pra casa, hoje foi uma das melhores noites que tive- ela disse ao rodar e esbanjar um sorriso de orelha em orelha.
- Que bom, fico feliz mas tá na hora de levar minha garota para casa.- peguei na mão dela e fomos para casa, chegamos e fomos ver nossos filhos, eles iriam fazer 3 anos já, brincamos e depois fizemos eles dormir.
- Nós amamos vocês! - disse Anna ao colocar o Tom Júnior no berço, eles estavam cansados, passeamos no shopping  hoje a tarde.
- agora vamos dormir? - Disse ao me aproximar dela, continuava linda, apesar do tubo de respiração.
- Você é linda! - disse a ela- linda, linda
- Que modéstia - ela sorriu de canto, e percebi uma angústia.
- Vamos cantar? - eu tentei pensar em algo para alegra- lá, fomos para a sala e chamei os meninos.
Cantamos algumas canções e fizemos palhaçadas, Anna estava rindo, e era uma risada gostosa de escutar, por um momento eu a olhei tão intensamente, eu não poderia perde-la.
Anna estava calma e olhar de angústia desapareceu, ela voltou a ser como antes, tudo estava indo bem .... até que ela desmaiou, eu consegui a segurar a tempo antes que ela caísse no chão.
-CHAMEM A AMBULÂNCIA - Gritei para os meninos
- Anna, meu amor, fica comigo, estou aqui! - eu fiquei desesperado, encostei meu ouvido perto do nariz dela e ela não estava respirando. - ANNA, POR FAVOR, FICA - lágrimas de dor escorrendo na minha camiseta, disse a ela que a deixaria ir, mas eu só queria abraça- lá, e o sentimento de perda invadiu meu ser, eu estava desesperado, o amor da minha vida estava morrendo nos meus braços.

A ambulância chegou e a levou imediatamente, eu fiquei esperando ela acordar mais uma vez.
Eu estava no quarto do hospital, e eu deitei ao lado dela, desejando mais tempo.
- Pegue tudo, e comece de novo, você tem uma segunda chance, você poderá ir pra casa, escapar de tudo isso, é apenas medicamentos. - ela não abriu os olhos, e suas palavras falhavam,  senti sua vida se esvaindo.
- Anna, meu amor, estou aqui, está tudo bem! - disse ao beijar seu rosto.
- Eu quero que prometa, que irá seguir em frente- ela abriu seus olhos e me olhou, o mesmo olhar de quando nos conhecemos, mas estavam triste.
- Não, por favor - lágrimas escorreram dos meu olhos.
- Nossos filhos terão o melhor pai que eu nunca tive, e terá os melhores tios. - ela fechou os olhos e uma lágrima escapou, ela engoliu em seco- eu não estarei aqui, eu quero que você saiba, você não poderia ter me amado melhor, eu me senti a pessoa mais amada, mas eu preciso que siga em frente.
- Eu não quero dizer adeus, eu amo você! - disse, e sentia a dor no meu coração, que me rasgava por inteiro, eu precisava de mais tempo.
- Talvez em outra vida eu seja a sua garota...- sua voz estava embargada e dos seus olhos as lagrimas rolavam
Um sentimento de vazio preencheu o meu ser, o amor da minha vida estava indo embora, ela estava lutando para dizer as palavras, ela estava fraca demais.
Ela pegou na minha mão e colocou em cima do coração dela, ela me olhou e sua boca se abriu para perguntar.
- Você ainda vai me amar amanhã?- sussurrou
Lágrimas escorreram ainda mais forte, chamei os médicos e Anna teve parada cardiorrespiratória, eu fiquei na porta vendo tudo, o sinal do eletrocardiograma insistia em ficar em linha reta.
Ao meu redor estava em câmera lenta, e tudo estava mudo, eu não conseguia prestar atenção em mais nada, a não ser os médicos tentando salvá-la. Eu caí de joelhos no chão e desejei mais tempo, meu coração estava com ela. Minhas lagrimas fizeram uma pequena poça no chão, eu queria ela, eu desejei estar no lugar dela, passar por todas as dores que ela sentiu. Meu coração estava naquela cama, lutando pela vida e morte.
Eu lembrei de todos os nossos momentos, bons e ruins.
Do jeito que ela me beijava, abraçava, da nossa última noite de amor, dos dias chuvosos, do parque de diversão, dos casamentos. Tudo doía dentro de mim, a saudade apertava, tudo estava desmoronando naquele momento, respirar me causava dor. Ela seria a saudade que nunca iria passar.
Por um impulso tentei chegar até ela, mas fui impedidos pelos médicos.
Anna, minha eterna namorada.

Perfect Golden Hours - Tom KaulitzOnde histórias criam vida. Descubra agora