Capítulo 5

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O estrangeiro de rosto marcante e quadrado, puxava o meu braço e sussurrava em meu ouvido as perversões que desejava fazer comigo

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O estrangeiro de rosto marcante e quadrado, puxava o meu braço e sussurrava em meu ouvido as perversões que desejava fazer comigo. Sua voz profunda lentamente se suavizava enquanto chamava o meu nome sem parar. De repente, ele me deu um cutucão.

— Acorda, Júlia!

Levantei-me sobressaltada, com o coração na boca e uma estranha umidade entre as pernas. Minha mãe me encarava com um sorriso travesso.

— Quem é o bacana que te trouxe em casa hoje à noite?

Valentina se remexeu na cama ao ouvir nossas vozes. Ainda grogue de sono e com o estômago revirado, fiz um gesto para sairmos do quarto.

— Credo, que sono, quantas horas são? — perguntei desviando deliberadamente o assunto. Como ela poderia já saber da carona com o estrangeiro? Que povinho fofoqueiro!

— Sei lá, deve ser quase meia-noite.

Olhei para o relógio branco com uns patos desenhados em amarelo ao lado da geladeira: era mais de 1h da manhã. Meus olhos ardiam de sono, e apesar do frio que fazia dentro de casa, era melhor tomar um banho antes de cair na cama de novo. Virei-me para a minha mãe que ria para a tela do celular.

— Peguei a Vavá na Penha e nem vi mais nada. Troquei a roupa dela e dormi também.

— O quarto dela costuma ser o mais quentinho, tá frio demais esse ano. — Comentou despreocupada enquanto digitava sem parar.

— Mãe, amanhã...

Ela me interrompeu, quase grudando a tela do telefone na minha cara.

— Você precisa relaxar, Julinha. Deixa de ser careta só um dia na sua vida e vamos nesse bar que o Zane me levou, só nós duas. Sambei até me acabar.

Suspirei, cansada demais para ter paciência.

— Eu também queria sambar até me acabar, mas tudo custa dinheiro, sabia? Ultimamente prefiro ganhar algum do que gastar à toa. — Franzi a testa e peguei o celular da mão dela. Pela decoração, o bar não era dos mais baratos. — Quanto custou essa brincadeira aqui?

Ela revirou os olhos dando de ombros.

— Não faço a mínima ideia. Sou uma princesa, minha filha, acha mesmo que eu pago conta de bar?

— Você é impossível, dona Joice. A plebeia aqui vai dormir que o meu dia amanhã promete ser apocalíptico.

Fui para o banheiro e liguei o chuveiro. Deixei a água quente cair pelo meu corpo e por pouco não dormi em pé atrás das cortinas de plástico. Sempre que eu fechava os olhos, o rosto de Nicolas aparecia em minha mente. Ele era tão bonito, tão grande... Minha mãe entrou abruptamente no banheiro, falando sobre o Zane e o rosto do estrangeiro bonitão sumiu, sendo substituído por uma pontada de preocupação. Eu não ia com a cara daquele homem.

Leiloada para o CEO - Casamentos Milionários - Livro 03Onde histórias criam vida. Descubra agora