25 - 'Santa Menefreda'

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[Nome] [Sobrenome]point of view

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[Nome] [Sobrenome]
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O local era bizarro. As pessoas estavam presas em celas, mas, o que eu esperava? Um hotel de luxo para pessoas problemáticas? Mordi meu lábio inferior enquanto ouvia gritos.

— Como são novos, não vão jantar junto dos outros, pelo menos por hoje — Amélia disse, nos guiando pelos corredores do local — O jantar é servido sempre no mesmo horário, 19:00, sem atrasos, caso contrário, perderão o direito de jantar.

— Ela fala como se fosse algo normal — Lillith comentou, soltei uma risadinha nasal quase imperceptível — Mulher estranha...

— Todos tem horários ao ar livre, todos os dias — ela explicou, enquanto entravamos no refeitório — Vou pensar em um horário pra vocês — todos nós fomos até um balcão, vendo a comida que estava sendo servida.

O macarrão não tinha uma cara boa, além de que o molho parecia vomito. A mistura era frango, que estava mais branco que papel, não parecia ter muito tempero. A salada parecia a coisa mais normal do prato, junto da gelatina, que era algo que hospitais ofereciam.

— Como eu vou me sustentar com uma comida tão ruim assim? — a voz feminina em minha mente era aguda, consegui ver o reflexo de Lillith no vidro acima do balcão — Até o [seu irmão] deve fazer uma comida melhor, puta que pariu.

[⏱️]

Após a nossa humilde refeição, Amélia começou a explicar algumas regras, mas, nem prestei atenção. Minha cabeça estava meio desligada, queria tanto fumar... Soltei um suspiro quando chegamos na frente dos quartos. Eram dois, para dois adolescentes e duas crianças.

— Vocês... Podem revezar quem fica com eles — a loira apontou para as crianças como se tivesse nojo, levantei uma sombrancelha enquanto inclinava minha cabeça para o lado — Eu realmente não me importo, as crianças podem passar a noite com qualquer um dos dois, desde que não fiquem causando confusão.

Olhei para Jhonny e vi o mesmo me encarar, meu irmão correu para o meu lado rapidamente, entreguei João para meu namorado, assim como ele pediu. Bom, ele não pediu com palavras, mas... Eu entendi...

— Okay, hora de dormir! — Amélia quebrou o silêncio entre nós — O banho é amanhã, as 06, e o café da manhã começa as 07 — puxei a mão de [seu irmão] pela porta, ouvindo ela ser trancada logo em seguida. O garotinho ao meu lado apertou fortemente meus dedos — Tenham bons sonhos!

Eu sentia a falsidade na voz daquela mulher.

Ela fingia que o local era agradável de se viver, mas, percebi completamente o contrário.

Pelas janelinhas de vidro que os quartos de cima tinham, dava pra ver o corredor por onde viemos. Lá embaixo, as pessoas viviam em uma situação deplorável, ouvia súplicas para que nós os ajudassem. Aquilo fazia meu coração doer um pouco.

ᴛʜᴇ ɢɪʀʟ ɪs ᴍɪɴᴇ! - ᴊʜᴏɴɴʏ ʙᴏʏHistórias para pegar e não largar. Descubra agora